
“Pistachio.” – é o nome desse raro cachorrinho italiano de cor naturalmente verde. 50 shades of green.
American Boys
A notícia.
Em um debate muito mais civilizado, mas não menos dramático, Trump e Biden trocaram ataques e exibiram visões bem diferentes de América.
Moendo os grãos.
No debate final, a missão de Trump era uma só: colar em Joe Biden a tarja de “político corrupto”, remetendo à primeira campanha, quando falava em ‘limpar o pântano de Washington’. Já a missão de Biden era mostrar o quão despreparado e picareta é o presidente americano, deixando claro que não estão em jogo apenas duas agendas de país, mas a própria alma da nação. Entre os principais highlights:
Pandemia, claro.
Trump começou cantando vitória: “estou imune… fiz um tratamento que poderia chamar de cura”. E afirmou que o vírus está indo embora. Bom, os EUA enfrentam 3o pico, pincipalmente no Centro-Oeste. Biden afirmou que o presidente até hoje não tem um plano e que o país vai enfrentar um “longo inverno”. Trump argumentou que fechou as fronteiras com a China, e então atacou estados democratas (que fizeram isolamento) como NY (“estado fantasma”). Biden disse não distinguir entre estados vermelhos e azuis, são todos Estados Unidos.
Interferência estrangeira / corrupção.
Após ser chamado de marionete de Putin, Trump acusou Biden de receber milhões da Rússia, e que ninguém nunca foi mais duro com os russos, do que ele próprio. Biden disse que nunca recebeu dinheiro e disponibilizou 20 anos de IR, mas Trump nunca revelou nada: “o que você esconde?”, perguntou ao falar da conta chinesa de Trump – descoberta só agora. O presidente aproveitou para mencionar o tabloide New York Post e o caso sobre Hunter Biden, que envolve suposto material conseguido por Giuliani com hackers russos.
Imigração.
Biden disse que vai abrir caminho para os ‘Dreamers’ – imigrantes que chegaram crianças aos EUA e encontram-se em um limbo criado pelo governo Trump. Ele alertou sobre como se tornou difícil conseguir asilo nos EUA e lembrou que há 545 crianças sob guarda dos EUA, cujos pais foram ‘perdidos’ pelas autoridades. Apesar da alta taxa de detenção nas fronteiras, o governo Obama não separava famílias.
Racismo.
Biden disse que existe racismo institucional, e apesar da Constituição afirmar que “todo mundo é igual,” o povo nunca vivenciou isso na plenitude, mas que o país tem sempre avançado; mas Trump, de acordo com Biden, é o primeiro a dizer: ‘não existe mais progresso a ser feito’. Trump rebateu dizendo que ele é a pessoa “menos racista” e quem mais fez pelos negros desde Abraham Lincoln. Biden lembrou o histórico racista de Trump – como o caso ‘Central Park 5’ – e as leis aprovadas por Obama no quesito criminal.
Meio ambiente / clima.
Biden disse ter chegado a hora dos EUA mudarem de petróleo para energia renovável. Trump minimizou as atuais taxas de poluição.

Under his eye.
Ao lado de ditaduras e regimes autoritários, os EUA de Trump romperam com uma tradição diplomática de 80 anos e se uniram ao Brasil de Bolsonaro em uma declaração inédita contra o aborto. Os 32 países, batizados de ‘Conselho de Genebra’, excluem os países europeus ocidentais e se opõe à Declaração dos Direitos Humanos da ONU, que garante base para leis pró-aborto e casamento ente pessoas do mesmo sexo.
Rains down in Africa.
O país mais populosos da África, a Nigéria, enfrenta os maiores protestos em mais de década contra a brutalidade policial e a hashtag #EndSARS domina as redes. SARS (Special Anti-Robery Squad) é um esquadrão criado nos anos 1980, mas que passou a cometer crimes a revelia do próprio Estado. Na terça, policiais atiraram contra manifestantes pacíficos ajoelhados e mataram 12 nigerianos. Enquanto o presidente pede calma, crescem as suspeitas de que o governo corte o acesso à internet. Tenso.
Bolsoquistão.
Em meio à guerra das vacinas, Bolsonaro disse ontem que não comprará a CoronaVac, mesmo se aprovada pela Anvisa e afirmou que a vacina apresenta falhas na segurança por sua “origem”. Ontem o Butantn informou que a Anvisa – agência de vigilância sanitária – vem retardando a importação de matéria-prima para impedir a fabricação da vacina chinesa no país. Em tempo, a nova diretoria da Anvisa reúne militar bolsonarista, apadrinhado do Centrão e defensora da cloroquina.
Novo normal.
Ministro do STJ apareceu sem calças em sessão por videoconferência do Superior Tribunal de Justiça. Já nos EUA, um famoso jornalista foi demitido, após se masturbar em reunião com colegas da New Yorker – ele, que também aparecia na CNN, achou que a câmera estava desligada.
Cheers to the freaking weekend.
Terminando… estreia hoje “Borat 2” no Amazon e nova versão do classiquinho “Witches” no HBO Max. Ah, e enfim chegou ao fim a saga de “Velozes Furiosos”.
Andar com fé.
Para terminar, este prédio que ‘andou’ na China e, em 18 dias, foi de um local para outro.
