
“Melbourne Orlando Airport.” – assim foi rebatizado o Orlando Melbourne Airport para encerrar processo de que o antigo nome confundia passageiros rumo à Disney. Agora sim.

Essa É a Mistura do Brasil com o Egito
A notícia.
Feministas egípcias ajudaram na prisão de assediador brasileiro.
Moendo os grãos.
O movimento Speak Up, uma iniciativa voltada para o suporte de vítimas de assédio no Egito, foi fundamental para que o médico Victor Sorrentino fosse preso no Cairo por ofensas sexuais a uma vendedora de papiros na cidade de Luxor – só assim as denúncias chegaram às autoridades. Nessa semana, o Ministério Público egípcio anunciou a prisão preventiva do brasileiro, enquanto aguarda investigações.
Eu falei faraó.
O caso envolvendo o médico bolsonarista – sim, ele é um declarado fã do presidente* – é um caso típico de assédio recreativo. Contando com a gentileza de uma mulher sorridente que acolhe a tentativa de um estrangeiro de se comunicar, Sorrentino, ao fingir que pergunta sobre papiros, faz perguntas obscenas do tipo “vocês gostam mesmo é do bem duro” e “comprido fica legal, né?”.
*Que traz no currículo diversas ofensas sexistas: do ‘não te estupro por que não merece’ à deputada petista ao “dei uma fraquejada” sobre a única filha mulher, passando por ofensas a jornalistas mulheres (ontem mesmo chamou Dan Lima, da CNN, de “quadrúpede”).
Por que assédio recreativo?
Este tipo de assédio, por ganhar a cumplicidade de quem ri e se diverte, se torna teoricamente mais discreto e mais difícil de identificação. Um riso nada libertador, com base em estereótipos e um projeto estrutural de dominação para o riso de outros homens. É o mesmo com o ‘racismo recreativo’ que, disfarçado pelo riso do opressor, naturaliza o racismo sistêmico.

Pandemônio.
O governador do Amazonas foi alvo de operação da PF e o secretário de Saúde do estado recebeu ordem de prisão. A chamada Operação Sangria investiga supostas fraudes e desvios na construção do hospital de campanha de Manaus. Durante a ação, um empresário, dono de um hospital, recebeu a PF a tiros. O secretário de Saúde falou em “politização da pandemia”.
Royal mess.
Documentos recém-descobertos revelam que o Palácio de Buckingham proibiu a contratação de minorias étnicas para cargos administrativos até, pelo menos, os anos 1960. Os documentos, que com certeza reiniciarão o debate sobre a monarquia britânica e questões raciais, mostram que “imigrantes de cor” estavam proibidos de funções como atender o telefone ou organizar papéis ligados à realeza.
Pride month, they said.
Nada diz ‘é junho, mês do orgulho LGBT,’ como a proibição de que mulheres trans participem de competições femininas. A nova lei do governador republicano da Flórida vai contra políticas inclusivas do governo federal. No primeiro dia na Casa Branca, Biden assinou decreto que proíbe discriminação com base em orientação sexual ou identidade de gênero. Ativistas denunciaram a medida na Flórida como “transfobia”.
Moooo-tivation.
Terminando… cidade filipina sorteará uma vaca por mês para pessoas vacinadas.
Strike a pose.
Para terminar, Malala, a nova capa da Vogue.
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Uma esplendorosa véspera de sexta. Até amanhã.