
“Jalapeño Noir.” – Taco Bell tem o próprio vinho. Elaborado para harmonizar com uma imensa tortilha frita com cheddar. Fast food, but make it fancy.

Eu Gosto Muito de Você
A notícia.
De olho em 2022, Bolsonaro quer um programa social para chamar de seu.
Moendo os grãos.
Irritado, Bolsonaro pôs fim de uma vez por todas ao Renda Brasil, o tão falado programa de Paulo Guedes que iria expandir e substituir o Bolsa Família – criado em governos petistas passados. Preocupado com o fim do auxílio emergencial pago na pandemia – que elevou sua popularidade –, o presidente estava cada dia mais animado com a criação de algum tipo de marca pessoal voltado aos mais pobres.
Pobre de marré deci.
Mas em meio à dívida pública que só cresce, os gastos na pandemia que só aumentam, e as incertezas sobre o teto de gastos – limite orçamentário aprovado na gestão Temer –, o governo vinha tentando tirar dinheiro de algum lugar para ajudar a financiar o tal Renda Brasil, que nas primeiras versões foi estimado em R$ 52 bilhões – ou seja, R$ 20 bilhões a mais do que apenas manter de pé o Bolsa Família.
Procura-se.
Muito se falou de usar inclusive dinheiro do Fundeb – fundo público para financiar a educação –, o que foi rejeitado pelo Congresso. Depois assessores de Guedes falaram em acabar com o abono salarial, ao que Bolsonaro disse não ser possível tirar dos pobres para dar aos paupérrimos. Ontem foi revelado que a equipe econômica estudava então congelar aposentadorias para bancar o Renda Brasil.
Deu ruim.
Bolsonaro não gostou nada da mais nova ideia da equipe de Guedes e disse: “até 2022, está proibido falar em Renda Brasil. Vamos continuar com Bolsa Família. Ponto. É cartão vermelho”. Guedes cancelou encontro no Planalto, mas disse que ‘o cartão vermelho’ não foi pra ele. De fato, parece um cartão vermelho contra o debate de ideias dentro do próprio governo.
Contágio
A notícia.
A taxa de transmissão do coronavírus é a mais baixa desde abril.
Moendo os grãos.
Novos dados da Imperial College reforçam tendência de queda no Brasil – o que não significa estabilização em todo o país, já que diferentes cidades apresentam diferentes taxas. Em SP, por sinal, a prefeitura adotou home office permanente para todos os servidores. São 133 mil mortos por Covid-19 e 4,3 milhões de infectados. Em tempo, seis meses depois, o que a ciência ainda não sabe sobre o vírus.

World peace.
Trump foi o anfitrião do encontro na Casa Branca que reuniu ontem os líderes de Israel, dos Emirados Árabes Unidos, e Bahrein – os dois países árabes que no último mês reconheceram o estado judeu. Ainda sem muitos detalhes divulgados, os países assinaram os acordos diplomáticos – chamados ‘Acordo de Abraham’ –, que incluem as primeiras embaixadas. Trump diz que que o acordo trará a paz ao Oriente Médio; críticos discordam.
Guernica.
A Espanha aprovou lei que obriga o ensino da ditadura franquista nas escolas. O fim do regime de extrema-direita do general Francisco Franco (1939-1975) completa 45 anos no próximo mês. Ferramenta de fortalecimento do nazi-fascismo, o franquismo durou até 1975 – quando Franco morreu e iniciou-se um processo de redemocratização. A nova lei também extingue fundações que façam apologia ao franquismo.
Valeu, foi bom, adeus.
Após cinco décadas, a Sony vai deixar o Brasil. A gigante japonesa fechará a fábrica na Zona Franca de Manaus. E deixará de vender TVs, câmeras e produtos de áudio no país. Operações locais com “todo o suporte ao consumidor” continuam funcionando. Vendas de PlayStation, que já não eram fabricados aqui, continuam por meio de distribuidoras. Enquanto isso, os dois novos relógios e iPads da Apple.
Frozen.
Com mais de 185 milhões de seguidores, Kim Kardashian não postará no Instagram hoje. Ela se junta a outras personalidades como Leo DiCaprio, Orlando Bloom e Kerry Washington que congelaram as contas, em protesto ao dono do Insta, o Facebook, e à maneira como a plataforma lida com a desinformação, discurso de ódio e ads políticos. #StopProfitForHate
Dancing queen.
Terminando… pela primeira vez desde 1986, venda de vinis foi maior que venda de CDs.
Everybody comes to Bollywood.
Para terminar, Alexa vai à Índia.