
“Surreal.” – banda canadense quebrou o recorde do Guinness para o show mais profundo da história: 2 mil metros. Desce mais, desce mais um pouquinho.
Comunavírus?
A notícia.
Em meio à crise do coronavírus, Bolsonaro ignora a pandemia, deixa o isolamento, participa de atos contra o Congresso e incentiva seus apoiadores.
Moendo os grãos.
O presidente que já chegou a chamar o coronavírus de “fantasia” da “grande mídia”, chegou a aparecer de máscara na semana passada pedindo que seus apoiadores evitassem os atos anti-Congresso, mas palavras são apenas palavras. Com o mundo de cabeça pra baixo com o caos do COVID-19, o presidente não resistiu e – ainda guardando resultados de um segundo teste médico – foi apertar a mão e tirar selfies em frente ao palácio.
Isso após.
Seguindo as manifestações (que não tiveram volume e se tornaram pequenas carreatas), o Ministério da Saúde voltou a orientar que a população brasileira evite aglomerações. O próprio ministro da Saúde de Bolsonaro viu “equívoco” na decisão de seu chefe; e importantes infectologistas avaliaram que o líder da nação errou ao não dar o exemplo.
Na Europa.
Para o presidente da Câmara – alvo dos manifestantes que pediam fechamento do Congresso e do Supremo –, Bolsonaro cometeu atentado a saúde pública; Alcolumbre, presidente do Senado, falou em “inconsequência”; já o juiz supremo Marco Aurélio disse que “o exemplo vem de cima”. Pois é, Bolsonaro declarou guerra aos Poderes com irresponsabilidade sanitária.
Enquanto isso.
Os casos de coronavírus aumentaram ontem de 120 para 200. Já na comitiva do presidente que esteve em Miami, já são 10 pessoas que testaram positivo pro corona. Ontem a American Airlines suspendeu todos os voos para o Brasil; o governador de SP fechou museus e bibliotecas; no Rio, não há mais aulas em escolas públicas e particulares a partir de hoje. Edir Macedo, chefe da Igreja Universal e aliado de Bolsonaro, fala que mídia e o Satanás promovem o medo.
No mundo.
Mortes disparam na Itália; Espanha declara quarentena; Paris se isola; Argentina fecha fronteiras; Nova York fecha restaurantes e bares; o Banco Central americano faz o maior corte nos juros desde a Grande Recessão de 2008; Trump pede à população que se acalme: “vai passar”. Bom saber.

La vie en rose.
A França teve ontem a primeira rodada de votação nas eleições locais – em mei ao fantasma do coronavírus, o que reduziu a participação a menos de 50% do eleitorado. Os primeiros resultados mostraram a força dos de partidos centro-esquerda e do verde. No entanto, a segunda rodada de votação possa ser cancelada por causa do coronavírus.
Coração.
Morreu Gustavo Bebbiano de infarto fulminante, aos 56 anos. Bebbiano, ex-braço-direito de Bolsonaro, foi presidente do PSL, ex-partido do presidente, durante as eleições e essencial nas eleições de 2018. Ele terminou demitido da secretaria da presidência, após o escândalo dos laranja do PSL e desentendimentos com o presidente; foi de importante aliado de Bolsonaro à desafeto.
Cheguei chegando.
A CNN Brasil estreou com uma entrevista de Bolsonaro falando em “histeria” sobre o coronavírus e sem contestação da nova emissora – vai ser difícil acreditar em ‘jornalismo isento’ vindo daí.
Jurassic park.
Terminado… o menor dinossauro já descoberto. Assim como em “Parque do Dinossauros”, ele estava preso em um âmbar.
Coronavairus, y’all.
Para terminar, o remix de Cardi B – hit do coronavírus.
