ESPRESSOU-SE
“Legado verde.” – a Etiópia plantou ontem, em um único dia, 350 milhões de árvores para ajudar a coibir o aquecimento global e as mudanças climáticas. Avant-garden.
ESPRESSO NACIONAL
À Margem
A notícia.
O líder da nação debochou do desaparecimento de um cidadão brasileiro durante a ditadura.
Moendo os grãos.
Nos últimos 10 dias, os astros desalinharam-se ou talvez tenham alinhado-se em um desencadeamento de declarações polêmicas, mentirosas, e pejorativas do presidente, que não se importa com a veracidade do que diz. A última delas é sobre o pai do presidente da Ordem dos Advogados (OAB). Morto pelo Estado na ditadura militar, sua memória foi usada durante ataque de Bolsonaro contra a OAB.
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa.
“Se quiser saber como é que o pai dele morreu, eu conto pra ele”, disse o presidente. Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, desapareceu quando o filho tinha dois anos; seu nome surgiu ontem quando Bolsonaro criticou a atuação da OAB no caso de Adélio Bispo, que esfaqueou o presidente e já foi julgado pela Justiça. Bolsonaro não gostou do resultado, mas não recorreu.
Não parou por aí.
Horas depois, após cancelar reunião com ministro francês para um corte de cabelo, transmitido ao vivo, o presidente voltou a espalhar inverdades. Dias atrás, ele usou falsidades contra a jornalista Miriam Leitão. Ontem Bolsonaro, sem se contentar com o sadismo de antes, disse que o pai de Felipe não foi preso e morto por militares, como já comprovado pela Comissão da Verdade.
Suas ideias não correspondem aos fatos.
O presidente disse que o pai do chefe da OAB fazia parte de um grupo de resistência, “o mais sanguinário”, e por trair o grupo, foi morto pelos próprios militantes de esquerda. Há documento da Aeronáutica que desmente Bolsonaro. Felipe Santa Cruz, que soltou uma nota chamando o presidente de “cruel”, decidiu ir ao Supremo contra os comentários sobre o pai.
Enquanto isso.
O presidente continuará se encontrando com jornalistas para um café da manhã no Planalto – como é praxe desde a redemocratização. Mas a coletiva vai mudar de formato.

ESPRESSO IMPORTADO
Detroit City Blues
A notícia.
É hoje, em Detroit, o segundo debate dos candidatos presidenciais do Partido Democrata.
Moendo os grãos.
A luta pra ver quem disputará as eleições de 2020 contra Trump continua. São mais de 20 presidenciáveis, mas entre os favoritos que subirão hoje ao palco em Michigan estão Bernie Sanders – senador por Vermont que disputou voto a voto com Hillary em 2016 –, atualmente em quarto nas pesquisas, e a senadora de Massachussets, Elizabeth Warren, que aparece em segundo.
Good old Joe.
Quem voltou a subir e ainda lidera as primárias é o ex-vice-presidente de Obama, Joe Biden, com mais de 15 pontos de diferença de Warren. Isso mesmo depois das porradas, no primeiro debate em Miami, que tomou da senadora californiana Kamala Harris, que aparece em terceiro nas pesquisas mais recentes. O duelo dos dois será amanhã.
Enquanto isso.
Trump vêm aumentando o escopo dos ataques escandalosamente racistas e escolhendo pessoas negras como novos alvos. O plano é transformar 2020 em uma eleição sobre o nacionalismo branco e colocar os democratas como o partido das “minorias”. A vitória virá fácil assim, acredita o presidente americano.
ESPRESSO SHOTS
Prison breakdown.
O governo convocou uma reunião emergência, após uma briga entre facções que deixou 57 mortos em um presídio no Pará. O motim durou mais de cinco horas e a carnificina foi motivada por uma disputa entre as facções que tomam conta do presídio de Altamira, que tem capacidade pra 200 presos, mas conta com uma superlotação de 372 detentos. Dezesseis pessoas foram decapitadas.
Estação da morte.
Em uma estação de trens em Frankfurt, na Alemanha, um homem empurrou um garoto de oito anos e sua mãe direto para os trilhos na chegada de um trem; o garoto morreu e a mãe está gravemente ferida. O homem de 40 anos, da Eritreia, ainda tentou empurrar uma terceira vítima. Ele não conseguiu, correu, mas foi preso. Faz 10 dias, que um ataque parecido aconteceu na cidade alemã de Voerde.
Angry white boy.
Após o tiroteio em um festival gastronômico – ‘Festival do Alho de Gilroy’ – no norte da Califórnia, domingo à noite, o atirador foi identificado como um garoto de 19 anos, que entrou recentemente no mundo da supremacia branca. Ele comprou o AK-47 em Nevada, estado vizinho, e fez referências ao manifesto neonazista ‘Might is Right’, antes do ataque que deixou 3 mortos, incluindo uma criança de seis anos, e 15 feridos.
Ataque e defesa.
A polícia encerrou as investigações contra Neymar e decidiu não indiciá-lo por estupro ou agressão. O inquérito vinha rolando desde 31 de maio, quando Najila de Souza acusou o jogador.
Royal takeover.
Para terminar, Meghan Markle na Vogue britânica, e entrevistando Michelle Obama? Em breve, nas bancas.
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Um terça produtiva. Até amanhã.