ESPRESSOU-SE
“Juntos e shallow now.” – nome da operação conjunta entre polícias Civil e Militar contra o tráfico de drogas em Paraíba do Sul, RJ. Tell me something, boy.
ESPRESSO NACIONAL
Metamorfose
A notícia.
Por 10 a 1, o Supremo derrubou uma regra da reforma trabalhista ontem.
Moendo os grãos.
O ponto invalidado permitia que grávidas, e aquelas ainda amamentando, fossem expostas a condições prejudiciais à saúde durante o trabalho. Todos os juízes supremos seguiram o entendimento do relator Alexandre de Moraes, de que mulheres gestantes e lactantes têm de receber licença ou ser transferida de cargo. O único que votou contra foi Marco Aurélio de Mello.
Lembrando.
A reforma trabalhista foi aprovada em 2017, no governo Temer. Desde então, acordo entre patrão e empregado prevalece sobre a CLT (Leis do Trabalho), criada por Vargas nos anos 1940. Para muitos, a reforma veio para ajudar na economia, pois desburocratizou e flexibilizou as relações, mas para outros, a perda de garantias do trabalhador não compensa.
Voltando a 2019.
Liderada pela bancada ruralista, a Câmara votou ontem um novo Código Florestal, que amplia prazo pra desmatamento e suspende exigências de regeneração. Mas o Senado diz que não apoiará as mudanças.
O Filho do Presidente
A notícia.
Pela terceira vez, Flávio Bolsonaro tenta bloquear a investigação contra ele na Justiça.
Moendo os grãos.
O senador apresentou ontem um pedido de habeas corpus contra a decisão de quebrar seus sigilos bancários e fiscal. Há duas semanas, a Justiça do Rio deu sinal verde para a quebra de sigilo, que inclui ainda sua esposa Fernanda Bolsonaro; as duas filhas; o ex-funcionário Queiroz; além de outros 88 funcionários e familiares, como o ex-PM Adriano Nóbrega, homem-forte da milícia ‘Escritório do Crime’, que está foragido. Queiroz também continua sumido.

ESPRESSO IMPORTADO
Silence of The Lambs
A notícia.
Após mais de dois anos calado, o procurador especial Robert Mueller falou ontem pela primeira vez.
Moendo os grãos.
Na primeira aparição pública desde que abriu a investigação contra o 45o presidente dos EUA, Mueller explicou o que muitos já tinham entendido: “se estivéssemos certos de que Trump não cometeu crimes, teríamos deixado claro.” No entanto, Mueller disse que devido ao cargo de Trump, não cabe a ele processá-lo – já que isto iria contra o Departamento de Justiça – e deixou claro que é papel do Congresso agir agora.
Calma. Como chegamos até aqui?
Indicado em 2017 para liderar a investigação independente sobre a interferência russa na eleição de 2016 e as relações com a campanha de Trump, Mueller concluiu seu trabalho em abril e entregou o relatório ao secretário de Justiça, William Barr, que levantou suspeitas ao divulgar apenas um resumo de 4 páginas no qual relatou a ‘completa inocência’ de Trump de todos e quaisquer crimes.
Relax, take a chill pill.
O Congresso pressionou, e Barr divulgou, duas semas depois, as 480 páginas de Mueller, mas com alguns trechos censurados. O retrato foi bem diferente daquele pintando por Barr. Mueller lista 11 casos diferentes em que o presidente dos EUA tenta atrapalhar a Justiça. O diagnóstico do procurador é de uma Casa Branca mentindo a todo o tempo e trabalhando pra pôr fim à investigação. Tenso.
Too little, too late?
Ainda assim, republicanos consideraram o relatório de Mueller fraco. Já democratas consideraram o relatório um ponto de partida e muitos vêm falando em impeachment, mas a própria líder democrata, Nancy Pelosi, tem suas dúvidas. Ontem, no entanto, todos os candidatos a presidente em 2020 foram unânimes: Mueller montou um caso claro de impeachment. Chegou a vez do Congresso.
ESPRESSO SHOTS
To Bibi or not to Bibi.
Pela primeira vez na história de Israel – o país tem 70 anos –, o Knesset, que é o parlamento israelense, simplesmente se auto dissolveu. É uma medida parlamentar inédita que obriga o primeiro ministro – no caso, Benjamin Netanyahu, conhecido como Bibi, reeleito mês passado – a informar ao presidente de que não consegue formar um governo. O presidente, um cargo simbólico, então convocará novas eleições.
Netflix and chill resist.
A Netflix ameaça deixar de gravar na Geórgia, que semanas atrás passou uma nova lei contra o aborto. Em meio a generosos benefícios fiscais, a Geórgia, cuja capital é Atlanta, se tornou um dos principais polos pra TV e cinema – no último ano, 450 projetos foram filmados na chamada “Hollywood do Sul”. Mas o estado, assim como o Alabama, é um dos que vêm endurecendo leis contra o aborto nesse ano.
Passou e você não viu.
O governo central – Tesouro, Previdência, e Banco Central – teve o pior abril em mais de 20 anos. O tal superávit primário – diferença positiva entre receita e gastos, que é usada pra pagar os juros da dívida pública – foi de R$ 6,5 bilhões no mês passado, o menor desde 1998. Ainda na economia, o BC disse ontem que estuda permitir contas em dólares no Brasil e contas em reais no exterior.
Braços abertos sobre a Guanabara.
A Justiça do Paraná concedeu ontem um antigo desejo ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB); será transferido pra uma prisão no Rio, sua cidade natal. Preso desde 2016, Cunha caiu poucos meses depois de presidir a sessão de impeachment da ex-presidente Dilma. Falando em presos e em ex-presidentes, Lula divulgou ontem a carta que recebeu do Papa Francisco.
Every time a Targaryen is born, the gods toss the coin.
Terminando… O Jon Snow de GoT, Kit Harrington, está em um ‘centro de bem-estar e reabilitação’ para “tratar de problemas pessoais,” informou seu publicista ontem. Jon já falou abertamente das dificuldades de lidar com a fama e as mudanças emocionais com o fim da série, que consumiu 10 anos de sua vida.
And we’ll never be royals.
Para terminar, príncipe Harry flagrado em um voo comercial. Where’s my royal fleet?
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, royal airplanes, e ideias de nomes para operações policiais pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma incrível véspera de sexta. Até amanhã.