
“Impraticável.” – o nome do bebê de Elon Musk deve parar na Justiça, já que a Califórnia só permite nomes com as 26 letras do alfabeto inglês. Sorry, X Æ A-12.

Pressão, Vou Botar Pressão
A notícia.
Em uma cena sem precedentes, o presidente foi a pé, rodeado de empresários, e Paulo Guedes, pedir ao Supremo que relaxe a quarentena.
Moendo os grãos.
De surpresa, Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes na manhã de ontem para pressionar a mais alta corte do país a ajudar a reabrir o país. De acordo com o ministro da Economia, foi uma “visita de cortesia”. O gesto pareceu muito mais indevido do que ‘cortês’. O STF já decidiu que cabe aos governadores a decisão sobre as medidas de distanciamento social no combate à Covid-19.
Abre-te sésamo.
Mas um dia depois do Ministério da Saúde anunciar recorde nas mortes diárias, e de cada vez mais cidades adotarem o ‘lockdown’, Bolsonaro quer que o Supremo permita ao governo federal decretar a reabertura total. O presidente do Supremo foi direto, reafirmando ao presidente que a Constituição garante aos estados e cidades essa competência.
CNPJ X CPF.
Dias Toffoli com certeza não gostou da visitinha de Bolsonaro, que ao invés de levar “um cabo e um soldado”, como já sugeriu seu filho Eduardo Bolsonaro, apareceu foi com o empresariado na tentativa de constranger o Supremo. Entre os industriais, gente do Instituto Aço Brasil, da Anfavea (automóveis), da Cbic (construção) e da Abrinq (brinquedos). São estes os 15 empresários.
Homem primata.
Capitalismo selvagem. Em meio a uma crise sanitária e econômica, o presidente tinha mesmo é que liderar e não levar problemas do empresariado ao Judiciário – numa clara tentativa de querer dividir o peso da crise.
Pra Frente Brasil
A notícia.
O sistema de Saúde já entrou em colapso no Rio e em outros cinco estados.
Moendo os grãos.
Isso significa que já não há leitos nas UTIs e os médicos precisam começar a escolher quem atender em estados como Amazonas, Pará, Pernambuco e Ceará. O alerta veio do médico Breno Monteiro, presidente da Confederação Nacional de Saúde, que disse ainda que a saída de contratar leitos da rede privada para a rede pública já não é mais possível.
Pandemônio.
Em comparação com outros 40 países, o Brasil está entre os 10 onde a Covid-19 mais avança. Em 24 horas, o Brasil passou de 125 mil para 135 mil casos confirmados. Em outra marca macabra, o Brasil já perdeu mais enfermeiros para o coronavírus do que a Itália e a Espanha juntas. Em um editorial duro, a renomada revista cientifica inglesa Lancet escreveu ontem que Bolsonaro é a maior ameaça ao combate do coronavírus no Brasil e “trai o povo com seu comportamento”. Ui.
Lar, doce lar.
Do tráfego ao movimento no delivery, veja como está a adesão à quarentena em seu estado.

In God we trust.
O dólar tá quase R$ 6,00. Ontem a moeda americana voltou a bater recorde e fechou o dia em R$ 5,84. De R$ 4,00 em janeiro, o dólar subiu 42% nesses primeiros cinco meses – é a moeda que mais se desvalorizou em 2020. Além do coronavírus, e da paralisia na economia mundial, outras questões como incertezas políticas, juro baixo e situação fiscal atrapalham.
Rainha da sucata.
Em meio à fritura de Bolsonaro, Regina Duarte decidiu ficar no governo, após almoço nessa semana. Ontem, em entrevista à CNN, a secretária da Cultura chocou colegas da classe artística – e boa parte dos brasileiros – ao minimizar a ditadura (chegando a cantar o jingle da Copa de 1970), relativizar morte e tortura (“sempre morreu gente”), citar Hitler e Stalin, e dar chilique com um vídeo de Maitê Proença.
Baby, come back.
Terminando… Michelle Obama explica por que aboliu os uniformes dos mordomos na Casa Branca. Essas e outra revelações estão em “Becoming”, que estreou essa semana no Netflix.
Saturday night live.
Para terminar, você não é o único em casa em pleno sábado à noite. Assim é o novo sábado.
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Um final de semana relaxante.