
“Selfie sintético.” – é a nova patente da Apple que permitirá tirar selfies em grupo… mesmo distante. But first let me take a synthetic group selfie.

A Teia
A notícia.
O Supremo começa a julgar hoje a continuidade ou não do tal inquérito das fake news.
Moendo os grãos.
Hoje, véspera de feriado, os 11 juízes supremos decidem sobre a investigação iniciada pela própria corte. A ação é da Rede Sustentabilidade, que argumentou ano passado que a corte não deveria conduzir a investigação criminal. Já nesse ano, a Rede pediu pra voltar atrás, mas o juiz supremo Edson Fachin manteve a ação e jogou para os colegas.
Um por todos.
É uma tentativa de fortalecer a mais alta corte do país que vem sofrendo uma vários ataques do presidente. Ao invés de decidir por conta própria sobre o prosseguimento da ação – já que tem competência para tanto –, Fachin crê que o peso do tribunal é importante nesse momento em que ministros – hey Alexandre de Moraes e Celso de Mello – se tornaram alvos.
Lembrando.
Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem participando de atos antidemocráticos que pedem o fechamento do Supremo e do Congresso. Após Celso de Mello liberar o vídeo da reunião ministerial, o presidente então partiu para cima do mais antigo membro da corte. E com o avanço do inquérito das fake news, quando bolsonaristas foram alvos de mandados de busca, Bolsonaro declarou guerra a Moraes.
Clube da luta.
Este caso é inclusive uma das razões do presidente para interferir na autonomia da PF. O medo é de que a investigação chegue ao palácio e no próprio filho Carlos, e, cá para nós, o inquérito deveria mudar de nome, já que investiga todo um esquema financiado por empresários visando a “quebra da normalidade institucional e democrática”. Não é pouca coisa não.
Enquanto isso…
Te pega daqui, te pega de lá.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retomou o julgamento da cassação da chapa Bolsonaro-Mourão por abuso de poder no disparo de fake news por meio de empresários. O PT, que entrou com a ação em 2018, pede ainda que o TSE use o material colhido no inquérito do Supremo.
Rest In Power
A notícia.
Após sete dias de velório, o corpo de George Floyd foi levado em uma carruagem e sepultado no Texas. Os protestos continuam.
Moendo os grãos.
Depois de homenagens em Minneapolis e na Carolina do Norte, onde nasceu, Floyd foi velado pela última vez em um funeral em Houston, onde cresceu. Mais de 500 pessoas, incluindo políticos e celebridades, participaram da cerimônia transmitida ao vivo, que teve eulogia do bispo Al Sharpton, ícone dos direitos civis, e mensagem gravada de Joe Biden, que se reuniu com a família de Floyd na segunda.
Rise up.
Em meio há 15 dias de manifestações ininterruptas, os EUA só falam em racismo e reforma policial. Democratas no Congresso já começaram a discutir o que pode ser a maior mudança em décadas na forma de policiamento e que afetaria 18 mil agências policiais – já que nos EUA, o departamento de polícia é tocado a nível municipal e não estadual (como no Brasil)*.
Ch-ch-ch-changes.
O ‘Ato do Policiamento Justo’ acabaria com a técnica de estrangulamento e poria fim às invasões sem mandado em alguns casos. Seria criada uma base de registros sobre má conduta policial e o Departamento de Justiça ganharia maiores poderes para investigar policiais. É basicamente o avesso da visão de Bolsonaro e de muitas das ideias do então ministro Moro – como o tal excludente de ilicitude.
Dont’ shoot.
Republicanos como o senador Mitt Romney, no entanto, até dizem entender a necessidade de reformas, mas querem apresentar o próprio pacote. Já Biden disse apoiar as ideias democratas, mas é contra o corte de verbas nas polícias – outro grito (polêmico) que vem ganhando força nas ruas.
Defund the police!?
Ou ‘reduzir fundos’ entrou na pauta, mas é “menos assustador e menos radical do que soa”, dizem fãs da ideia, como a professora de Direito da Georgetown University em artigo no Post. A senadora que disputou as prévias democratas, e agora apoia Biden, Kamala Harris, diz que chegou a hora de reimaginar uma nova forma de policiamento: ‘não é pôr fim à polícia, mas realocar dinheiro para outras áreas como saúde mental e educação’. O debate tá só começando.
*Apesar das polícias municipais (e não estaduais), a polícia nos EUA é mais enxuta que no Brasil, já que não há as divisões entre Polícia Militar, Polícia, Civil, e polícia cientifica. Há também menos cargos na hierarquia americana.

Eis a questão.
Após dizer que é “muito raro” que os assintomáticos transmitam o novo coronavírus, e receber críticas de especialistas, a Organização Mundial de Saúde voltou atrás e disse ter sido mal compreendida. De acordo com as novas informações da OMS, há registros da transmissão por pacientes com Covid-19, mas ainda falta saber “o quanto”. Ou seja, a questão continua em aberto.
Bariloxente.
SP faz hoje o grande teste: comércio será reaberto; amanhã serão os shoppings. No Rio, a Justiça liberou o plano de relaxamento. E após decisão do Supremo, o governo voltou atrás e retomou a contagem total das mortes por Covid-19. As infos voltaram ao site. No entanto, o militar que comanda a Saúde disse que haverá nova metodologia em breve, e afirmou ainda que a pandemia no país pode ser dividida entre Norte/Nordeste com inverno ligado ao Hemisfério Norte, e Sul/Sudeste/Centro-Oeste com inverno como no Hemisfério Sul; a internet não perdoou.
Coronawood.
As gravações em Hollywood voltam sexta-feira, mas com novas regrinhas sanitárias, que podem alterar a experiência na tela. Serão menos cenas de luta e sexo; nada de audiência em shows ao vivo, e os próprios atores farão a sua make.
Douce France.
Terminando… após três meses fechada, a Torre Eiffel reabre dia 25; o Coliseu na Itália foi reaberto semana passada.
Quem quer ser milionário – ou morar num porão.
Para terminar, “Parasite” lançou cinco fundos de tela no Zoom para animar as vídeo-chamadas.
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Um feriadinho reflexivo.
