
“Tráfego caiu 40%.” – americanos estão dirigindo como se fosse 1999. Com estradas vazias, o pé não sai do acelerador. Shut up and drive.

Em Um Codinome, Beija-Flor
A notícia.
Bolsonaro usou os pseudônimos Airton, Rafael e 05 nos exames de coronavírus que deram negativo.
Moendo os grãos.
O direito de informar prevaleceu sobre a privacidade do presidente. Foi no dia 30 de abril, que o jornal Estadão decidiu entrar na Justiça argumentando que a saúde do líder da nação se tratava de informação pública. Desde então, Bolsonaro recorre para não ter que revelar os exames. Em meio ao vídeo da reunião ministerial, no qual ele próprio vincula os exames a risco de impeachment, os laudos foram enfim entregues ao Supremo.
Não sou obrigado a nada.
O suspense rolava desde março, quando membros da comitiva que o acompanhou aos EUA testaram positivo. Mas por que se desgastar numa briga besta dessas, se os exames eram negativos? Talvez a trama paralela tenha ajudado a dividir o foco de coisinhas como a demissão de dois ministros em plena pandemia, mortes recordes, interferência na PF. Talvez ajude ainda na imagem de que o presidente é vítima das instituições, do ‘sistema’. No meio disso tudo, por que codinomes?
Enquanto isso.
O Ministério da Defesa informou que 73 mil militares receberam de forma indevida o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais. Os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica abriram investigação interna. Quem não devolver o dinheirinho será inscrito na Dívida da União e cobrado.
Em tempo.
Na contramão do bolsonarismo, almirantes que integram o Planalto e um ex-chefe da Marinha são parte de um grupo que debate o fim da polarização no país. Ontem eles estiveram com o médico Geraldo Alckmin (PSDB) e o banqueiro João Amoedo (NOVO); ambos presidenciáveis em 2018.

Dragonleaks.
A revista Foreign Policy teve acesso a um vazamento de dados sobre o coronavírus na China. São 640 mil atualizações de uma base de dados que cobre 240 cidades chinesas. A informação, ainda sob análise, vai ajudar pesquisadores a determinarem a veracidade das estatísticas chinesas sobre a Covid-19. Ainda que cientistas chineses estejam ajudando com importantes pesquisas, autoridades no país divergem sobre como deve ser o detalhamento de dados com o mundo.
Winter is coming.
Hoje o médico que estava na linha de frente do desenvolvimento de vacinas nos EUA vai depor no Senado. Mês passado, Dr. Rick Bright foi demitido da agência federal que liderava depois de discordar de Trump sobre o uso da cloroquina. Semana passada, ele entrou com uma denúncia sobre o despreparo do governo, que ignorou alertas. No depoimento hoje, ele vai advertir sobre “o inverno mais sombrio da história”, se os EUA não basearem o combate à covid na ciência.
Cumade e cumpade.
Quem prestou depoimento ontem no processo que investiga interferência do presidente na PF foi a deputada do PSL, Carla Zambelli, que reafirmou que trabalharia para que Moro fosse indicado ao Supremo. Em mensagens reveladas por Moro – que ironicamente foi padrinho de casamento de Zambelli –, a deputada pede a ele que aceite Ramagem na chefia da PF. Enquanto isso, o ministro Augusto Heleno disse ontem que a divulgação do vídeo da reunião ministerial seria “impatriótico”, já Bolsonaro afirmou que vai acabar com reuniões ministeriais. Em tempo, o PT vem sendo pressionado a assinar um pedido conjunto de impeachment.
Besos, me lhama.
As lhamas têm sido usadas por cientistas brasileiros na busca por um tratamento contra a Covid-19. Os anticorpos do bichinho se mostram capazes de neutralizar o vírus. Enquanto isso, depois do seu segundo ministro da Saúde, Nelson Teich, alertar sobre o risco da tal cloroquina, Bolsonaro voltou a defender ontem a substância ainda sem comprovação científica.
Rebelde sem causa.
Cães ficam mais difíceis entre os 5 e 8 meses. Assim como os humanos, eles também têm um período na puberdade em que são mais temperamentais.
Faz 84 anos.
Para terminar, esqueça “Titanic”. A internet só fala de “Pandemic”. Spoiler: quem afunda é o Brasil.
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Uma quinta-feira agradável. Até amanhã.