ESPRESSOU-SE
“Quem te ama se sente traído.” – John Legend pediu a Kanye West pra reavaliar o apoio a Trump. Kanye expôs todas as mensagens de texto no Twitter. Run away from me, baby.

ESPRESSO IMPORTADO
Strangers In The Night
A notícia.
Os olhos do mundo se voltam para as Coreias, que fazem história hoje.
Moendo os grãos.
Nesta sexta-feira (22hrs em Brasília), Kim Jong-un se tornou o primeiro líder norte-coreano a cruzar a linha militar de demarcação que separou as Coreias entre Sul e Norte, seis décadas atrás. Depois de anos de muita tensão, este é o primeiro encontro em mais de 10 anos entre líderes dos dois países – e apenas a terceira vez desde o final da guerra da Coreia.
Quer dizer.
Assim, tecnicamente ainda estão em guerra – desde 1950, quando, a Coreia do Norte invadiu o Sul. Antes, em 1948, os EUA e a União Soviética derrotaram o Japão e dividiram a península coreana. Houve o cessar-fogo em 1953, mas ninguém nunca assinou acordo de paz.
Corta pra hoje.
Kim, 31 anos, neto do fundador da Coreia do Norte, cruzou a linha divisória rumo à Zona Desmilitarizada (uma faixa entre os dois países que ironicamente só tem militar), e foi recebido pelo presidente sul-coreano Moon Jae-in, essencial nisso tudo. Em meio a uma super cerimônia, Kim disse que uma nova história começa agora.
Só Love, Só Love?
Roda moinho, roda peão.
Sim, o mundo tá rodando depressa. Há alguns meses, era difícil imaginar essa cena. Ano passado, em meio a sanções e muitos tweets de Trump, os norte-coreanos miniaturizaram, pela 1a vez, bombas nuclearas; lançaram míssil sobre o Japão; e testaram a tal bomba H. Fun times.
Mas tudo passa.
Tudo passará. No início do ano, as Coreias marcharam juntas sob a mesma bandeira nas Olimpíadas de Inverno e, semana passada, Kim disse que parou com mísseis e fechou locais de testes.
Sei. Vai sair o quê disso?
Três assuntos estão na mesa: desnuclearizar a península; se reaproximar; e até a paz. Mas muita calma nessa hora. É um primeiro passo. E deve preparar o terreno para Trump se tornar o 1o presidente americano em exercício a se sentar com um líder norte-coreano. Who knew.
ESPRESSO NACIONAL
Delação Raiz
A notícia.
Com Lula preso, Palocci finalmente fechou delação premiada.
Moendo os grãos.
Condenado por Moro no ano passado, e preso desde 2016, o ex-ministro da economia de Lula e Casa Civil (chief of staff) de Dilma, Antônio Palocci, fechou sua delação com a Polícia Federal. O companheiro Palocci foi a ponte entre Lula e o empresariado no primeiro mandato, e na transição de Dilma foi um dos essenciais ‘3 porquinhos’.
Terra nostra.
O ‘Italiano’ que participou das principais decisões do PT nas últimas décadas, se tornou o primeiro petista a detonar o ex-presidente. Em depoimento a Moro, abusou das frases de efeito e falou em ‘pacto de sangue’ entre Odebrecht e Lula. Palocci é “calculista, frio, e simulador”, disse Lula.
Enquanto isso.
Incertezas. A Lava Jato fala em “insegurança jurídica”. A nova decisão do Supremo sobre Lula mostra o quanto o STF é instável e muda de ideia a todo o tempo.
ESPRESSO SHOTS
Antes tarde.
Depois de anos, e em meio ao auge do movimento #MeToo, Bill Cosby – que já teve o programa mais popular da TV americana e até estátua na Disney – foi enfim condenado ontem por abuso sexual. Este foi o segundo julgamento, já que o primeiro foi anulado, pois o júri não conseguiu concordar sobre o veredito. Foi tudo refeito e o júri finalmente ouviu as mulheres.
Pretty please.
Depois de Netflix, Twitter, e Facebook – todas fazendo muito dinheiro, obrigado –, ontem foi a vez da Amazon (a empresa mais temida do mundo?) apresentar seus números do primeiro trimestre e a gigante mais que dobrou seu lucro. As ações subiram e Jeff Bezos adicionou mais alguns bilhões a sua fortuna. Ah, e veja bem, Alexa agora ensinará crianças a falarem ‘por favor’. De nada, pais.
Out with Chardonnay, in with Riesling.
Que Macron usou de charme para tentar convencer Trump a mudar de ideia sobre o acordo do Irã, ele usou, mas se vai atingir o que deseja… a ver. Trump tem até o dia 12 de maio para decidir-se sair de uma vez por todas do acordo nuclear. Hoje quem chega em Washington é a alemã Angela Merkel – nada de jantar de gala –, também com a tarefa de persuadir Trump sobre o Irã.
I’m coming out.
Para terminar, Janelle Monaé revelou ser pansexual: “sou livre”. Ela lança hoje seu novo álbum ‘Dirty Computer’ – Prince foi o mentor.