
“Qual é a música?” – nova função do Google permite a você cantarolar o som da canção que não lembra (mas não consegue esquecer). Comece com ‘Hey Google’.

Pane no Sistema
A notícia.
Live do presidente do Brasil se tornou polêmica na direção do Facebook e motivou demissões.
Moendo os grãos.
Uma das transmissões que Bolsonaro faz às quintas-feiras para seus seguidores no Face provocou confusão no primeiro escalão da empresa, revelou a revista The New Yorker. No vídeo controverso, o presidente diz que “cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós”. Funcionários apontaram violação das regras de uso, entre elas, a que proíbe desumanização de qualquer grupo ou etnia.
Entre o Vale do Silício e o do milício.
Um dos engenheiros especializados em cibersegurança que apontou a violação, não contente com condução do episódio, pediu demissão. A história veio à tona na mesma semana em que o Facebook decidiu restringir reportagem do New York Post, cujo dono é Rupert Murdoch – dono da Fox news –, contra Joe Biden.
World wide web problems.
Na reportagem “E-mails bombásticos revelam como Hunter Biden apresentou empresário ucraniano para seu pai, o vice-presidente”, algumas das fontes eram pessoas ligadas a Trump como o advogado Rudy Giulianni. Aliados de Trump, incluindo senadores republicanos, falaram em censura, já o Facebook alegou se tratar de um “esforço contra desinformação”.
Je Suis Prof
A notícia.
Professor é decapitado nas ruas de Paris, após exibir caricatura de Maomé na sala de aula.
Moendo os grãos.
Semanas após o presidente francês fazer um discurso sobre “separatismo islâmico” no país, um russo de 18 anos da Chechênia – região de maioria muçulmana parte da Rússia – foi morto pela polícia depois de degolar o professor de história, Samuel Paty, que exibiu caricaturas do profeta Mohammed (Maomé na Bíblia cristã) em um debate sobre liberdade de expressão. Outras 11 pessoas foram presas.
Losing my religion.
Relatos da associação de pais de alunos mostram que o professor haveria “convidado os alunos muçulmanos a deixarem a classe”, pois iria apresentar charges de Maomé. Um dos pais super irritados divulgou vídeo nas redes sociais indignado por “caricaturas de Maomé nu” terem sido exibidas na classe da filha. O presidente Macron chamou de “ataque terrorista islâmico”.
Liberdade pra dentro da cabeça.
O assassinato do professor acontece em meio ao julgamento do ataque ao Charlie Hebdou, jornal satírico que em 2015 publicou cartoon de Maomé. A aula tinha como pano de fundo o caso Charlie e caricaturas publicadas pelo jornal. Ontem milhares de franceses protestaram aos gritos de “ensinar sim, sangrar não” e “somos todos Samuel”.

Jacinda é fogo que Arden.
Após fazer da Nova Zelândia um case de sucesso no combate à covid com uma das menores taxas de mortalidade do mundo, Jacinda Arden foi reeleita. Há menos de três anos, ela foi a escolha de última hora do Partido Trabalhista para liderar a esquerda neozelandesa. Mas depois das respostas ao ataque de Christchurch, erupção vulcânica de White Island e pandemia – tudo em meio ao nascimento do primeiro filho – Arden se tonou símbolo de governo empático e política progressista no mundo.
La paz sem paz.
Os bolivianos enfim foram às urnas ontem escolher um presidente e tentar encerrar a crise que se instalou no país desde que Morales, em meio a malabarismos controversos (como referendo para nova eleição e eleição contestada), recebeu a ‘sugestão’ do Exército para vazar, e se viu vítima de um tipo novo de ‘golpe paramilitar/ miliciano’: casas de aliados incendiadas; prefeitos sequestrados; juízes presos.
O pequeno Robson.
Condenado por estupro na Itália, e após revelação de gravações que contextualizam o episódio e o seu comportamento, Robinho se comparou a Bolsonaro e culpou o “movimento feminista”, além de suposta perseguição da Globo (que tem programação demoníaca, de acordo com o jogador evangélico), pelo rompimento do seu contrato com o Santos.
Código Da Vinci QR.
Terminando… QR codes esperaram a vida toda por esse momento. Até a pandemia torná-lo parte do dia-a-dia, tal tecnologia não servia essencialmente pra nada.
Feito bola de sabão.
Para terminar, depois das lives e dos drive-in, bolhas espaciais são o ‘novo normal’ dos shows.
