
“Todos pela canola.” – com o cancelamento da maioria dos destinos estrangeiros, Instagrammers na Austrália descobriram campos de canola. And it was all yellow.

Entre Pólvora e Maricas
A notícia.
Supremo dá 48h para Anvisa explicar suspensão de vacina, enquanto Bolsonaro minimiza Covid: “tem que deixar de ser um país de maricas”.
Moendo os grãos.
O presidente celebrou ontem como uma vitória pessoal a suspensão dos testes da vacina CoronaVac, após a morte de um voluntário: “Morte, anomalia. É esta a vacina que o Doria queria obrigar paulistanos tomá-la. Mais uma que Bolsonaro ganha,” escreveu o líder da nação brasileira. Logo em seguida veio à tona laudo do IML informando de que a causa da morte do voluntário foi “suicídio”.
Quem Anvisa amigo é.
A notícia jogou uma sombra sobre o caráter técnico de um órgão que deveria tomar decisões apartidárias. A Anvisa, Agência Vigilância Sanitária, defendeu-se dizendo que decisão não foi política e recebeu infos “incompletas”. Parlamentares criticaram a ‘comemoração’ de Bolsonaro, quando país já passa de 163 mil mortos, e cientistas alertaram de que as falas ajudam a minar a credibilidade científica de vacinas.
WAR.
Nova diretoria da Anvisa que assumiu no mês passado inclui militar bolsonarista, apadrinhado do centrão, e defensora da cloroquina. As declarações do presidente – desde ‘um país de maricas’, passando pela comemoração da suspensão de uma vacina, e até a ameaça de ‘pólvora contra os EUA’ (sim, teve isso também e a internet pôde se divertir) – pegaram mal inclusive entre integrantes do próprio governo.
Fun fact.
Ah, a pólvora é uma invenção chinesa.
SHAME
A notícia.
“É uma vergonha, não será bom para seu legado” diz Biden sobre recusa de Trump de aceitar eleição.
Moendo os grãos.
Que a transição pra um novo governo poderia ser difícil, caso Trump perdesse, já era vislumbrado pela campanha de Biden. Mas a coisa está bem mais complicada do que imaginado. Por enquanto, no entanto, o presidente eleito diz que não partirá para medidas legais, ao passo que a Casa Branca bloqueia recursos, dados, e se nega a assinar documentação necessária para iniciar o processo de transição.
Magic Mike.
Ontem mais um cara da alta cúpula apoiou Trump e as alegações infundadas de que ganhou a eleição e houve fraude na contagem. Após o secretário de Justiça, e procurador-geral, além de alguns dos principais senadores republicanos, o secretário de Estado, Mike Pompeo, chefe da diplomacia, disse ontem que “haverá transferência suave para 2o mandato de Trump”.
Será só imaginação?
Perguntado sobre tais afirmações, Biden riu, falou dos líderes mundiais que já o parabenizaram, e colocou panos quentes: ‘nada nos deterá’. A posse é dia 20 de janeiro. Até lá, Trump se convencerá de que perdeu?

Killing me softly.
Há 10 anos, os republicanos tentam acabar com o Affordable Care Act, ou Obamacare, a maior reforma na Saúde desde 1960, que, entre outras coisas, ajuda a financiar planos de saúde para milhões de pessoas. Ontem pela 3a vez, o Supremo se viu diante de um caso envolvendo o tal Obamacare – que deve sobreviver em grande parte, já que cinco juízes supremos já sinalizaram que votarão a favor.
Oops, I think I did it again.
Reguladores da União Europeia entraram ontem com um processo antitruste por competição desleal contra a Amazon. A gigante americana teria quebrado leis em práticas anticompetitavs. Em meio a uma onda global de críticas contra as gigantes de tecnologia, espera-se que o governo de Biden jogue duro contra empresas como Amazon, Google, Facebook e Apple.
Voltamos à programação normal.
Terminando… Netflix passou a oferecer aos assinantes franceses uma experiência no estilo canal de TV, aquele antigo serviço à cabo.
Word.
Para terminar, lockdown, a palavra do ano.
