ESPRESSOU-SE
“Querem ser donos do alfabeto musical.” – Katy Perry até quis cantar ‘Dark Horse’ no tribunal, mas não teve jeito, foi condenada por plágio. Make me your Aphrodite, but don’t make me your enemy.

ESPRESSO IMPORTADO
É Fantástico!
A notícia.
Trump elogiou a escolha do filho de Bolsonaro para a embaixada em Washington e disse que não é nepotismo. Bom saber.
Moendo os grãos.
Nos jardins da Casa Branca, a caminho do helicóptero presidencial, Trump foi perguntado pela correspondente da Globo News o que achava da indicação de Eduardo Bolsonaro para o mais estratégico posto diplomático do Brasil. O americano disse que ainda não estava sabendo das boas novas, mas achava “fantástico” e explicou: “não é nepotismo, pois ele ajudou muito na campanha”.
We are family.
Trump repetiu três vezes que a escolha é “fantástica”, mas não explicou o porquê. Nos EUA, ele também quebrou com a tradição ao nomear a própria filha e o genro como assessores. A primeira-filha e o marido fizeram mais de US$ 80 milhões desde que se tornaram funcionários da Casa Branca. E mesmo como conselheiros do presidente, continuam a lucrar com a Trump Organization. Conflito de interesses?
Só no filé.
Faz duas semanas que o presidente disse que “beneficiar o filho” é obviamente seu objetivo: “Se eu puder dar um filé mignon pro meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com o filé mignon essa história aí”. Dias atrás, ele disse que a indicação do filho ‘03’ pra embaixada nos EUA é o que ajudará a conseguir parcerias para explorar minerais em terras indígenas.
Diplomamata?
Bolsonaro também já afirmou que não há diplomatas competentes no Itamaraty; ainda que a chancelaria brasileira sempre tenha sido exemplo no mundo – isso por que, em meio a diferentes governos, e opiniões políticas diversas, conseguiu ao longo das décadas, um corpo técnico coeso para defender os interesses nacionais. O presidente, justamente, confunde questões pessoais com as de Estado.
I’m Still, I’m Still, Joey From The Block
A notícia.
Os debates presidenciais do Partido Democrata continuam hoje. Ontem eles se dividiram sobre assistência médica: hora de criar um sistema público de Saúde?
Moendo os grãos.
A segunda rodada de debates entre candidatos democratas começou ontem em Detroit e o que se viu foram moderados contra a dupla considerada mais progressista, como o senador veterano Bernie Sanders e a amiga de longas datas, a ex-professora de Direito, e senadora por Massachussets, Elizabeth Warren. Eles não têm medo de se descreverem como ‘socialistas democratas’.
To the left, to the left.
Warren, por exemplo, defende impostos maiores sobre os milionários e um ‘SUS pra crianças’, já a senadora da Califórnia, Kamala Harris, que sobe ao palco hoje, não se considera uma ‘democrata socialista’ – como Bernie e Warren –, mas defende plano de saúde (Medicare) pra todos. Se os 10 candidatos de ontem eram brancos, hoje dois são negros, incluindo Harris, que seria a primeira mulher negra presidente.
Segundo round.
Quem também vai dar o ar da graça nesta quarta é Biden, que, no primeiro debate, levou um nocaute de Harris sobre políticas raciais nos anos 1980. Ele caiu nas pesquisas, mas continua liderando – e é o mais temido por Trump. Game on.
ESPRESSO SHOTS
Book of alternative facts.
Após as falas sem pudores contra o pai do presidente da OAB, ontem Bolsonaro chamou de “balela” documentos oficiais sobre mortos na ditadura. Ele ainda questionou a legitimidade da Comissão da Verdade, que investigou e compilou dados sobre o período. Detalhe: o próprio governo Bolsonaro atestou que o pai de Santa Cruz foi morto pelo Estado. Semana passada, o Ministério de Direitos Humanos havia emitido um atestado de óbito que contradiz o presidente.
Álbum de retratos antigos.
Após meses ouvindo maledicências do ministro da Economia, os tucanos rebateram críticas ontem com uma nota na qual lembram que o presidente Bolsonaro votou contra o Plano Real. Paulo Guedes tem repetido que os problemas do país são culpa de 30 anos de Social-Democracia. O PSDB escreve que enquanto reformava o país, Bolsonaro se alinhava ao PT contra medidas consideradas ‘neo-liberais’.
Telefone sem fio.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, gravou vídeo de apoio a Glenn Greenwald, que ontem voltou a ser atacado por Bolsonaro: “não é jornalista, é militante”. O vídeo de Maia foi exibido em um ato pelo sigilo da fonte organizado pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), que contou com Camila Pitanga e Chico Buarque. Ontem também os 4 ararahackers prestaram o primeiro depoimento ao juiz Valisney – um deles, o DJ, falou em tortura psicológica da PF.
Eu vou invadir sua praia.
Depois de anunciar que a Secretaria de Governo passará a internar moradores de rua, o governador Wietzel anunciou ontem que vai mandar prender quem fumar maconha nas praias. Ao lado do prefeito Marcello Crivella, ele deu o recado: “E agora, prefeito, vou mandar prender maconheiro.” De acordo com a Lei, maconha “para consumo pessoal” acarreta advertência ou serviço comunitário.
Unconscious bias.
O príncipe Harry, que é casado com a primeira afro-americana da história da monarquia britânica, falou ontem sobre como o viés inconsciente afeta o racismo, dizendo que a maioria não nota seu próprio preconceito devido à educação e o meio em que cresceu. Ainda sobre racismo, Naomi Campbell denunciou um hotel na França que recusou a sua presença por ser negra.
My wonderwall.
Terminando… as gangorras que atravessam a fronteira entre o México e os EUA, e permitem a crianças que brinquem por entre o muro.
Technologie.
Para terminar, o cartão de crédito da Apple, que será lançado em agosto. In other tech news, lentes de contato que dão zoom – basta uma piscadela.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e lentes de contato robotizadas pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma quarta proveitosa. Até amanhã.