
“Estive bem ocupado ultimamente.” – o motorista que foi parado com placa vencida desde 1997. Quem nunca?

Mostra a Tua Cara
A notícia.
Os acusados pela morte de Marielle irão a júri popular.
Moendo os grãos.
Faltando quatro dias para o assassinato da vereadora carioca completar dois anos, nesse dia 14 de março, o juiz Gustavo Kalil, do Rio, decidiu ontem que o sargento reformado da Polícia Militar, Ronnie Lessa, denunciado por atirar contra Marielle, e o ex-PM Élcio de Queiroz, denunciado por dirigir o Cobalt prata usado no crime, vão ser julgados em tribunal popular ainda este ano.
Detalhes tão pequenos.
Os dois foram presos há um ano e chamou a atenção então o pente-fino da Polícia Civil na casa de Ronnie – coincidentemente, ele mora no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro (onde uma casa custa milhões). Ronnie, por sinal, atuou na guarnição da PM já comandada pelo mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli. Fun fact.
O retrato que eu te dei.
Já em outubro passado, foram presos ainda a esposa de Ronnie Lessa, o irmão dela, além de dois cúmplices do policial. Um deles, Josinaldo Freitas, o Djaca, tem duas fotos ao lado de Bolsonaro. Ele não é o único envolvido no assassinato que possui fotos com Bolsonaro. Élcio também tem foto com o presidente do Brasil. “Até agora, é tudo coincidência”, diz o MP-RJ.
Presente
A vítima.
Nascida e criada na Maré – uma das mais violentas favelas do Rio –, a vereadora era nova na Alerj (Legislativo do Rio) – entrou em 2016 – e levantava as bandeiras dos direitos civis, dos mais pobres, do negro. Formada na PUC em sociologia, ela decidiu pelo ativismo social, após perder a amiga num tiroteio entre policiais e traficantes; era conhecida por denunciar as milícias.
Um símbolo exterminado.
Com a morte da parlamentar, 46 mil pessoas foram mortas de uma só vez: “Uma das únicas mulheres negras da periferia que venceu a barreira eleitoral e conquistou posição no legislativo”. Ou seja, um ataque à própria democracia. A ideia de renovação política, para sempre, assassinada.

2018, o ano sem fim.
A Justiça Eleitoral e o Supremo rebateram ontem Bolsonaro e defenderam o sistema eleitoral. De acordo com o presidente, há provas de que houve fraude nas últimas eleições e por isso ele não venceu em primeiro turno – ele ainda não apresentou as provas. O governador de São Paulo, João Doria sugeriu então realizar novas eleições. A oposição acionou a Justiça para investigar as falas do presidente.
I’m still Joey from the block.
Na segunda Superterça do ano, seis estados realizaram primárias e Joe Biden é o grande vencedor. De novo. O ex-vice-presidente se saiu vitorioso em quatro estados, incluindo o Michigan – um dos principais estados do Centro-Oeste. Já Bernie Sanders venceu em dois estados; mas mais uma vez teve uma péssima performance entre eleitores negros – segmento essencial para vencer as eleições.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
Com mais cinco casos no Rio e outros três em SP, o Brasil tem agora um total de 34 infectados com o coronavírus. Ontem Bolsonaro disse que o vírus “é muito mais fantasia” do que alardeia a “grande imprensa”. Em tempo, o italiano Giorgio Armani doou 1 milhão de euros para combater o vírus; o Coachella foi cancelado por causa do coronavírus; e o mesmo deve acontecer com o Festival de Cannes.
Tudo que sobe, desce. E vice-versa?
Após o pânico nas bolsas por causa do coronavírus e da guerra de preço do petróleo, os mercados reagiram ontem e a bolsa brasileira subiu cerca de 7%; o dólar recuou para R$ 4,65. Na segunda, o Down Jones teve o pior dia desde a quebra do Lehman Brothers em 2008 e o Ibovespa assistiu ao maior tombo dos último 20 anos – pior desempenho entre diversas bolsas europeias e asiáticas.
América e o pé de feijão.
Terminando… o feijão tem se tornado popular nos EUA – enfim. O consumo do queridinho brasileiro aumentou 73% nos últimos anos por lá.
Everybody comes to Hollywodd.
Para terminar, Tom Brady agora quer dominar Hollywood.
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Uma quarta-feira linda. Até amanhã.