
“O cabelereiro veio ao nosso resgate através de vídeo chamada.” – cabelereiros passaram a fazer cortes virtuais. Coronacuts.
Vamos Fugir
A notícia.
No dia em que o Brasil bate novo recorde e registra 204 óbitos em 24 horas, governadores do Rio e do Pará testam positivo para Covid-19.
Moendo os grãos.
Apesar do presidente dizer, no início da semana, em live com Silas Malafaia e Marco Feliciano, que o “coronavírus está indo embora”, a doença continua avançando. São agora mais de 1500 mortos e um total de quase 26 mil casos confirmados no país. O saldo de segunda pra terça foi o maior até agora. A taxa de letalidade no vírus também aumentou e foi de 5% na semana passada para 6.1%.
Leste, Oeste, Norte, Sul.
Entre os estados mais atingidos, SP lidera – e ontem teve pico de internação –, seguido pelo Rio, Ceará, Amazonas e Pernambuco. No Rio, o governador Wilson Witzel testou positivo para coronavírus. A primeira-dama e os filhos, que moram no Palácio de Laranjeiras, não apresentaram sintomas. No Pará, o governador Helder Barbalho também pegou coronavírus. No Mato Grosso, e em Belo Horizonte, máscaras agora são obrigatórias. Veja as mortes por estados.
Enquanto isso.
Após a morte de 11 pacientes em Manaus, ontem foi cancelado estudo com a cloroquina no Brasil. Eles tiveram batimentos cardíacos irregulares depois de receber uma alta dose da substância ainda em testes. Propagandeada por Bolsonaro como ‘a cura’ do Covid-19, a cloroquina terminou ofuscando outros oito remédios que também estão em testes. Nenhum deles é de direita ou de esquerda, apesar da politização do bolsonarismo em torno do assunto.
Falando em Bolsonaro.
Após Mandetta admitir que errou no tom de confronto, o presidente acredita ter respaldo para demitir o ministro, que perdeu o apoio da ala militar do governo.
Mais cafeína, por favor.
Tudo indica que Bolsonaro demitirá Mandetta ainda nessa semana. Valeu, foi bom, adeus.

Na paradinha.
Em mais um passo na politização da pandemia, Trump suspendeu fundos para a OMS (Organização Mundial de Saúde). O presidente americano cumpriu a ameaça e interrompeu ontem as verbas que os EUA enviavam à OMS. De acordo com Trump, ele vai avaliar a “péssima administração” da organização e sua abordagem do coronavírus pra decidir o que fazer sobre o financiamento no futuro.
Se é pra tombar, tombei.
O FMI disse ontem que o mundo deve encolher 3% nesse ano. Ou seja, uma queda maior do que a da Grande Depressão de 1929 e do que a da Grande Recessão de 2009, quando o mundo encolheu menos de 1%. Ainda sobre previsões: pesquisadores de Harvard disseram que o mundo deve continuar o clima de distanciamento social até 2022, se não rolar nenhum tratamento efetivo em larga escala até lá.
CLISE diplomática.
A PGR (Procuradoria-Geral da República), o comando do MP, pediu ontem ao Supremo investigação contra o ministro da Educação por racismo contra os chineses. Há uma semana, Abraham Weintraub usou a Turma da Mônica para um post “racista” no Twitter com insinuações de que a China criou o vírus em laboratório – o que é mentira. Na publicação, o ministro trocou as letras ‘R’ por ‘L’, como faz Cebolinha.
Plim, plim.
O “Encontro com Fátima Bernardes” voltará à grade da Globo a partir da próxima semana, mas ainda sem auditório. A novidade fica por conta de um quadro que Ana Maria Braga terá no programa. Já a gravação de novelas continua suspensa. Falando em novelas, a reprise de “Fina Estampa” mostra um Brasil que não se espanta com o machismo.
Yes, we can.
Terminando…. depois de ficar caladinho durante as primárias de seu partido, Obama declarou apoio a Joe Biden: “ele tem todas as qualidades que um presidente necessita”. Bernie também já apoiou Biden, que enfrenta denúncias de assédio.
Passa a bola, mão de cola.
Para terminar, cannabis. A erva foi considerada ‘serviço essencial’ pela Califórnia durante a pandemia.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, marijuana e dicas para cortar o cabelo em casa pra espresso@espressonoticia.com. brUma quarta produtiva, daquele jeito. Até amanhã.
