
“Ketchup puzzle.” – Heinz lançou um quebra-cabeçaque vai te deixar ocupado pelo resto da quarentena. Vermelho, vermelhusco, vermelhante.

Coronafest
A notícia.
Brasil ultrapassa Itália e Espanha e se torna o 4o país com maior número de casos confirmados de Covid-19.
Moendo os grãos.
Apenas os EUA, Reino Unido e Rússia têm mais casos registrados do que o Brasil, que contabilizou 14 mil novos casos no sábado. São agora mais de 233 mil casos; o número de mortos é de quase 16 mil – quinto país no ranking de óbitos. No entanto, cientistas estimam que os números sejam ainda maiores, já que falta testagem no país.
E daí?
Ontem Bolsonaro voltou a provocar aglomeração. Ele foi à rampa do Planalto, com os filhos e ministros, saudar manifestantes a favor do governo e contra o Congresso – alguns tinham faixas de “cloroquina já”.
Another One Bites The Dust
A notícia.
Sem rumo, em plena pandemia, o país perde dois ministros da Saúde em menos de um mês.
Moendo os grãos.
Cada vez mais fraco e isolado, o oncologista Nelson Teich não aguentou nem 30 dias no governo. Na sexta, o então ministro da Saúde pediu demissão, após a pressão de Bolsonaro para mudar o entendimento do Ministério da Saúde sobre o uso da tal cloroquina. A verdade é que Teich já se arrastava, melancolicamente, como um ex-ministro sem comando algum.
Ministério da Saúde adverte.
Ao assumir mês passado, depois da demissão do popular Luiz Henrique Mandetta, ele nem mesmo teve liberdade para montar a sua equipe e foi obrigado a engolir um militar como braço-direito. Na semana passada, o ministro ficou sabendo através da imprensa que o seu chefe havia liberado salões e academias para reabrirem. Ele se quer foi consultado.
Jagged little pill.
Mas a gota d’água foi o ultimato do presidente para transformar a cloroquina em política padrão logo no início do tratamento da Covid-19. Antes de pedir demissão, Teich chegou a visitar hospitais que conduzem as principais pesquisas sobre a substância, e ouviu de todos que a cloroquina é recomendável apenas em casos graves. Preferiu então se manter ao lado da Ciência e sair do governo.
E daí?
Bolsonaro não é médico, mas decidiu fazer da cloroquina a grande solução da pandemia no Brasil. Como estratégia política, transformou um debate técnico-científico em arma ideológica e o país agora vive uma ‘guerra cultural’ entre ‘cloroquiners’ e ‘quarenteners’ – ainda que não exista comprovação científica e a substância continue em fase de testes (nada promissores) pelo mundo.
Inclusive.
O próprio Mandetta assinou protocolo de utilização da cloroquina em casos urgentes e contanto com que o médico se responsabilizasse. Também é necessário que o paciente assine alguns termos, já que há efeitos colaterais. O presidente, no entanto, quer que a substância seja usada indiscriminadamente e propagada como a grande cura. Assim, ninguém mais precisaria ficar em casa.
Take a chill pill.
Mês passado, Trump – que também não é médico – lançou a cloroquina como arma política, mas com cada vez mais mortes relacionadas ao seu uso nos EUA, ele deixou de defender o medicamento. Aqui ao lado, no entanto, um grande entusiasta é o ditador Nicolas Maduro, que um dia antes da queda de Teich elogiou a Venezuela pela produção da milagrosa cloroquina.
Why you so obsessed with me?
De nióbio a radares e bananas da Paraíba, passando por armas e sexualidade, veja as obsessões do presidente que vieram antes da hidroxocloroquina.

Class of 2020.
Sem a tradicional pompa das cerimônias de formatura, o final de semana foi cheio de discurso virtuais aos formandos nos EUA; de celebridades como Oprah Winfrey , LeBron James e Cardi B a ex-presidentes como Obama, que criticou a resposta do governo à pandemia: “nem sequer fingem estar no comando”. Dos 50 estados americanos, apenas dois continuam em lockdown. O país tem 1,5 milhão de casos e 90 mil mortes.
Prato feito.
Após negar que tivesse dito Polícia Federal no vídeo da reunião ministerial (o vídeo é apontado pelo ex-ministro Sérgio Moro como prova de interferência no órgão), o presidente agora diz que falou PF e não Polícia Federal: “Tá a palavra PF, duas letras”. Bom, o fato é que a pressão de Bolsonaro para trocar a superintendência da PF no Rio começou assim que o inquérito contra o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, avançou. Em tempo, o suplente de Flávio no Senado, o empresário Paulo Marinho, diz que durante as eleições de 2018, um delegado na PF vazou pra Flávio que Queiroz seria alvo de operação.
Marquei um X – e um P.
Em meio a valorização de seus papéis na Nasdaq, a XP investimentos bateu duas rivais e agora te, valor de mercado maior que o Banco do Brasil e o Santander brasil. Fundada em 2001, a consultora independente vem desfiando bancos tradicionais, e fez sua estreia na bolsa Americana no final do ano passado.
La isla bonita.
Terminando, a pandemia fez aumentar o interesse pela compra de ilhas privativas. Pelo menos, entre os milionários.
Noite estrelada.
Para terminar, hoje tem live com Bon Jovi, Dolly Parton e Meryl Streep para levantar fundos para os mais vulneráveis.
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Uma segunda-feira proveitosa. Até amanhã.