
“Tempos desafiadores.” – professora de Yale e criadora do popular curso da ‘felicidade’, agora disponível online e de graça. Because I’m happy.

Olha a Explosão
A notícia.
No Brasil, explodem as internações por problemas respiratórios – um dos principais sintomas do COVID-19.
Moendo os grãos.
Pesquisador da Fiocruz, principal instituto científico do país, que coordena o monitoramento oficial dos casos de coronavírus no Brasil, diz que a curva é vertiginosa. Uma pesquisa da USP em conjunto com a UnB e UFRJ calculou um aumento de 16 mil casos já na próxima semana. Cientistas dizem que o novo vírus avança mais rápido do que o previsto no Rio, SP e Brasília.
Ele está no meio de nós.
Sem estoque, a Indústria prevê novos respiradores hospitalares em apenas 15 dias. Os principais fabricantes do Brasil informaram não ter equipamento suficiente pra pronta-entrega. Ou seja, o Brasil deve enfrentar o pico da pandemia – que deve acontecer na próxima semana – sem respiradores suficientes. O próprio Ministério da Saúde chegou a pedir 15 mil novos respiradores para o SUS.
Enquanto isso.
Bolsonaro disse ontem que “o brasileiro não pega nada. Pula no esgoto e nada acontece,” e voltou a dizer que governadores exageraram na dose contra o coronavírus. Para o presidente, é preciso escolher entre salvar vidas ou salvar a economia. O governo decidiu liberar R$ 36 bilhões para bares e restaurantes pagarem três meses de salários. E a Câmara aprovou o “coronavoucher” no valor de R$ 600.
Estratégias.
Em meio à crise do corona, até economistas pró-austeridade pedem aumento de gasto público. Mas a postura de Bolsonaro parece ser a seguinte: minimizar a pandemia (1), implementar as medidas de distanciamento social através dos governadores, mas sempre deixando claro que tudo é feito contra a sua vontade (2), e culpar especialistas da saúde pelos problemas econômicos que as medidas vêm causando (3). Veja como os aliados de Bolsonaro no mundo vem reagindo ao COVID-19.
E a quarentena vertical?
Pois é, após semanas de crise e o aumento de mortes, o presidente surgiu agora com essa ideia. Mas não apresentou nenhum plano ou estudo sobre o tal ‘isolamento vertical’, que, de acordo com especialistas, pode acelerar o contágio e comprometer o sistema de saúde. Para cientistas, relaxar a quarentena e isolar somente idosos é jogar lenha na fogueira.
Em tempo.
O Brasil soma 78 mortes e quase 3 mil casos de COVID-19. Homens são 68% dos mortos e uma em cada quatro mortes são de pessoas entre 80 e 89 anos. Naomi Munakata, uma das grandes maestrinas do país, está entre as vítimas. Ela tinha 64 anos.
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A notícia.
Os EUA superaram a China e têm agora mais casos do que qualquer outro país.
Moendo os grãos.
Pelo menos, 82 mil pessoas estão infectadas com o novo coronavírus na maior economia do mundo – são mais casos que a China, onde começou a pandemia, e que a Itália, epicentro de COVID-19 na Europa. Este não foi o único recorde macabro de ontem: são agora mais de mil mortos no país. Em tempo, três milhões de pessoa pediram seguro-desemprego – um recorde.
“É o apocalipse”.
Foi assim que alguns médicos descreveram a situação dos hospitais de Nova York, que já registra mais de 37 mil casos – quase metade de todos os casos dos EUA. Em um único dia, as internações hospitalares em NY aumentaram 40%. De acordo com o governador Andrew Cuomo, o distanciamento social vem funcionado e os números poderiam ser ainda piores. Medo.

Mulhara da China.
Depois de anunciar que não há mais transmissão local na China e de retirar as restrições de isolamento em Wuhan – epicentro do coronavírus –, a China anunciou ontem que fechará as fronteiras por medo de nova contaminação em massa. O Japão disse que fará o mesmo; parece que os japoneses seguraram os números de casos por conta das Olimpíadas. São agora 500 mil casos de COVID-19 no mundo.
On-line.
Ontem os líderes das 20 maiores economias do planeta se reuniram por videoconferência no primeiro dia de G-20 virtual. O grupo dos países mais ricos anunciou uma injeção de 5 trilhões de dólares para evitar que o coronavírus cause um “cenário apocalíptico”, como sugeriu a ONU. O presidente do Brasil apareceu no G-20 com uma caixa de cloroquina – o medicamento, ainda em fase de testes, não tem eficácia comprovada.
Tequila e distância social.
Após comparações com Bolsonaro, o presidente do México voltou atrás ontem e decretou quarentena parcial no país. Eleito em 2018, o presidente Manuel López Obrador é considerado um populista de esquerda – e um tantinho autoritário. Mas assim como populistas de extrema-direita, vinha menosprezando a pandemia e evitando ao máximo as medidas de isolamento social.
I say a little prayer for you.
Uma catedral na Alemanha decidiu resgatar no porão e agora vai expor uma santa desconhecida: Corona, patrona das epidemias. Sério, a santa existe.
Calendário maia.
Terminando… a capital perdida de um antigo reino maia, entre o México e a Guatemala – encontrada graças a um vendedor de comida de rua.
House party.
Para terminar, happy hour, festas virtuais, embaixadinha com papel higiênico… assim brasileiro vem ‘driblando’ a quarentena.
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