
“Vale uns £ 1000.” – Camila Cabello roubou um lápis do príncipe Williams. I love it when you call me señorita.

Cara-Pálida
A notícia.
Bolsonaro foi denunciado ao Tribunal Penal Internacional por incitar o genocídio de povos indígenas.
Moendo os grãos.
O tribunal em Haia, na Holanda, iniciará agora uma análise preliminar pra decidir se investigará as ações do presidente por “incitação ao genocídio e ataques sistemáticos contra populações indígenas”. A representação foi feita por duas entidades, a Comissão Arns, que reúne ex-ministros e notáveis da sociedade brasileira na área de direitos humanos, e o Coletivo de Advocacia (CADHu), formado em 2012.
Mas afinal o que é o Tribunal Internacional?
O TPI é uma corte independente criada em 2002 para julgar quatro crimes: aqueles contra a humanidade, genocídio, crimes de guerra, e, mais recentemente em 2018, crimes de agressão – em que militares podem ser responsabilizados por invasões ou ataques. Enquanto a Corte Internacional de Justiça julga disputas entre países, o TPI julga indivíduos. Ambas ficam em Haia.
Apaga a fumaça do revólver, da pistola.
A problemática dos povos indígenas no Brasil é histórica. Mas foi a partir do século 20, que o país, de fato, começou a exploração da Amazônia. Na tentativa de mudar a região, foram trazidas estradas, linhas de telégrafo, escolas, pessoas. Grupos indígenas foram empurrados ao longo do caminho. A partir dos anos 1960, a coisa se complicou com a ditadura, que matou um número recorde de índios.
Gigante pela própria natureza.
Aliados a mineradoras e fazendeiros, o governo passou a tomar terras indígenas para construir minas, barragens e rodovias. Mais de 8 mil índios foram mortos. Com a volta da normalidade democrática, em 1988, a Constituição garantiu o “direito inviolável” de índios às terras “tradicionalmente ocupadas” por eles – na prática, há o processo legal de demarcação. São 672 terras indígenas – ou 13% do território. Bolsonaro acredita que este tipo de coisa atrapalha o “progresso” do país.
Seja mais específico.
Nessa semana, o presidente comparou indígenas a ‘homens da caverna’ e voltou a defender o garimpo.Ainda como presidente eleito, ele comparou índios em terras protegidas a ‘animais em zoológicos’ e confirmou que vai abrir uma das maiores reservas do país pra exploração; são 23 mil índios de cinco etnias por lá. Ele transferiu a Funai e iniciou um desmonte do órgão de proteção ao índio. As invasões de terras indígenas, que aumentam desde 2014, bateram recorde em 2019 – que ainda nem chegou ao fim.

Na fogueira.
Foram soltos os quatro brigadistas acusados de atear fogo na floresta em Alter do Chão, no Pará. Apesar da prisão no início da semana, não há evidências de crime no inquérito, a não ser o fato de que eles, que são ligados a ONG Saúde e Alegria, chegaram antes dos bombeiros ao local – o que não é difícil já que o quartel mais próximo está a 30 km, em Santarém. O governador Elder Barbalho trocou o chefe da investigação. No país em que criminoso ambiental é ministro do Meio-Ambiente, quem apaga incêndio na Amazônia é bandido.
Então libera.
Por 9 a 2, o Supremo liberou o compartilhamento de dados fiscais entre a Receita e o Ministério Público, sem a necessidade uma autorização judicial. Sendo assim, a decisão do presidente Dias Toffoli – de que o Coaf só poderia ser acessado mediante aval judicial – foi anulada e os processos suspenso voltam a caminhar. Entre eles, o do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente.
Força, guerreira.
A esposa de Eduardo Bolsonaro relatou ontem as dificuldades de se viver com o salário de R$ 33 mil do marido, que é deputado federal. A nora do presidente, Heloísa, reclama dos “perrengues” que já passou (como comida baratex no Havaí) e afirma que a sua vida “não é luxuosa”. Eduardo tem direito ainda há R$ 4 mil de auxílio moradia e outros R$ 30 mil para Exercício da Atividade Parlamentar.
Who let the dogs out?
Ao comparar o DNA de cães e humanos, cientistas criaram uma maneira mais apropriada para converter a idade de um cachorro para anos humanos. A regra de ‘7 pra 1’ parece ser simplista demais.
Forever young.
Para terminar, os vencedores do Prêmio Jabuti, o mais tradicional da literatura brasileira. Fernanda Young foi uma das premiadas.