ESPRESSOU-SE
“Gosto do corte de Trump, combina com os meus 66 anos.” – o vietnamita que adorou a promoção de um salão na capital do Vietnã: cortes gratuitos ao estilo Kim ou Trump. Tranquilidade na cabeça. Ou não.

ESPRESSO IMPORTADO
Please Don’t Stop the Music
A notícia.
Maduro fechou a fronteira com o Brasil. Enquanto isso, hoje começa uma ‘batalha de shows’ na Venezuela.
Moendo os grãos.
Amanhã acaba o prazo que o presidente da Assembleia, Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente provisório, estabeleceu para a entrega de mantimentos e ajuda humanitária. Desde o anúncio, vem rolando uma disputa entre os aliados Colômbia, EUA e Brasil, que planejam distribuir os carregamentos internacionais, e os militares venezuelanos, que fecharam as fronteiras.
Fale com a minha mão.
Depois de fechar a fronteira marítima, ontem foi a vez da fronteira da Venezuela com Roraima – e Maduro pensa em fechar a divisa com a Colômbia. Ainda assim, Bolsonaro disse ontem que os planos estão mantidos e nada muda. O vice Mourão disse que é melhor Maduro entender que acabou; na segunda, Mourão chega à Colômbia pra uma reunião sobre o vizinho.
Tudo em meio à música, claro.
Hoje na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, acontece o mega show ‘Venezuela Aid Live’, organizado por Richard Branson, o britânico dono da Virgin, pra apoiar a ajuda à Guaidó. O evento vai contar com apresentações de Alejandro Sans, Maná, e Luis Fonsi, entre outros. Maduro surpreendeu e também organizou shows hoje e amanhã, do outro lado do rio, bem pertinho. Solta o som.

Everybody Comes to Hollywood
A notícia.
Estenda o tapete vermelho, it’s Oscar time.
Moendo os grãos.
No domingo, pela segunda vez na história, não teremos apresentador – parem com as teorias conspiratórias sobre Whoopi –, e pela primeira vez, parece que Hollywood parou pra se olhar no espelho. Em meio às polêmicas, o 91o Academy Awards já é histórico em termos de diversidade e inclusão. Desde aqueles boicotes do #OscarAllWhite, em 2015 e 2016, as coisas vêm lentamente mudando.
Não é segredo.
O Oscar, em seus 91 anos, tradicionalmente sempre ignorou minorias. Nesse tempo, apenas 36 negros ganharam uma estatueta; nenhum nunca ganhou Diretor, apesar de dois ‘Melhores Filmes’ dirigidos por negros (“12 Anos de Escravidão” e “Moonlight”). Apenas uma mulher ganhou Melhor Filme e Diretora até hoje.
Luz, câmera, ch-ch-ch-changes.
Mas a Academia – 94% branca e 76% masculina – diversificou a escolha dos membros nos últimos dois anos. As coisas parecem estar mais inclusivas. Em 2018, houve a primeira mulher nomeada para Cinematografia; além da primeira diretora trans. Neste domingo, dos oito filmes indicados, cinco são estrelados por pessoas não brancas; e três por mulheres. Hora de se preparar pro Oscar party.
Prep Time
“BlacKkKlansMan” (Infiltrado no Klan).
São seis indicações, incluindo a primeira indicação de Melhor Diretor para Spike Lee, que há três anos boicotou a cerimônia, e agora tem Hollywood a seus pés. Considerado um dos maiores cineastas, ele sempre foi ignorado. O filme fala de racismo de uma perspectiva negra – e bem-humorada.
“Roma”.
O primeiro filme Netflix a chegar ao Oscar tem 10 indicações (ao lado de “A Favorita”, é o filme com mais indicações). Filmado em P&B, o filme mexicano traz a primeira indígena indicada a Melhor Atriz. Nos conturbados anos 1970 no México, o filme explora a relação entre burguesia e serviçais – muito similar ao que o Brasil herdou do tempo de Colônia.
“Black Panther”.
Levou sete nomeações e se tornou o primeiro filme de super-herói indicado a Melhor Filme. Também fala sutilmente de racismo da perspectiva negra. Em tempo, problemas de logística cancelaram a apresentação de Kendrick Lamar, que canta a música do filme.
“Bohemian Rhapsody”.
As músicas são ótimas – e as plateias amam o filme –, mas as relações entre os personagens são fracas. Para muitos, ao contar a história do Queen, o filme passa por cima da homossexualidade e dos amores de Freddie Mercury, além da AIDS.
“Vice”.
São oito indicações (assim como “Nasce Uma Estrela”). A biografia não autorizada de Dick Chenney (Christian Bale), que foi vice de Bush nos dois mandatos, e super defendeu a invasão do Iraque, é do diretor que fez a “A Grande Aposta” (The Big Short) – ou seja, coisa séria com elementos pop e muito bom humor.
Cheiro de pipoca tá rolando no ar.
Aqui está a lista completa de todos os indicados nas principais categorias. Prepara a pipoca, bons drinks and have fun.
ESPRESSO SHOTS
Em nome de Deus.
Com a autoridade moral, e seu próprio legado papal, em cheque, o Papa Francisco iniciou ontem um encontro histórico sobre pedofilia na Igreja. Diante de 190 cardeais, arcebispos, e bispos de todo o mundo, o pontífice disse ouvir “o grito das crianças que pedem justiça”. Os casos de abusos sexuais vêm minando, há tempos, a credibilidade da Igreja Católica. A inédita reunião no Vaticano vai até domingo.
Laranja é a cor mais quente.
Ao Supremo, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, pediu ‘foro’ no caso das candidaturas laranjas do PSL. Ele teria repassado dinheiro público para as suas empresas. Antes ele se reuniu com Bolsonaro, que disse que ele fica – diferentemente do ex-ministro Bebianno. Ao pedir foro, o ministro repete Eduardo Bolsonaro – ambos já foram contra o foro privilegiado no passado.
Quem matou Marielle?
A PF revistou e fez buscas em oito propriedades ontem, em meio a pistas de que tem gente tentando atrapalhar a investigação da execução de Marielle. Lembrando que o caso da vereadora assassinada no Rio está nas mãos das autoridades do estado – e não da Polícia Federal. A PF ainda diz não acreditar na principal versão do crime, que aponta o miliciano Curicia e o vereador Siciliano. Tenso.
Just don’t do it.
As ações da Nike despencaram ontem depois que um tênis da marca americana arrebentou com o jogador na quadra – Zion Williamson, uma promessa do basquete, se feriu. In other sport news, break dancing vai se tornar esporte olímpico a partir de 2024. Lembrando que, em 2020, em Tóquio, surf, escalada e skateboarding entram nas Olimpíadas.
Ataque dos cogumelos assassinos.
Terminando… a polícia espanhola disse ontem que uma mulher morreu após jantar num restaurante Michelin. Além dela, outros 28 clientes tiveram intoxicação alimentar após comer no estrelado Riff, em Valencia. Parece que uma espécie de cogumelo foi fonte do surto alimentar. Medo.
O incrível Hugh.
Para terminar, Hugh Jackam entrou pro “Guiness”.
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Happy Friday!