ESPRESSOU-SE
“Tell us what they want, what they really, really want.” – o porta voz da Comissão Europeia invocou as palavras das Spice Girls em meio ao ‘vai não vai’ do Reino Unido com o Brexit.
ESPRESSO NACIONAL
Deus Me Livre! Mas Quem Me Dera
A notícia.
Os militares não farão parte da reforma da Previdência – pelo menos, não nesse momento.
Moendo os grãos.
Mexer no sistema de aposentadorias é tipo o principal ponto da agenda de Paulo Guedes – que ainda não detalhou nada. Mas os militares não andavam muito animados com ideia da equipe econômica de incluí-los na reforma. Eis que ontem em entrevista a Bloomberg, o presidente afirmou que eles ficarão de fora agora e serão parte futuramente de ‘uma segunda parte’ da reforma. Nada mau.
Lembrando.
Militar pesa 16 vezes mais no rombo da Previdência do que um aposentado do INSS.
Pede pra sair.
Sem aviso prévio, e de última hora, Bolsonaro falou em ‘comportamento antiprofissional’ de jornalistas estrangeiros, e fugiu da clássica coletiva, o que deixou a organização de Davos surpresa e constrangida. Os superministros Moro e Guedes também desmarcaram. Antes, num painel, Moro falou sobre corrupção, mas não quis comentar o caso Queiroz – que ganhou um novo capítulo: a Receita investiga Flávio.
Let it snow.
Em meio a muito frio, à noite, Bolsonaro jantou com líderes latino-americanos; à tarde, houve reunião com o primeiro-ministro do Japão. O presidente brasileiro ainda comentou ontem o caso do filho e disse que ‘se for provado, pagará o preço’. Hora de blindar o seu jovem governo.

ESPRESSO IMPORTADO
Um É Bom, Dois É Demais
A notícia.
Um país, dois presidentes: o líder da oposição se autodeclara presidente da Venezuela, e ganha apoio de EUA e Brasil.
Moendo os grãos.
‘Queremos sair dessa loucura’, gritavam venezuelanos em protestos por todo o país ontem. ‘Não deixarei a presidência’, afirmou Nicolás Maduro. Horas antes, o chefe do parlamento, Juan Guaidó, se declarou o novo presidente do país e foi rapidinho apoiado pelo governo americano. Outros 10 países, como Colômbia, Canadá, e o próprio Brasil, seguiram os EUA.
Eu vou invadir sua praia?
Em pouco tempo, Maduro já não era mais reconhecido por quase nenhum país vizinho, exceto o México. Tenso? Põe tenso nisso. Ele então cortou relações com os EUA e deu 72 horas pra que todos os diplomatas vazem do país. E agora, militares em ação? Trump é fã dessa ideia, mas ontem o vice Mourão disse que intervenção armada está descartada.
Eu gosto tanto de você.
O fiel da balança será, claro, o Exército venezuelano. Enquanto o autodeclarado presidente disse que precisa de apoio militar, o Ministro da Defesa diz que os militares não reconhecem Guaidó.
99 problems.
A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Mas o preço caiu muito nos últimos anos e o país afundou. Nicolás Maduro, que foi vice de Chavez, só piorou tudo. Falta de comida a remédios, e a inflação ultrapassa 1.000.000%. Maduro tomou posse esse mês, depois de ser reeleito – numa eleição acusada de fraudes e sem a presença dos principais partidos rivais.
Game On
A notícia.
Nada mudou. Chegamos hoje ao 34o dia do shutdown mais longo da história dos EUA. Hoje o Senado votará em dois planos pra tentar mudar as coisas.
Moendo os grãos.
O primeiro plano inclui a proposta de Trump, que nessa semana ofereceu proteção a alguns tipos de imigrantes sem documentos – como aqueles que chegaram crianças aos EUA – em troca de US$ 5.7 pro seu tão falado muro na fronteira com o México. O segundo plano não envolve muro e reabriria partes do governo por mais um mês. Nenhuma vai passar.
Rodopiou, parou.
E já que Trump ainda não conseguiu inserir seu muro no orçamento, mais de 800 mil funcionários públicos não receberão salários amanhã pela segunda vez; parques continuam fechados; aeroportos afetados; e Trump agora precisa achar um novo lugar pra fazer seu discurso anual, já que a presidente da Câmara disse que ele não é bem-vindo por lá.
Enquanto isso.
Assim como quem não quer nada, o ex-advogado, e ex-faz-tudo de Trump, pediu pra adiar o seu depoimento marcado pro comecinho de fevereiro. O motivo? Ameaças do presidente americano. Ui.
ESPRESSO SHOTS
Asian fusion – and more.
Em plena guerra comercial, ontem a China foi uma das principais estrelas em Davos – onde a nata mundial discute de tecnologia à pobreza e globalização. Quem também subiu ao palco foi a alemã Angela Merkel e o japonês Shinzo Abe – que bateram na tecla do multilateralismo. Ao longo do dia, houve painel com a primeira-ministra neozelandesa sobre o ‘repensar do capitalismo’, deixando-o mais sustentável e inclusivo, e ainda debates sobre blockchain.
Tire o meu nome da sua boca.
Hong Kong aprovou ontem uma lei que proíbe a galera na ilha de desrespeitar o hino chinês “publicamente ou intencionalmente”. Vira e mexe, o hino é vaiado em eventos pela ilha, que há 50 anos, deixou de ser território britânico ao ser entregue pela Inglaterra de volta à China – que prometeu manter “alto grau de autonomia”. SQN.
RIP.
Morreu ontem no Rio, aos 40 anos, um dos nomes mais conhecido do cinema brasileiro, o ator Caio Junqueira, que fez sucessos como “Tropa de Elite” (2007) e “Central do Brasil” (1998). Ele estava internado desde a semana passada, depois de sofrer um acidente de carro no Aterro do Flamengo. Amigos como Fábio Assunção chegaram a pedir doação de sangue, mas ele não resistiu.
Você partiu meu coração.
Em meio à polêmica por conta de seus comentários transfóbicos, e após criticas nas redes sociais; vaias ao lado de Anitta; e gente cancelando participação em seu DVD, Nego do Borel se viu obrigado a adiar a gravação.
Anger management.
Para terminar, Alec Baldwin fará curso pra controlar a raiva depois de uma briguinha por vaga. Acontece.