
“Se alguém precisar de trabalho de dublagem, estamos aqui.” – príncipe Harry em conversa com diretor de o “Rei Leão”. Se alguém entende uma ou duas coisas sobe príncipes e princesas é a Disney.

Nazis Tupiniquins
A notícia.
Caiu o ministro de Bolsonaro que imitou o ministro de Adolf Hitler.
Moendo os grãos.
Roberto Alvim, secretário de Cultura, com status de ministro, não resistiu e foi pulverizado, após chocar grande parte do país ao evocar Joseph Goebbels, o ministro da comunicação nazista, em um pronunciamento sobre as artes, em que não só citou as ideias e a mensagem do nazi, mas que manteve ainda estética e trilha sonora nazista, incluindo o compositor favorito de Hitler: Wagner.
Luz, câmera, 1930s.
Horas antes de soltar o vídeo, na quinta à noite, Alvim participou de um live, no qual foi chamado por Bolsonaro de “a cultura de verdade, algo que não tínhamos”. No live, ainda foram anunciados editais para rever a história do Brasil. Na sexta cedinho, já sob críticas, Alvim recebeu ligação de Bolsonaro sobre o vídeo e disse se tratar de “coincidência”, ouviu do chefe que não voltasse atrás e continuasse com a agenda do dia: divulgar o Prêmio Nacional das Artes.
Heil Alvim.
Mas o repúdio pela manhã foi intenso. As principais autoridades do Brasil, e importantes setores da sociedade, reagiram com força. O presidente da Câmara, ao dizer que Alvim “passou de todos os limites”, e o presidente do Senado, ao lembrar ser o “primeiro presidente judeu”, pediram demissão imediata; o presidente do Supremo disse que as falas de Alvim eram uma “ofensa ao povo brasileiro”.
E aí?
Após o meio-dia, o presidente chamou o pronunciamento de “infeliz” e demitiu o secretário, que foi descrito pelo Washington Post como “militante da guerra cultural de Bolsonaro”, e colecionava polêmicas (como chamar Fernanda Montenegro de “sórdida”). Alvim, depois de ponderar que a “frase em si é perfeita”, e falar em “coincidência retórica”, enfim pediu desculpas e atribuiu trechos do infame ministro nazista aos seus assessores. Para um historiador alemão, referências a Goebbels é impensável até mesmo para a extrema-direita alemã.
Quem foi Joseph Goebbels?
Considerado um dos mais fiéis seguidores de Hitler, ele foi responsável pela Propaganda nazista que disseminou a ideologia do regime, inflamando o ódio contra judeus, ciganos, gays e comunistas, através da arte, do cinema e em meio à censura de jornais e peças de teatro. Ele também pregava o nacionalismo alemão – em que qualquer crítica ao governo era encarada como ódio ao país. É dessa vertente, que vem o discurso ecoado por Alvim. Um dos principais slogans do nazismo, Deutschland über alles (Alemanha acima de tudo), é criação sua.
I did nazi that coming…
Did jew? Não foi só o trecho copiado de Goebbels, veja mais referências ao Terceiro Reich no vídeo do agora ex-secretário da Cultura.
Enquanto isso.
A atriz Regina Duarte, bolsonarista convicta, foi convidada para ser a nova responsável pela Cultura e deve dar a resposta hoje.

E nem rolou.
Cerca de 30 mil alunos que fizeram o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – podem ter sido prejudicados por uma falha na correção. A união de estudantes afirmou que o erro no Enem é desrespeito“escancarado” do governo Bolsonaro com a educação. Depois da divulgação das notas, alunos perceberam que o resultado do gabarito não condizia com a nota final divulgada pelo Ministério da Educação.
Se correr o bicho pega.
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, além do Reino Unido, da França, e da Turquia, além de diversos países regionais da África, reuniam-se ontem em Berlim para tentar pôr fim à guerra entre rebeldes e o governo em Trípoli, capital líbia, reconhecido pela ONU. Após 40 anos nas mãos de Muamar Gadafi, o país entrou em guerra civil desde que o ditador caiu em 2011. Em 2015, a ONU reconheceu um novo governo.
Um é pouco, dois é bom.
Com as eleições presidenciais de 2020 já no horizonte, milhares de mulheres foram à ruas em todos os EUA para a 4a Marcha das Mulheres – movimento que começou no dia seguinte à posse de Trump. Em tempo, o New York Times anunciou ontem o candidato que apoiará nas primárias democratas. Quebrando a tradição, o jornal resolveu apoiar dois nomes: as senadoras Elizabeth Warren e Amy Klobuchar. Em 2016, o NYT endossou Hillary Clinton.
Era uma vez.. em Hollywood.
No PGA (Producers Guild Awards), “1917” saiu na frente pela disputa do Oscar com a estatueta dos produtores. Já o SAG Awards, prêmio do sindicato de atores, foi pra Joaquin Phoenix pelo “Coringa” e Renee Zellweger por “Judy”. Brad Pitt levou ator coadjuvante e Laura Dern, atriz coadjuvante.
I’m in Miami, bitch.
Na semifinal rumo ao Super Bowl, os Chiefs de Kansas City derrotaram os Titãs do Tennessee, e os 49ers de São Francisco acabaram com os Green Bay Packers, de Wisconsin. Chiefs e 49ers disputam o Super Bowl LIV – com show de intervalo de Shakira e J.Lo – no dia 2 de fevereiro em Miami.
Beethoven feelings?
Para terminar, o Spotify agora tem uma playlist para os cães deixados em casa sozinhos.