
“Sem precedentes.” – cientistas acharam neurônios intactos no crânio de um cara morto há 2 mil anos em erupção vulcânica. 2020, não mexe nisso, moço.

Tudo Termina em Paella
A notícia.
O indicado de Bolsonaro ao Supremo, Kassio Nunes, turbinou o CV e mentiu sobre universidade na Espanha.
Moendo os grãos.
Nomeado para a vaga de Celso de Mello, o desembargador admitiu que não fez pós-graduação na Universidade de La Coruña e tentou atribuir a informação falsa a “erro” na tradução. Mais cedo, a universidade espanhola já havia negado a existência do curso de pós-graduação que Nunes disse ter feito. Fruto de um acordo com o tal ‘Centrão’, o Planalto avalia que não há riscos para a confirmação de Nunes e minimizou, dizendo que é tudo bem diferente do quase-ministro da Educação, Carlos Decotelli.
Nem só de Centrão…
Se faz um juiz do Supremo. A nomeação de Kassio Nunes contou, não só com a articulação de políticos do Centrão, como o presidente do PP, mas, também com a mãozinha de Flávio Bolsonaro e Fred Wassef. Foi através de um esforço conjunto entre o filho do presidente e seu ex-advogado que o nome do juiz de segunda instância chegou ao presidente.
Agora sobre quem não conseguiu sentar no STF.
O ex-juiz da Lava Jato, e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro, tem sido pressionado pela família para largar a política e sair do Brasil. Moro abaixou o tom contra o presidente.
Covid and Lies and QAnon, Oh My
A notícia.
Após 4 horas, Facebook derrubou postagem falsa do presidente americano.
Moendo os grãos.
Ainda sob tratamento médico contra a covid na Casa Branca, mas com apenas quatro semanas até a eleição presidencial, Trump se entregou ao negacionismo, já vem se colocando como o grande vencedor contra a doença – ‘que nem é tão ruim assim’ – e sugerindo aos americanos que aprendam a conviver com ela. Ontem ele disse que o vírus é “bem menos letal do que a gripe”.
Não é verdade.
“Fecharemos o país por causa de uma gripe? Não, é preciso aprender a conviver com ela, assim como estamos aprendendo a viver com Covid,” ele postou. O Face removeu o post por violar sua política de promover “informação incorreta sobre a severidade da COVID-19”. A doença já matou 210 mil americanos esse ano – número maior do que as mortes por gripe dos últimos cinco anos.
Em tempo.
Trump foi tratado com coquetel de antivirais, anticorpos e o poderoso esteroide dexametasona, mas nada de cloroquina. Veja riscos e efeitos colaterais da dexametasona.
Ainda no Face.
Não foi só o post de Trump sobre covid que a plataforma derrubou. Faltando semanas para a eleição, o Facebook acelerou esforços para banir campanhas de desinformação e eliminou ontem centenas de páginas ligadas ao movimento conspiratório de extrema-direita conhecido como QAnon*, já reverenciado por Trump e considerado ameaça terrorista doméstica pelo FBI.
*Na conspiração que ganha força desde 2017, Trump é o herói que luta contra as forças ocultas do “deep state” (estado profundo) – de democratas a hollywoodianos – envolvidas em uma poderosa rede de pedofilia.

I will survive.
Os super-ricos se deram super bem nessa pandemia. Através do globo, de março a junho, em meio à confusão nos mercados, e enquanto a maioria perdia o emprego, os bilionários aumentaram suas fortunas em US$ 10,2 trilhões, aumento recorde de mais de um quarto (27.5%). Ainda sobre efeitos da pandemia, visões negativas da China dispararam em todo o Ocidente, mostra nova pesquisa da Pew Research Center.
Escalde.
Em vídeo impactante, no qual acusa Trump de ser “racista”, Michelle Obama critica o desdém dele com as mortes pela covid e diz que, em meio à frustração que já vem de antes da pandemia, ele tenta dividir e distrair os americanos, culpando o ‘outro’ e alimentando medos contra negros, dizendo que as minorias destruirão os subúrbios (majoritariamente brancos), e culpando os protestos do verão (90% deles pacíficos) pelo caos nas cidades. Fique ligado: hoje tem debate entre os candidatos à vice: Kamala X Pence.
Hello darkness, my old friend.
Pela 4a vez na história, uma mulher foi honrada com o Nobel de Física. Depois de Marie Curue, em 1903 (e 1911), Maria Goeppert-Mayer, em 1963, e Donna Strickland, em 2018, Andrea Ghez foi premiada junto com dois colegas – Roger Penrose e Reinhard Genzel – por pesquisas sobre buracos negros. Hoje sai o ultimo premio científico, o Nobel de Química, e amanhã, o Nobel de Literatura.
I just wanna stay high with you.
O futuro do mercado de luxo pode estar na maconha. Em ruas chiques de LA, empresas de cannabis já disputam endereços com marcas de luxo. Já a essência de cannabis têm sido envelhecida, como whisky e conhaque.
Black power.
Para terminar, Iza entrou para a lista dos 100 negros mais influentes do mundo.
