
“Tentou me matar.” – mulher acusada de abandono de menor diz que, na verdade, a filha adotiva é uma anã adulta. Acontece nas melhores famílias.

Esqueça Se Ele Não Te Quer
A notícia.
Em crise com Bolsonaro, o PSL jantou ontem com Moro.
Moendo os grãos.
O presidente parece que quer mesmo deixar seu partido. Ontem ele parou pra falar com um grupo de apoiadores, quando um deles se apresentou como pré-candidato do PSL de Recife. Bolsonaro então diz que o presidente do partido, Luciano Bivar, “tá queimado pra caramba” e cochicha, “esquece o PSL, tá ok?”. O rapaz ignora e gravando o vídeo diz, “Eu, Bolsonaro e Bivar por um novo Brasil.”
Corta. Grava de novo.
O presidente responde, “cara, divulga isso não. Esquece esse cara, esquece o partido”. Eu ouvi crise? Claro. O PSL não gostou nadinha. O líder no Senado, Major Olimpo, se disse “perplexo”. Bivar é tido como peça chave na eleição de Bolsonaro, e o PSL, um partido-anão, elegeu três governadores, e a segunda maior bancada da Câmara na onda bolsonarista. Agora vive uma briga interna pelos milhões do fundo eleitoral.
Laranjas mecânicas.
A sigla ainda tá envolvida no laranjal de candidaturas de fachada que teriam sido usadas para lavar dinheiro e pagar, inclusive, a campanha de Bolsonaro, de acordo com a investigação em andamento. Sobre a acusação, Bolsonaro nada explicou, mas atacou a Folha, elevando o tom contra a imprensa: “mentirosa”. Por sinal, ontem o ministro do Turismo foi convocado a depor no Senado.
Troca-troca.
O fato é que o presidente já pensa em trocar de ‘casa’. Ao contrário de democracias sólidas onde alguns poucos partidos bem estruturados duelam na arena política (em meio a diversas correntes internas), no Brasil, o nascimento de novos partidos e o troca-troca entre eles é gritante. Se os EUA têm dois grandes partidos, e a França possui cinco, o Brasil já tem mais de 30.
Falastrão
O falatório rendeu ontem.
Além de PSL, o presidente comentou as denúncias do Ministério Público sobre tortura em presídio do Pará sob intervenção federal: “Só perguntam besteira. Lavem a cabeça dessa imprensa fétida,” e comentou o prêmio Camões – o mais importante da Língua Portuguesa – recebido por Chico Buarque esse ano. Bolsonaro precisa assinar o diploma do prêmio: “Assino até 2026,” disse.

O Jeito É Dar Uma Fugidinha
A notícia.
A coisa tá cada dia mais quente no Equador e ontem o presidente abandonou a capital.
Moendo os grãos.
É a terceira vez na história do Equador que a capital é transferida provisoriamente. Em meio a milhões de manifestantes nas ruas, o presidente Lenin Moreno decidiu ser hora de partir. Desde a semana passada, os equatorianos protestam contra o aumento da gasolina – que há mais de 40 anos era subsidiada pelo governo. Não mais. O presidente diz que não volta atrás.
Equa-DOR.
Ontem milhões de manifestantes indígenas entraram em confronto com a polícia e chegaram a invadir o parlamento. A polícia retribuiu com muita porradaria e gás lacrimogêneo. Algumas refinarias foram tomadas pelos manifestantes – e o Equador diminuiu a produção de petróleo. Na sexta, o presidente já havia decretado estado de exceção. Há dias não há transportes ou aulas no país. Tenso.
Vamos pa’ la playa.
Na TV, Moreno disse que o governo sofre “ameaças” e foi alvo de um “golpe de estado”; agora o país passa a ser liderado a partir da cidade portuária de Guayaquil. O Equador conquistou a democracia, há 40 anos. Nesse meio tempo, houve 3 constituições e, nada menos, que 14 presidentes.

Don’t be a drag, just be a queen.
O Supremo dos EUA começou ontem um julgamento histórico sobre direitos LGBT: pode uma empresa demitir o funcionário com base na sexualidade? O caso é o de Aimee Stephens, demitida após revelar ao chefe que era uma mulher trans. O julgamento redefinirá o Ato dos Direitos Civis de 1964, que proíbe descriminação no trabalho com base em raça, cor ou sexo, ao incluir – ou não – orientação sexual.
Pão francês indigesto.
Depois da Áustria, ontem a segunda maior economia europeia, a França, bloqueou o acordo fechado em junho entre Europa e América do Sul – após 20 anos de negociações. Os franceses disseram que não assinarão o acordo por causa da política ambiental de Bolsonaro, que não respeita a Amazônia. Já tem alguns meses que o presidente Bolsonaro troca socos com o presidente Macron.
Vapt-vupt.
O novo comandante do Ministério Público, o procurador-geral Augusto Aras, demitiu um militar que não agradou Bolsonaro. Nomeado por Aras para fazer um pente-fino na Procuradoria-Geral da República, e abrir a ‘caixa-preta’ da PGR, o general foi demitido com menos de uma semana no cargo. Falando em PGR, o ex-chefe do MP, Rodrigo Janot, lançou ontem seu livro em Brasília – e quase nenhum procurador apareceu.
O meu papo é futurista.
Na semana do Nobel… hoje é dia de Química. Ontem o Prêmio Nobel de Física foi entregue a três cientistas que “mudaram para sempre as concepções do mundo”. Como chegamos aqui? Estamos sozinhos? Eles não responderam essas perguntas, mas ajudaram nesse caminho da evolução do universo. Ainda nos cosmos, a NASA lança hoje uma missão para estudar a ‘fronteira’ do espaço.
I’m a diva.
A pequenina deusa, Simone Biles, fez mais História ao se tornar a recordista de medalhas em Mundiais de Ginástica. É a 15a medalha de ouro de Biles, e a 21a medalha da carreira – apenas duas a menos que as 23 do bielorrusso Vitaly Scherbo, que tem o recorde entre homens e mulheres.
Now let’s get in formation.
Para terminar, faltam dois meses para o fim da segunda década do século 21. E estas são as melhores músicas dos anos 2010.