ESPRESSOU-SE
“Os mais antigos resíduos de vinho.” – pesquisadores descobriram um vinho de seis mil anos numa caverna na Itália; três milênios antes do que imaginava-se. Wine not?
ESPRESSO NACIONAL
Wake Me Up When September Ends
A notícia.
Temer tá na China*, mas é aqui desse lado do mundo que as coisas andam animadas mesmo.
Moendo os grãos.
Quem é vivo sempre aparece e Joesley – o irmão de Wesley, donos da JBS, que causou a maior crise política de Temer ao gravá-lo no porão do palácio à noite falando de besteirinhas comprometedoras – entregou ontem novos áudios, documentos, e outras coisinhas para complementar sua delação assinada em maio, já oficializada no Supremo.
Quero te encontrar.
Esses novos áudios surgiram depois da PF conseguir restaurar mais 30 horas de conversas captadas ao longo de vários dias. A PF enviou tudo à procuradoria-geral – o comando do Ministério Público – que então pediu que Joesley identificasse a galera, os lugares, etc. e tal.
Falando em dor de cabeça (pra Temer).
Voltou ao Supremo ontem a delação de um dos caras mais íntimos do Planalto, que já foi melhor amigo de Cunha, aquele tido como o operador do PMDB, Lúcio Funaro. Fachin, que cuida da Lava Jato no Supremo, havia mandado a delação de volta ao procurador-geral, Rodrigo Janot, para ajustes – ninguém sabe quais.
Ah!
Nessa delação, Funaro confirma que recebia dinheiro de Joesley pra ficar de bico fechado. Joesley bem que falou com Temer – lembra? –sobre comprar o silêncio de um certo alguém.
Não, não me abandone.
E Janot, o ainda procurador-geral, que abandona a cadeira nesse mês – quando assume Raquel Dodge –, disse que deve atirar sua nova flecha contra Temer na próxima semana. Corre que dá tempo.
*Começa no domingo o 9o encontrinho dos BRICS (Brasil, Índia, Rússia, China, e África do Sul).
ESPRESSO SHOTS
Nossos bosques têm mais vida.
Depois de muita pressão e polêmica, Temer resolveu revogar ontem o decreto que pôs fim a uma imensa reserva na Amazônia. Pelo menos por 120 dias. Nesse tempo ele quer – veja só – discutir a ideia com os brasileiros e então mandar um projeto de lei para o Congresso. Isso um dia depois de um juiz de Brasília dar exatamente essa dica ao dizer que sua ordem presidencial era inconstitucional. De olho.
Work work work work work.
Lembra da reforma trabalhista – passou aqui em julho –, pois bem, agora é o presidente francês, eleito em maio, Macron, quem quer mexer nas leis do trabalho. Ontem ele mostrou seus planos grandiosos. Mas Macron, que já enfrenta protestos, vai ter que convencer a galera de que mais flexibilidade pros patrões não vai só facilitar a demissão dos empregados, mas também ajudar a criar travail.
The game Monopoly.
Um grande thinktank (organizações que pensam o mundo), que recebeu dinheiro do Google, demitiu um acadêmico depois dele defender a multa bilionária – por minar competição de forma desleal – que a Europa quer aplicar ao Google. Na última década, a gigante tech financiou várias pesquisas para se defender das tentativas de regular seu domínio de mercado – cada vez maior. Sua influência sobre think tanks só cresce.
Olha… a… explosão!
A polícia alemã evacuará mais de 70 mil pessoas nesse final de semana, depois que uma bomba britânica da 2a Guerra Mundial – apelidada de ‘blockbuster’, pois arrasava quarteirões (faz sentido) – foi encontrada em Frankfurt. Acontece.
Partiu Rússia.
Para terminar, Brasil em primeiro nas eliminatórias da Copa. O Equador perdeu ontem de 2 a 0.
Happy Friday!! 🍹