
“Maioria dos pedidos vinham de chefs estrelados.” – com os restaurantes Michelin fechados, ninguém mais compra trufas. Truffle shuffle.
Rest in Power
A notícia.
Imensos protestos antirracistas nos EUA estão cada vez maiores e mais fortes. Hoje, pelo nono dia, não será diferente.
Moendo os grãos.
Apesar das ameaças de Trump de enviar tropas para as ruas dos EUA contra civis americanos, as manifestações que se iniciaram com a morte de George Floyd continuaram por mais um dia seguido. A maioria dos atos são pacíficos, outros, no entanto, têm se tornado violentos num piscar de olhos, e nem sempre por culpa dos manifestantes (ou de vândalos infiltrados).
No justice, no peace.
Em Atlanta, há seis pedidos de prisão contra policiais filmados usando tasers e arrastando dois universitários (negros) para fora de seus carros – por descumprirem o toque de recolher. Em St. Louis, no Missouri, e em Las Vegas, Nevada, houve tiroteio entre policiais e manifestantes. Confusão também em NYC, que voltou a enfrentar saques em lojas como Nike, Macy’s, Coach e Bergdorf Goodman – sempre à noite, após dias inteiros de protestos pacíficos.
Don’t shoot.
Em 2020, novos pontos – em bairros nobres – tem se tornado palco dos protestos. A agitação em Beverly Hills e SoHo mostram como as cidades americanas mudaram desde os anos 1960 – década em que aconteceram os últimos grandes protestos antirraciais. Dessa vez, manifestantes esperam que este seja um ponto de inflexão verdadeiro na violência policial.
Isolado?
A ideia de Trump de atirar em manifestantes para poder tirar fotos em uma igreja continua sendo criticado por políticos, e militares reformados têm se posicionado contra o uso do Exército. Ontem o ex-presidente republicano, George W. Bush, se mostrou a favor dos protestos e pediu fim do “racismo estrutural”.
Enquanto isso.
Quadradinhos pretos lotaram o Instagram de todos ontem. Parte de um protesto digital que pedia um dia de reflexão, o #BlackoutTuesday foi adotado de Rihanna e Yoko Ono aos Rolling Stones, o que fez muita gente ponderar que os próprios posts do #BlackLivesMatter estavam sendo silenciados.

A Coisa Tá Preta. Ou Não, Né
A notícia.
O escolhido de Bolsonaro para cuidar da cultura afro-brasileira chama o movimento negro de “escória maldita” que abriga “vagabundos”.
Moendo os grãos.
Em áudios revelados ontem pelo Estadão, o presidente da Fundação Palmares – pasta ligada à secretária da Cultura que cuida do fomento à cultura negra – mostra desprezo pelo Dia da Conscientização Negra e afirma que “macumbeiro” não receberá um centavo da agência. Sérgio Camargo, que é negro, foi indicado ano passado pelo presidente e compartilha dos ideais bolsonaristas.
Tipo.
Ele já negou “racismo real” no Brasil (não seria tão grave quanto nos EUA) e já disse que o sistema escravocrata, que perdurou por séculos nas Américas, foi “benéfico para seus descendentes”. O próprio Bolsonaro já culpou negros pela escravidão e já foi denunciado por racismo quando usou ‘arrobas’ (pesagem de gado) para descrever moradores de quilombos – assentamentos feitos por escravos fugidos.
Relembrar é viver.
Em 2018, durante as eleições no Brasil, David Duke, ex-líder do grupo supremacista branco Ku Klux Klan, elogiou Bolsonaro e disse “ele soa como nós”.

Não para não.
O Brasil bateu novo recorde de mortes diárias e registrou 1.262 novas óbitos em 24 horas. O país soma agora 31.199 mortos por Covid-19, apenas outros três países, além do Brasil, têm mais de 30 mil mortes: Itália, Reino Unido e EUA. Já o número de casos confirmados está em 555 mil. A Organização Pan-americana de Saúde, braço da OMS, se disse preocupada com os brasileiros.
Mais que amigos, friends.
A Casa Branca informou ontem que Trump e Bolsonaro tiveram um telefonema amistoso no qual foi discutido a expansão do uso da cloroquina, que não possui comprovação científica no combate à Covid-19. Com restrições da FDA (a Anvisa americana), os EUA doaram ao Brasil 2 milhões de doses de cloroquina. O presidente da comissão de Relações Exteriores do Congresso dos EUA se disse “chocado” com a decisão de Trump de enviar a substância.
Book of faces.
Em resposta aos funcionários, Mark Zuckerberg defendeu ontem a abordagem do Facebook com os posts de Trump. Diferentemente do Twitter que resolveu alertar sobre fake news, Zuck diz que não cabe a ele julgar as postagens presidenciais. Dias atrás, executivos do Facebook se revoltaram com a tratamento que o chefe vem dando à questão e organizaram uma greve – virtual.
Hey all you cool cats and kittens.
O antigo zoológico de Joe Exotic foi parar nas mãos de sua rival Carole Baskin, decidiu um juiz em Oklahoma ontem. “Tiger King”, a série da Netflix sobre Joe, Carole, assassinatos e tigres, se tornou hit na pandemia.
Puppy love.
Terminando… alguém descobriu uma maneira genial de manter seu cãozinho entretido para todo o sempre dentro de casa. Amém.
Baby, you’re a firework.
Para terminar, queima de fogos no Japão. Foram vários shows surpresas para levantar o ânimo da galera.
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Uma quarta-feira empoderada.
Até amanhã.
