ESPRESSOU-SE
“Escolher presentes pode ser difícil.” – Domino’s, que para facilitar a vida de noivos e convidados, acaba de lançar um registro de presentes para casamento. Por que faqueiro é coisa do passado e nada pode dar errado com pepperoni e queijo extra.
ESPRESSO NACIONAL
Ah! Que Isso? Eles Estão Descontrolados
A notícia.
Surgiu ontem no Congresso mais uma ideia exótica para salvar políticos. Mas não vingou.
Moendo os grãos.
Olê! Olê! Olá! Odebrecht vem aí! E a galera em Brasília está surtando. No final do ano passado, a Câmara tentou anistiar crime de ‘caixa 2’ e chegou a desconfigurar aquelas 10 medidas anticorrupção (que não foi para frente no Senado). Tudo na calada da noite. Neste ano já teve eleição de presidente do Senado citado em Lava Jato; 10 investigados colocados na comissão mais importante do Senado, a CCJ; e até o presidente da CCJ também alvo da Lava Jato. Tenso.
This time, baby, I’ll be bulletproof.
Aí ontem, o senador Romero Jucá, que chegou a ser ministro do Planeamento por 11 dias, entrou com um pedido de PEC (aquela mudança na Constituição) para que presidentes da Câmara e do Senado não sejam investigados por coisas feitas antes de seu mandato – o que já vale para o presidente da República. Imagine: Cunha não teria sido cassado se essa blindagem existisse. Mas Jucá não conseguiu as 27 assinaturas e desistiu.
Quem te viu, quem te vê.
Falando em Cunha, o Supremo negou ontem, por 8 a 1, seu recurso para ser solto. Ou seja, mais um ‘ok’ do Supremo para as decisões de Sérgio Moro, que já tinha negado a soltura semana passada.
ESPRESSO IMPORTADO
When 2 Become 1
A notícia.
Se a tal paz no Oriente Médio já é super difícil, ela ficou impossível ontem.
Moendo os grãos.
Ontem Trump jogou fora décadas de política americana e num encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que estaria de boa se a solução para o o eterno conflito árabe-israelense fosse um único estado. Acontece que há muito tempo, os EUA defendem a ‘solução de 2 estados’ (um para judeus, outro para palestinos) para resolver o problema de muuuito tempo que piorou depois que Israel foi criado em 1948.
Volta um pouquinho, aí.
Tantos judeus quanto palestinos acreditam que a região ali é historicamente sua. E o mundo acredita que a paz só é possível com um estado de Israel ao lado de um outro estado Palestino. No momento, Israel tem o seu, mas (desde a Guerra de 1967) controla os territórios palestinos (a Cisjordânia e Faixa de Gaza), que não são países de fato. E nunca serão se depender de Trump e Netanyahu, que até riu na hora em que Trump soltou essa.
Peace in pieces.
Sobre mudar a capital de Tel Aviv para Jerusalém; cidade que tanto palestinos quanto israelenses querem como capital, Trump disse que tem pensando a respeito. No final, uma leve cutucada em Bibi (como ele chama Netanyahu) pedindo que vá com calma nas construções ilegais em áreas palestinas. E a paz? Esqueça.
ESPRESSO SHOTS
Game on. Um navio espião russo está em frente ao estado de Connecticut, mas em águas internacionais. Em 2014 e 2015, o navio já havia passado pela Flórida. Nesta terça, por sinal, o New York Times publicou que os russos estão desenvolvendo mísseis de cruzeiro (mais de 500 km) na encolha, o que seria contra um importante acordo de controle de armas, assinado em 1987, que essencialmente ajudou a pôr fim à Guerra Fria. A Rússia disse ontem que nada disso existe.
Venenosa êh êh êh êh. A polícia da Malásia prendeu ontem uma suspeita (nascida no Vietnã) ligada ao assassinato do meio-irmão de Kim Jong-un, o ditador da Coréia do Norte. Ele foi morto no aeroporto de Kuala Lumpur depois de duas mulheres atacá-lo com seringas envenenadas. Autoridades da Coréia do Sul e dos EUA acham que eram agentes secretas norte-coreanas a mando de Kim Jong-un, que dias atrás, por sinal, lançou um singelo míssil no mar do Japão. O mistério continua.
Cala a boca já morreu. Ontem a 2a instância suspendeu a censura contra a Folha de S. Paulo e sua matéria sobre o hacker que tentou extorquir R$ 300 mil de Marcela Temer no ano passado. De acordo com o desembargador, a medida do juiz vai contra a Constituição e não cabe ao Estado escolher o que a mídia publica. Na reportagem (de volta ao ar), a Folha cita mensagens de texto e comenta a existência de um áudio da primeira-dama, coisa que “jogaria o nome de vosso marido na lama”. Ui.
Tudo azul. O comunismo é vermelho? Não necessariamente. No Uruguai, a polêmica é por conta de um livro que usa os Smurfs para explicar o tal do comunismo para alunos da 6a série. Na Aldeia dos Smurfs, ninguém passa fome, todos têm casa, e o poço de água é de todos, diz a o texto que está sendo usado em algumas escolas particulares. Autoridades uruguaias agora vão discutir o livro.
Fica a dica. Para terminar, make love, not walls. O recadinho da Diesel em sua nova campanha dirigida por David LaChapelle.