
“Unsubscribe.” – filme gravado no Zoom que custou um dólar e chegou ‘ao topo das bilheterias‘. Hollywood não lançou nada na pandemia. Blockbuster who?

Show do Milhão
A notícia.
Ultrapassamos a marca de 50 mil mortos e mais de 1 milhão de casos de Covid-19.
Moendo os grãos.
Apesar do Brasil ter sido o último país acometido pelo coronavírus dentre as 15 maiores nações do mundo, pouco se aprendeu com os países atingidos antes. Uma série de erros nos coloca hoje como o segundo país com o maior número de diagnósticos e maior número de mortes – atrás apenas dos EUA. E o que está ruim, de acordo com epidemiologistas, pode ficar pior com a chegada do inverno.
Mau exemplo.
Enquanto diversos países conseguiram amenizar os impactos de uma primeira onda do coronavírus – e já começam a falar em uma segunda onda –, no Brasil, a primeira onda está longe do fim. Em meio à falta de testes, apagão de dados, fronteiras abertas, quarentenas frouxas, brigas entre autoridades, e falta de liderança central, o Brasil se tornou pária global.
Lembrando.
Que o número de óbitos deve ser ainda mais alto, já que são muitas as subnotificações. Um levantamento mostra que o Brasil deve ter, ao menos, 21 mil mortes a mais por Covid-19 que não foram diagnosticadas como tal.
Em tempo.
A pandemia vem escancarando as desigualdades das regiões e do próprio sistema de saúde. O coronavírus mata 13 vezes mais no Norte do que no Sul.
Enquanto isso.
No Rio Grande Sul, um homem se negou a usar máscara em mercado, esfaqueou o gerente e foi morto a tiros.
Olha a Onda, Olha a Onda
A notícia.
Doze estados batem recorde de casos de Covid-19 e os EUA se preparam para uma 2a onda.
Moendo os grãos.
Em meio à reabertura da economia, vários estados, como Flórida e Texas, têm registrado recordes diários de casos de coronavírus. Para a comunidade médica, o novo aumento tem a ver com o retorno das aglomerações já no feriado do Memorial Day, além dos protestos antirracistas que tomaram conta do país. E a Flórida é que deve se tornar novo epicentro dos EUA.
Concrete jungle.
Já em NY– que se tornou epicentro do coronavírus nos EUA ainda em março –, o número de casos vem diminuindo desde meados de abril. Hoje NYC continua a reabrir. Agora chegou a vez de reabrir escritórios, áreas externas dos restaurantes, e lojas. Cerca de 300 mil pessoas voltam a trabalhar.
Enquanto isso.
Trump fez o primeiro comício desde o início da pandemia. Em Tulsa, cidade no Oklahoma, que ficou para sempre marcada pelo massacre de negros em 1921, Trump disse que o passado dos EUA é glorioso e é um absurdo a derrubada de estátuas de racistas famosos. O filho de Trump também discursou e chamou manifestantes de “animais”. No comício, o presidente ainda disse que os EUA têm tantos casos por testar demais e por isso quer diminuir a testagem. O fato é que o comício teve bem menos gente do que esperado – graças a TikTokers e fãs de K-pop. Sério.

Bienvenidos, turistas.
A Espanha encerrou ontem o estado de emergência decretado em meio à pandemia e reabriu as fronteiras – fechadas desde o dia 14 de março. Já aqui ao lado, o Chile adotou estratégia errada contra o Covid, perdeu o controle e vê o sistema de saúde no país prestes a colapsar. E a Argentina, que chegou a marca de mil mortos, é um dos países que melhor vem amenizando a pandemia nas Américas.
Lanterna dos afogados.
Pela primeira vez desde o início das investigações sobre o gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, o MP encontrou provas de que o miliciano Adriano Nóbrega, morto em fevereiro, era parte do ‘núcleo duro’ de Flávio. Em tempo, o delegado da PF que fez diligência do patrimônio de Flávio concluiu que é compatível com a renda, justamente o contrário das suspeitas da Promotoria. Já Queiroz, enquanto esteve sumido, foi ao Rio três vezes com a ajuda de bolsonaristas.
I’m in Miami, bitch.
Apesar de ser investigado em dois inquéritos, incluindo o que apura ameaças contra o Supremo, o ex-ministro da Educação já está nos EUA. Abraham Weintraub só conseguiu entrar no país no sábado por que ainda era ministro e usou o passaporte diplomático (brasileiros estão proibidos de entrar nos EUA). Bolsonaro publicou a demissão de Weintraub logo depois dele desembarcar por lá. Antes de partir, ele tuitou: “agora é evitar que me prendam, cadeião, e me matem.”
Entrando numa frias.
O ex-galã de Malhação, Mario Frias, é o novo secretário de Cultura. Ele já é o quinto secretário em um ano e cinco meses de governo Bolsonaro.
Black parade.
Terminando… Beyoncé celebrou Juneteenth* lançando música nova.
*Dia que marca o fim da escravidão nos EUA em 19 de junho de 1865.
Mochileiro das Galáxias.
Para terminar, astrônomos fizeram um mapa incrível do universo.
