
“São cachoeirinhas.” – um fanático (e dedicado) amante das massas criou, após três meses, novo formato de pasta. Mamma mia, espaguete já cansou, né?

300 MIL DESPEDIDAS
A notícia.
Epicentro mundial da pandemia, Brasil atingiu os 300 mil mortos por Covid-19.
Moendo os grãos.
Apenas 75 dias após registrar 200 mil mortos, e na semana em que o quarto ministro da Saúde foi empossado, o Brasil chegou ontem à marca assustadora de 300 mil almas levadas pela pandemia do coronavírus. Se foram necessários cinco meses para o país ir das 100 mil para 200 mil mortes, agora, em apenas dois meses e meio, o país acumulou mais uma centena de milhares de túmulos.
Luto coletivo.
Quando passamos meses ouvindo que milhares de pessoas morrem diariamente, e que dia após dia, 2 mil, 3 mil pessoas, perderam a vida de uma só vez, é preciso um esforço ativo para entender o peso de tamanha catástrofe. O número macabro supera a população de praticamente todas as cidades do país. Apenas 1,7% das cidades brasileiras têm mais habitantes do que o número de óbitos pela Covid-19.
Pandemicídio.
O Brasil, que tem 2,7% da população mundial, responde por 11% das mortes no planeta. Os números já não estão longe da gente. É o avô do amigo, a tia do vizinho, é alguém que mora na nossa rua. Todos perdemos ou conhecemos alguém que se foi. Em meio à falta de testes, tratamentos milagrosos sem comprovação, fronteiras abertas, quarentenas frouxas, brigas entre autoridades, e falta de liderança e coordenação federal, o presidente foi essencial na equação.
Extreme makeover.
Não à toa, em meio aos recordes consecutivos de mortes diárias, ontem o Ministério da Saúde mudou a metodologia para contagem de óbitos. O sistema passou a ter novas obrigatoriedades como número do plano de saúde. A alteração provocou queda artificial nos registros e, após repercussão negativa, o ministério voltou atrás nas mudanças.
Mais cedo.
Bolsonaro se reuniu com chefes dos poderes Legislativo e Judiciário e voltou a defender cloroquina e condenar o lockdown. O presidente foi cobrado sobre sua “retórica radical” e o presidente da Câmara, Arthur Lira, perdeu a paciência, ameaçando-o com “remédio amargos” vindos do Congresso, “alguns fatais”. Hmm.
Enquanto isso.
Políticos e empresários tomam vacina às escondidas. Eles tomaram nessa semana a 1a dose da vacina da Pfizer, em Belo Horizonte. Comprada por iniciativa própria, as duas doses custaram 600 reais a cada pessoa e não foi repassada ao SUS como exige a lei.
Acelera aê!
A vacinação continua lenta; 2,09% da população recebeu as duas doses (sem contar quem vem recebendo escondido). Nesta velocidade, levará mais de 4 anos para imunizar os brasileiros. Ontem o nosso 4o ministro da Saúde pediu um voto de confiança e prometeu 1 milhão de vacinas por dia. Bora.

E se eu saísse à francesa.
Em meio ao terceiro lockdown em Paris, um vídeo cheio de erros e fake news – como o uso da cloroquina por lá – feito por brasileiro na França viralizou no Brasil. Na Alemanha, sob pressão por ter novamente estendido o lockdown, Angela Merkel voltou atrás ontem e desistiu da quarentena total na Páscoa. Enquanto isso, em meio à nova onda e falta de vacina, a União Europeia aprovou legislação para impedir que vacinas deixem o continente europeu por seis semanas.
Stop right now, thank you very much.
Uma das rotas mais importantes do comércio global, o Canal de Suez, no Egito, está bloqueado desde ontem depois que um imenso navio (do tamanho do Empire State) encalhou e bloqueou sem querer toda a passagem, causando um super congestionamento naval. Cerca de 15% de tudo o que é comercializado no mundo passa pelo Canal de Suez.
Relax! Take it easy, Wall Street.
Nada de calls no Zoom às sextas, decidiu o Citigroup. A nova CEO do banco de investimento americano, Jane Fraser, avisou aos funcionários que as videochamada estão proibidas nas sextas como meio de ajudar no bem-estar da galera: “os limites entre casa e trabalho foram borrados e o dia útil na pandemia se tornou implacável”. Sextou! Já no Goldman Sachs, o staff jovem se rebelou contra as práticas de home-office do banco consideradas abusivas.
La dolce vita.
Terminando… é sério, golfinhos foram filmados nos canais de Veneza. Em meio ao lockdown, e após vários falsos testemunhos, o animal foi enfim visto por lá.
Tamanho é documento.
Para terminar, cientistas enfim descobriram o porquê de nosso imenso cérebro – em comparação com outros primatas.
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Uma quinta-feira produtiva. Até amanhã.