
“Worcester, nos EUA.” – é onde foi parar a corredora que confundiu o local da prova: Worcester, Inglaterra. Ela correu a meia maratona sozinha e ganhou uma medalha simbólica da organização. Miga, prestenção.
Get This Party Started
A notícia.
O mundo se encontra hoje em Nova York.
Moendo os grãos.
Como acontece todo ano desde 1952, a galera se reúne na Big Apple para a principal data no calendário da Organização das Nações Unidas, a Assembleia-Geral. Uma semana cheia de painéis, comissões, votações, grupos de trabalho, e, claro, os discursos dos líderes mundiais. Os nova-iorquinos terão que conviver com quase 200 chefes de estado aterrissando na cidade nos próximos dias.
Quando começou isso?
Criada após a 2a Guerra Mundial, em 1946, a primeira Assembleia-Geral contou com 51 líderes mundiais, em Londres, incluindo Reino Unido, Arábia Saudita e Brasil. Desde então, a lista cresceu. O que não mudou é que o Brasil é o primeiro a discursar. Os discursos são de 15 minutos – mas se quiser passar do tempo, fique à vontade. O mais longo discurso na Assembleia da ONU foi o de Fidel Castro em 1960: 4 hrs e 29 minutos.
It’s showtime.
O Debate Geral já foi palco de algumas das declarações políticas mais bafônicas. Em 1974, o presidente palestino Yassar Araft conclamou o direito da Palestina a um estado soberano. Em 2006, Hugo Chavez chamou George W. Bush de “o diabo”. Em 2009, Muamar Kadafi, da Líbia, rasgou o estatuto da ONU. Esse ano, o tema é “erradicação da pobreza, educação de qualidade, ação climática e inclusão”.
Assim caminha a humanidade.
Ao longo da semana, os países vão votar para aprovar ou não resoluções sobre questões que afligem a população mundial. Entre os assuntos que estão na ponta da língua esse ano:
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Greta, the great. Crise climática: A discussão do momento movimentou ontem a ONU com a Cúpula de Ação Climática, onde 60 líderes mundiais discursaram. Quem também participou foi a ativista Greta Thunberg, que brilhou. Trump, que disse que não compareceria, deu uma passadinha de surpresa. Macron criticou a ausência do Brasil.
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Curry feelings. A Caxemira: o que falará o Paquistão? Sobre a decisão super polêmica da Índia de revogar o ‘status especial’ da Caxemira, que deixa de ser semi-autônoma. A região é disputada entre os dois vizinhos, que já tiveram três guerras, desde 1947, por causa dela. No domingo, Trump foi ao comício no Texas dedicado ao presidente indiano Modi, que estava radiante no palco.
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Águia & dragão. Comércio mundial: Conversas paralelas entre os ministros de economia dos EUA e da China tentarão criar um ambiente mais “produtivo” para quando as negociações retornarem. Os dois países recentemente pausaram a guerra de tarifas. Mas muita gente na Casa Branca quer que Trump fale dos protestos em Hong Kong e cite algo que ele nunca aborda: direitos humanos.
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Mil e uma noites no Oriente. Irã X Arábia Saudita: Até recentemente parecia que Trump, que rasgou o acordo nuclear iraniano, faria história ao se reunir com o presidente do Irã – mas os ataques à petrolífera saudita acabou com essa ideia. O presidente iraniano, que nega o ataque, discursa amanhã.
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Clubinho. Sinal dos tempos: Trump, conhecido pelo gosto por polêmicas, rumores alarmantes, e bombas diplomáticas, é o segundo a discursar hoje. Antes vem Bolsonaro, chamado às vezes de mini-Trump, que também nega a mudança climática. Após Trump, vem Sisi do Egito, o general que derrubou o primeiro presidente eleito e a Primavera Árabe no país. E então Erdogan, o presidente cada dia mais autoritário, da Turquia.
O chinês Xi Jinping não participará da 74a Assembleia-Geral, como informado ontem – e quem também faltará esse ano: o israelense Netanyahu, o russo Putin, e o venezuelano Maduro.

72 horas.
Três dias após a morte de Ágatha, o governador do Rio falou pela primeira vez sobre o crime. Witzel defendeu a Polícia Militar, que ainda não esclareceu a origem do disparo, e culpou usuários de drogas e traficantes pelo assassinato da menina de oitos anos. Ele disse ser “indecente usar caixão pra palanque”, mas aproveitou para fazer uma emocionada defesa da ideia de liberar a punição de policiais “sob violenta emoção” que matem em serviço – proposta do ministro Sérgio Moro.
Guardiões da floresta.
Em um evento durante a Cúpula de Ação Climática da ONU, o presidente francês Macron convidou o grupo dos ‘estados da Amazônia’ para uma reunião em NY sobre o futuro da maior floresta tropical do planeta. O Consórcio Interestadual da Amazônia Legal é uma entidade jurídica formado por 9 estados, como Amazonas e Mato Grosso, que busca criar parcerias com outros países, que queiram fazer doações aos governos estaduais. Bolsonaro é contrário.
Oh Mickey, you’re so fine!
A Walt Disney quase comprou o Twitter, mas desistiu no último minuto por causa do caráter maldoso e ofensivo da plataforma. A revelação está no memoir do CEO da Disney, Bob Iger, que lançou ontem seu livro. Em entrevista ao NYT, “o CEO mais simpático de Hollywood” conta sobre os dramas familiares, os projetos faraônicos como a Disney Shangai, e por que o Twitter o assombra.
Messias.
Messi igualou Marta ao levar, pela sexta vez, o troféu de melhor jogador do mundo ontem em Milão no prêmio da Fifa. A brasileira também tem seis troféus. Messi, que não ganhava desde 2015, desbancou o holandês Virgil Van Djik e o português CR7, que nem deu as caras.
Playing videogames.
Terminando… um joguinho com cenário pós-apocalíptico para gerar assunto entre usuários. É essa a solução do Tinder para um problema crônico no app: as conversas que morrem, assim que começam.
Queima a bruxa.
Para terminar, Somos Todos Fernanda: a classe artística está em choque com os ataques públicos contra Fernanda Montenegro.
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Uma super terça. Até amanhã.
