
“Quando um xingava, o outro ria.” – papagaios boca suja foram removidos de safári britânico após ensinarem um ao outro a soltar palavrões. Grounded.

Kassildes
A notícia.
O Supremo vai ganhar cara nova.
Moendo os grãos.
Com a aposentadoria obrigatória de Celso de Mello – aquele há mais tempo no Supremo – marcada para o dia 13 de outubro, a disputada vaga na mais alta corte do país foi ontem preenchida pelo presidente, que surpreendeu ao indicar o desembargador piauiense Kassio Nunes – que não frequentava nenhuma lista de candidatos e tampouco constava nas apostas dos mais próximos.
Makeover.
A escolha de Kassio Nunes ainda tem de ser confirmada no Congresso. Mas o presidente do Senado já deu a entender que será facilmente aprovado. Ontem Nunes se encontrou com Bolsonaro e em seguida com o possível futuro colega Gilmar Mendes. A articulação de Nunes para a vaga de Celso de Mello contou com a super participação de Ciro Nogueira, presidente do PP* e líder do Centrão**.
Quem é Kassio Nunes?
O advogado nascido no Piauí chegou ao TRF-1, o tribunal de segunda instância com sede em Brasília, em 2011, quando foi validado pela presidente Dilma. Ele é católico, e já defendeu que a prisão após segunda instância não seja obrigatória. Para muitos, a indicação parece um aceno de paz de Bolsonaro ao Supremo. Até o fim do mandato, ele deve indicar mais dois nomes.
* Partido Progressista, ex-partido de Bolsonaro.
** Grupo de partidos de centro-direita sem agenda programática que se alia a quem estiver no Poder.
The Hooligan President
A notícia.
Após Trump se negar a condenar supremacia branca, líderes republicanos se distanciam do presidente.
Moendo os grãos.
O primeiro debate confirmou que a maior ameaça para as eleições presidenciais americanas é o próprio presidente americano. E em meio ao debate mais caótico de que se tem registro, um dos momentos de maior combustão foi aquele em que Trump discorreu sobre nacionalismo branco. Esta é a segunda vez em duas semanas que as principais lideranças republicanas rompem com Trump.
Too little, too late.
O fato do presidente – que continua a espalhar alegações falsas de fraude eleitoral – não dizer se aceitará o resultado também vem deixando membros de seu próprio partido preocupados com o que pode acontecer em novembro. Alguns já imaginam cenário de caos e violência nas ruas dos EUA. Grupos de extremistas de ultradireita, famosos por brigas de ruas, já se sentem mais fortalecidos do que nunca.
Em nome pai.
Enquanto isso, o Vaticano acusou ontem a Casa Branca de tentar explorar a imagem do Papa, após Sua Santidade se ver obrigado a negar o pedido de encontro do secretário de Estado, Mike Pompeo, tendo em vista a proximidade das eleições presidenciais.

Soy loco por ti, America.
O desmatamento recorde na Amazônia não estremeceu as relações entre Trump e o governo brasileiro. Tudo seria diferente no hipotético governo de Biden, cuja as críticas – ele sugeriu sanções contra o Brasil – repercutiram por aqui. Bolsonaro afirmou ontem que o Brasil não aceitará “subornos” e chamou a fala de “lamentável”. Já o ministro do Meio Ambiente ironizou a ajuda bilionária prometida por Biden.
1, 2, 3, salve eu.
O governador de São Paulo, Joao Doria, assinou ontem contrato para 46 milhões de doses da vacina chinesa e afirmou que a vacinação no estado começará em 15 de dezembro. Os médicos e enfermeiros serão os primeiros a serem vacinados. Em tempo, o governador de Santa Catarina foi alvo ontem de mandado de busca e apreensão por suspeita de desvios na Saúde.
Facegram.
O Facebook deu o primeiro passo na integração de todos os seus aplicativos, ao interligar Instagram com Messenger e WhatsApp, o que deve cimentar seu domínio sobre a comunicação digital e dificultar as tentativas de recortar e dividir a gigante.
Luto.
Aos 88 anos, morreu o criador de Mafalda, o cartunista argentino Quino. As tirinhas da menina sabichona, progressista e contestadora foram publicadas em 35 idiomas e se tornou a tirinha latino-americana mais vendida do mundo. RIP. Veja 7 tirinhas para refletir.
Oh my ghosn.
Terminando… o ex-chefão da Nissan-Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, que saiu fugido do Japão, quer “trazer de volta a confiança”. E lançou programa universitário para executivos libaneses.
Pugs. Not drugs.
Para terminar, menos cocaína, mais maconha: como as drogas mudaram na pandemia.
