
“Seu suíno!” – nudista alemão teve o notebook roubado por um javali, mas conseguiu resgatá-lo depois de intensa perseguição.

100 MIL TÚMULOS
A notícia.
O Brasil superou a marca de 100 mil vidas roubadas pela Covid-19. Sem sinal de alento.
Moendo os grãos.
Nunca antes na História do país, um único evento matou tantos brasileiros. É difícil enxergar e dimensionar o que, de fato, significa isso. Quando passamos messes ouvindo que mais de mil pessoas morrem diariamente, é preciso um esforço ativo para entender o peso humano da catástrofe. Tal número já é o dobro dos brasileiros mortos na Guerra do Paraguai (1864-1870), o pior conflito armado da América Latina.
Luto coletivo.
O número é ainda maior do que o total de brasileiros mortos na Guerra do Paraguai e na Gripe Espanhola juntas – até então a pandemia mais mortal (1918); foram 35 mil brasileiros mortos em um país com população de 30 milhões. Estes 100 mil brasileiros que se foram já representam o triplo de óbitos em acidentes aéreos em todo o mundo nos últimos 60 anos.
A regra do negacionismo.
Essa marca simbólica e macabra não foi conquistada à toa e tampouco é obra exclusiva do vírus. Em 17 de março, quando o país tinha uma morte pelo novo coronavírus, o então ministro Mandetta previu que os números cresceriam exponencialmente até junho, estabilizariam em julho e começariam a cair em agosto. Aqui estamos. Mandetta já demitido, e o país – sem ministro – mais perdido do que nunca.
Relicário de uma pandemia.
Em meio à falta de testes, apagão de dados, fronteiras abertas, quarentenas frouxas, brigas entre autoridades, e falta de liderança central, nos tornamos pária global. O presidente foi fundamental nessa equação – claro que governadores e prefeitos tem suas digitais –, mas é inegável a responsabilidade do líder da nação, a quem cabia uma coordenação federal, e um plano de ação coeso, por meio do Ministério da Saúde.
Never forget.
Mas desde o início, Bolsonaro foi no caminho contrário da Ciência, sempre menosprezando a seriedade e gravidade do que começava a tomar forma. Ainda no dia 22 de março, o presidente disse que o país não contabilizaria nem 800 mortos pelo Covid-19, ao qual se referiu como “gripezinha” e “fantasia” da mídia. Meses depois, questionado sobre o crescimento das mortes, soltou um “e daí?” que chocou o país.
Lembrando.
Em seu primeiro pronunciamento à nação, tentou ‘acalmar’ os brasileiros comentando sobre seu suposto ‘porte atlético’. Desde então, criou a falsa dicotomia de que era preciso escolher entre salvar vidas ou salvar a economia – como se o rápido retorno das atividades econômicas não dependessem de um controle certeiro do vírus (como aconteceu em outros países); e se voltou para curas milagrosas como a “cloroquina”.
Bolsovírus.
Ele ainda causou diversas aglomerações, nunca praticou o distanciamento, tentou a todo momento sabotar medidas de isolamento dos governadores, colocou sob suspeita números estaduais, apagou dados oficiais, demitiu dois ministros da Saúde, andou de lancha, disse que não era coveiro, atacou a OMS, afirmou em live que era preciso seguir com a vida. Em meio à dor de 100 mil famílias, Bolsoanro celebrou o Paulistão.
Nessa altura do campeonato.
De cada 7 mortos no mundo, um é brasileiro. O que pode evitar uma tragédia ainda maior?
No mountain high enough.
Os EUA atingiram a marca de 5 milhões de infectados por Covid-19. Já Trump, em desacordo com o Congresso, assinou 4 novos decretos de ajuda que não incluem mais cheques de auxílio. E enquanto isso, veio à tona que Trump ligou para o governador de Dakota do Sul para ter o seu lindo rostinho incluído no Mount Rushmore – monumento que fica no estado.
Essa é a mistura do Brasil com o Líbano.
Em meio à falta de clareza, e aparente corrupção e negligência das autoridades libanesas, protestos pipocam pelo Líbano desde a mega explosão no Porto de Beirute, que deixou 150 mortos. Ontem a ministra de Informação se demitiu – a primeira baixa desde a tragédia. Já Bolsonaro prometeu ajuda ao país árabe e convidou o ex-presidente Temer para chefiar missão de paz ao Líbano. Temer tem ascendência libanesa.
Micheque.
O sigilo bancário do ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi quebrado e veio à tona que Queiroz fez diversos depósitos na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro – total de R$ 72 mil. A descoberta vai contra a justificava anterior do presidente de que um primeiro cheque em nome de Michele, revelado ano passado, seria o único depósito feito por Queiroz em seu nome.
Não passarão.
O Brasil se viu diante de grotesco caso de racismo. No interior de SP, em um condomínio de luxo em Valinhos, um vídeo viralizou ao mostrar um motoboy verbalmente agredido por um morador branco que dizia coisas como: “você tem inveja disso aqui” (apontando para a sua pele) e “você queria ter isso daqui” (apontando para as casas”. O racista já ofendeu pedreiro e seguranças.
I’ve got the power.
Terminando… 27 genes foram renomeados por que o Excel teima em confundir seus símbolos por datas. Cientistas então mudaram os nomes para evitar confusão.
I promise.
Para terminar, o livro infantil de LeBron James sai amanhã.
