
“Very nice!” – O Cazaquistão superou o primeiro filme e resolveu adotar o bordão de Borat em novo comercial de turismo. Cultural learnings.

Vacine-me Se For Capaz
A notícia.
Em vez de obrigar a galera a tomar vacina, o Supremo pensa em colocar restrições a quem não se imunizar.
Moendo os grãos.
Até o final do ano, e antes da comercialização da vacina, o Supremo decidirá se o Estado pode obrigar a população a se vacinar. Nos bastidores, já há maioria defendendo tal ideia – criticada por Bolsonaro –, mas o Supremo também já debate uma solução intermediária: ao invés da imunização obrigatória, quem se recusar a se vacinar sofreria restrições, como não poder renovar o passaporte.
Em tempo.
A ‘guerra da vacina’ pode ajudar a unir forças do centro democrático contra Bolsonaro. O cancelamento da intenção de compra de 46 milhões de doses de vacina contra Covid-19 é visto como mais um sinal de que diferente correntes precisam se unir e ter um candidato forte em 2022.
Enquanto isso.
Estudo do Imperial College mostrou ontem que a imunidade contra o coronavírus dura pouco e cai rapidamente.
A Cruzada
A notícia
Em meio à briga com a Turquia, e mais protestos de muçulmanos franceses, o presidente Macron intensifica a repressão contra o Islã radical.
Moendo os grãos.
A resposta do governo francês contra a comunidade muçulmana no país, depois que um professor de história foi brutalmente decapitado em Paris por exibir caricaturas de Maomé, foi rápida e dura como nunca antes. Nos últimos 10 dias, houve uma enxurrada de processos, mesquitas fechadas, além de novos planos e propostas que tem sido difícil de acompanhar – e tem deixado líderes islâmicos atônitos pelo mundo.
La vie en rose.
Mais de 120 muçulmanos na Franca já tiveram as casas revistadas, e associações islâmicas acusadas de difundir radicalismo foram fechadas. A França já sofreu outros atentados jihadistas, mas a resposta do governo parece diferente dessa vez e países de maioria muçulmana tem visto exagero nas ações de Macron. Ontem o Irã chamou a repressão de Macron de “pouco sábia”.
Losing my religion.
Antes, o presidente da Turquia, Erdogan, já havia se juntado ao coro que pede o boicote de produtos franceses. Recentemente Macron disse ser hora de reformar a religião islâmica. Erdogan, que frequentemente invoca o que chama de “hipocrisia ocidental” e se coloca como defensor dos muçulmanos, falou em “intolerância religiosa” e que o colega francês tem “problemas mentais”.
Mas o que é diferente dessa vez?
Macron, um liberal centrista que tentará uma difícil reeleição em 2022, não quer parecer fraco quando comparado a líderes da extrema-direita. Pesquisa da semana passada mostra que Marine Le Penn, líder da ultradireita xenófoba, é a mais “confiável” no quesito “terrorismo islâmico” – quatro pontos à frente do presidente francês.

Chefe supremo.
Faltando dias para aquela que é considerada por muitos a eleição de ‘vida ou morte’ da democracia americana, mais de 60 milhões de eleitores já votaram antecipadamente – um recorde. Mas já há disputas judiciais sobre regras eleitorais. Tipo: votos entregues pelos Correios após o dia 3 de novembro ainda contam? Ontem, em meio a um caso de Wisconsin, um dos juízes supremos deu a entender que favoreceria Trump.
Déjà vu.
Em meio à 2a onda de Covid-19 na Europa, a Alemanha alertou ontem sobre o aumento exponencial; a Suécia registrou recorde de novos casos e os italianos foram às ruas protestar contra as novas restrições. Um estudo global divulgado ontem mostra que é grande a desaprovação da população de 25 países – de Brasil a Japão – com as repostas de seus governos, considerados lentos e ineficazes.
Life in plastic, it’s fantastic.
A pandemia tem sido ótima pra Barbie. De acordo com a Mattel, as vendas tiveram a maior alta em 20 anos, em meio à procura dos pais para que os filhos deixem de lado as telas do iPad e celulares. Já Elton John virou uma Barbie – tipo não é ele, mas tem chapéu de Rocket Man e jaqueta “Elton”.
Sushi and sake and tattoos, oh my.
Terminando… o Japão quer acabar com o tabu da tattoo e conta com os atletas olímpicos internacionais próximo ano para tornar a tatuagem mainstream no país.
Baby, come back.
Para terminar, a mega busca na Irlanda depois que desapareceu Fungie, o golfinho-celebridade, sucesso há 40 anos.
