
“Bizarro.” – o próprio ministro da Saúde da Suíça sobre a nova fase de reabertura que autoriza profissionais do sexo, mas ainda proíbe os esportes. First things first.

Eu Vejo o Futuro Repetir o Passado
A notícia.
Em meio a protestos antirracistas no Rio e antifascistas em SP, Brasília tem atos contra o Supremo com a presença de Bolsonaro em um cavalo.
Moendo os grãos.
Manifestações pró-democracia convocadas por torcidas de diferentes times terminaram em confusão entre bolsonaristas, antifascistas e policiais. Em SP, os diferentes grupos se cruzaram na Avenida Paulista, a polícia tentou uma barreira, mas não deu certo. Bolsonaristas gritavam “mito, mito” e “eu vim de graça, vai pra Cuba”, enquanto antifascistas gritavam: “lixo, lixo, vai tomar cloroquina, gado.”
Já no Rio.
Além de manifestações no Centro contra a violência policial nas favelas, houve ainda confrontos em Copa entre apoiadores do presidente Bolsonaro e do grupo “Fla Antifascista”, cujos membros são flamenguistas. Em meio à confusão, um policial disse a um deputado bolsonarista que já havia mandado os colegas queimarem faixa pró-democracia.
Vai no cavalinho.
Em Brasília, Bolsonaro voltou a protagonizar aglomerações antidemocráticas em plena pandemia. Como faz aos domingos, o presidente apertou a mão de apoiadores que carregavam faixas a favor de intervenção militar e contra o Supremo e o Congresso. Bolsonaro ainda pediu um helicóptero para sobrevoar os protestos, e cavalgou por entre a galera. Animado.
Um klan pra chamar de nosso.
No sábado, com tochas e máscaras, bolsonaristas fizeram um ato no Supremo inspirado no KKK, o infame grupo supremacista branco americano, Ku Klux Klan. O pequeno protesto foi organizado por Sarah Winter, a ‘guerreira’ bolsonarista que criou o grupo armado ‘300’, acampado há meses na capital federal.
Enquanto isso.
O juiz supremo Celso de Mello disse que bolsonaristas querem “abjeta ditadura” e comparou o Brasil de 2020 com a Alemanha nazista dos anos 1930. Medo.
FEELING BLUE
A notícia.
No sexto dia de fogo e fúria, viaturas policias e prédios governamentais são incendiados em meio aos maiores protestos dos EUA em mais de 50 anos.
Moendo os grãos.
Nos Estados Unidos de 2020, duas pragas se encontram: Covid-19 e racismo. Em meio às mais de 100 mil mortes, meses de isolamento e aumento do desemprego, a violência policial e racial dá as caras. Dessa vez, George Floyd, de 46 anos, que passou nove minutos com um policial branco ajoelhado sobre o seu pescoço. A História mostra que haverá uma próxima vez e depois uma outra.
Não é só George Floyd.
No final de semana, os protestos nos EUA cresceram e se espalharam por mais de 80 cidades. De NYC a Atlanta, de Minneapolis a Los Angeles, milhares de pessoas – brancos, negros, latinos, asiáticos – protestam não só a morte de Floyd, mas a própria violência policial estrutural, intrínseca à sociedade americana. São explosões sociais já vistas nos anos 1850s, nos anos 1960s, que ressurgem agora.
Black & blue.
Trump, que nunca governou pregando harmonia, se aproveitou da violência crescente para instigar ainda mais divisão, desunião e, principalmente, distração da crise do coronavírus. Como outros presidentes* que se utilizaram de questões raciais para inflamar a base, Trump tuitou uma antiga expressão policial dos anos 1950s, famosa no Sul, algo como: ‘quando começam a saquear, começam a levar bala’. E se referiu aos manifestantes como thugs (bandidos).
Law and order?
Esse é o mesmo presidente que chocou o país em 2017 ao igualar ‘supremacistas brancos’ a antifascistas nos protestos em Charlottesville que deixaram um morto quando um neonazista passou o carro por cima da multidão. Trump disse então que havia “pessoas boas em ambos os lados”. Mais recentemente, ele defendeu os protestos anti isolamento de pessoas brancas portando armas em assembleias legislativas.
Paciência tem limite.
Sexta-feira, o policial que matou George Floyd foi preso. Algo muito raro. Dos 80 policiais presos de 2005 a 2017 por assassinato, apenas 35% daqueles processados, terminaram condenados. Enquanto isso, gritos sobre a necessidade de reformar as forças policiais ressurgem, as manifestações se intensificam, e os policiais ficam mais agressivos…
Ei, Trump, cadê você?
O presidente, que tem preferido tuítes ao invés de um pronunciamento à nação, foi levado ao bunker embaixo da Casa Branca.
*Ricard Nixon, por exemplo.

Pandêmico.
O Brasil ultrapassou a Espanha em número de mortes por Covid-19 e é agora o 4o pais com maior número de vítimais fatais da nova doença. Já são quase 30 mil mortos depois do quarto dia seguido com mais de mil óbitos. Metade dos brasileiros considera a resposta de Bolsonaro ao coronavírus como ruim ou péssima. Já nos EUA, a cidade de Nova York, epicentro do coronavírus no país, bateu o martelo e vai começar sua reabertura gradual a partir de 8 de junho.
Beijinho, beijinho, tchau, tchau.
Pela primeira vez, uma empresa privada lançou astronautas ao espaço. O lançamento histórico da nave Crew Dragon da SpaceX foi um sucesso e, após 19 horas de viagem, os astronautas chegaram ontem à Estação Espacial Internacional. A partir de agora, a SpaceX, de Elon Musk, tem sinal verde da NASA para operar naves tripuladas entre a Terra e o espaço. Turismo espacial, lá vamos nós.
I wish I was billionaire.
Terminando… Kylie não é tão rica assim, quanto dizia. A Forbes retirou a irmã de Kim da lista de bilionários e acusou o clã Kardashian de inflar os números reais da fortuna.
Luz, câmera, quarentena.
Para terminar, Martin Scorcese fez um curta-metragem sobre o isolamento.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e curtas autorais sobre sua experiência na pandemia pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma segundinha produtiva.
Até amanhã.
