ESPRESSOU-SE
“000000.” – o código do iPhone de Kanye. Repórteres o pegaram digitando a senha em sua visita à Trump. Make passwords great again.
ESPRESSO NACIONAL
Samba da Tristeza
A notícia.
Milhares de pessoas lotaram o centro do Rio na “Distribuição de Mil Placas para Marielle.”
Moendo os grãos.
O movimento surgiu na internet depois que candidatos do partido de Bolsonaro destruíram a placa de rua Marielle Franco – o filho de Bolsonaro chegou a defender a destruição. Ontem em meio a gritos de “Ditadura nunca mais” e “Ele não”, a entrega de placas foi feita em frente à Câmara dos Vereadores. Artistas como Leandra Leal, Emiliano D’Ávila, e Sophie Charlotte estavam presentes.
Afasta de mim esse cala-se.
Seis meses depois da execução de uma das vereadoras mais votadas da cidade, as perguntas continuam sem respostas. Há tempos, a morte de um representante público não causava tanta comoção; os protestos chegaram a Lisboa e Nova York; e o Washington Post trouxe Marielle na capa como símbolo global de opressão racial. Mas ninguém ainda foi responsabilizado.
Marielle presente.
Ela agora vai virar samba-enredo da Mangueira.

Abre a Porta. Eu Não Abro, Não
A notícia.
FHC disse ontem que não votará em Bolsonaro, mas também não dará apoio automático a Haddad.
Moendo os grãos.
Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente e um dos idealizadores do Plano Real, afirmou que “Bolsonaro pelas razões políticas está excluído. O outro eu quero ver o que ele vai dizer”. O tucano disse ainda que há um “muro” entre ele e o candidato de extrema-direita, mas com Haddad há uma porta – “não diria aberta”. Após a entrevista, o candidato do PT disse que chegou a hora de abrir a porta.
Man in the mirror.
Enquanto isso, muitos políticos vêm refletindo sobre os motivos pelos quais não foram reeleitos. No PT, muita gente até que ficou feliz com a derrota de Dilma.
Não para não.
Hoje o Ibope divulga sua primeira pesquisa do segundo turno.

ESPRESSO IMPORTADO
It Wasn’t Me
A notícia.
Surgiram novas provas sobre o desaparecimento do jornalista na embaixada da Arábia Saudita, e a pressão mundial só aumenta.
Moendo os grãos.
Ontem o príncipe saudita – que nos últimos tempos vem assumindo o lugar do pai – rejeitou as “ameaças” e intimidações políticas depois que Trump disse que o país, um dos principais aliados dos americanos, sofreria “punições severas” se ficar provado que o colunista do Washington Post foi morto no consulado saudita em Istambul, na Turquia. A Arábia Saudita nega tudo.
O que houve?
Jammal Khashoggi, saudita que se auto exilou nos EUA, foi ao consulado buscar documentos duas semanas atrás – e sumiu. As autoridades turcas acreditam que um time de sauditas aterrissou no país, assassinou o jornalista, e vazou. A Turquia afirmou já ter áudios e gravações que mostram ele sendo torturado e morto. Parece até que seu Apple Watch gravou tudo – alguns especialistas acham difícil.
Enquanto isso.
Empresários mundiais tem se afastado. Richard Branson, dono do grupo Virgin, decidiu parar as conversas sobre um fundo de investimento bilionário das empresas espaciais da Virgin. Já o CEO do Uber e o CEO da Viacom cancelaram a presença na conferência que o príncipe saudita organizou pra próxima semana, uma espécie de ‘Davos no deserto’.
ESPRESSO SHOTS
I did nazi that coming… Did jew?
Mais de 100 mil pessoas foram às ruas em Berlim protestar contra o racismo, a xenofobia, o ódio, e extrema-direita, que vem crescendo nos últimos anos. Brasileiros que moram no país também marcaram presença com cartazes “#EleNão”. Há meses o Leste da Alemanha vem tendo protestos neonazistas; no início do ano, o AfD se tornou o primeiro partido de ultradireita no parlamento desde o fim da 2a Guerra Mundial.
Falando em Alemanha.
E extrema-direita. Ontem teve eleições na Bavária, um dos principais estados alemães, cuja capital é Munique. Ou seja, mais um duro golpe pra Angela Merkel, que assistiu aos aliados conservadores do seu partido de centro-direita serem quase que varridos do mapa bávaro. Quem cresceu no estado foi justamente o AfD – que por sinal vem sendo acusado por historiadores de parafrasear Hitler.
Rich kids of Instagram.
O físico Stephen Hawking causou polêmica ao sugerir uma raça de super-humanos que pode destruir o resto da humanidade. A nova espécie surgiria a partir de pessoas ricas escolhendo editar seus genes e o DNA dos filhos. O cientista, que morreu em março, fez as previsões numa série de ensaios que escreveu na preparação de um livro, que será lançado amanhã.
O mundo é uma bola.
Para terminar, caiu a NFL e o Real Madrid, e agora esta é a marca esportiva mais poderosa do mundo.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e sugestões de senhas mais bem boladas pra espresso@espressonoticia.com.
Que você tenha uma segunda produtiva. Até amanhã.