
“Sabor picante com tons amadeirados.” – bolo de laranja e chocolate agora vem em forma de bebida alcoólica. Sim, é um novo gin. Sweet dreams are made of this.

Esconde-Esconde
A notícia.
Apagão: governo apaga dados sobre o coronavírus e o Brasil fica no escuro. Mortes serão recontadas.
Moendo os grãos.
O governo lançou mão de nova abordagem para combater o vírus. Simplesmente não contar os mortos. Semana passada, o Ministério de Saúde já havia decidido mudar o horário do boletim que informa o total de mortes e casos. Ao invés das 18 horas como era feito desde o inicio da pandemia, quando Mandetta ainda comandava a área da Saúde, a divulgação de dados passou para às 22 hrs.
Vâmo mudar isso daí, taokay?
“Acabou matéria no Jornal Nacional”, foi o comentário do presidente logo após a mudança. Na sexta, parlamentares acusaram Bolsonaro de tentar manipular os números da Covid no país e o TCU (Tribunal de Contas da União) passou a cogitar um horário fixo para divulgação de dados. Mas esqueceram de combinar com Bolsonaro. O esvaziamento dos dados se agravou num piscar de olhos.
Cadê os números que estavam aqui?
No dia 5 de junho, com o Brasil registrando um morto por minuto, e já ocupando o terceiro lugar entre países com maior número de óbitos, o Ministério da Saúde retirou do ar o site com os dados atualizados. Os dados também sumiram da Universidade de Johns Hopkins, referência global sobre o novo vírus. Políticos e cientistas disseram que o Bolsonaro prejudica o combate à covid.
Marcha soldado.
Todos os secretários estaduais de Saúde disseram que o governo federal tentar tornar os mortos invisíveis. Em uma live, o ex-ministro Mandetta comentou que manipular dados é “lealdade militar burra e genocida” e que o “Estado se torna mais nocivo que a doença”.
Bem-vindo ao grupo.
A manipulação e confusão estatística coloca o Brasil ao lado de países como Coreia do Norte, Venezuela e Bielorrússia. Bons companheiros.
When The Revolution Comes
A notícia.
Os protestos antirracistas avançam pelo mundo. Ontem Trump relaxou o enfrentamento policial em Washington, e NYC pôs fim ao toque de recolher.
Moendo os grãos.
De Minneapolis a Nova York, passando até por cidades rurais no interior do Texas, as manifestações contra injustiça racial e brutalidade policial não dão sinais de que vão arrefecer. No sábado, rolaram as maiores manifestações desde que George Floyd foi morto sob custódia da polícia. Os protestos cresceram e têm forçado a discussão sobre reforma policial.
You can’t stop the beat.
No Congresso, senadores democratas já se preparam para tentar passar novas leis que fortaleçam a prestação de contas das polícias perante a sociedade. Já os gritos para diminuir as verbas da polícia, o Congresso finge não ouvir. Ontem, no entanto, o governador de NY falou pela primeira vez em restringir o financiamento da polícia e redistribuir o dinheiro em outras áreas.
Na capital.
Trump – que já ameaçou usar o Exército – minimizou ontem os protestos e disse que as tropas da Guarda Nacional, que estavam reforçando a segurança, “vão para casa, mas podem retornar, se necessário”.
Heal the world.
Enquanto isso, Michael Jordan vai doar quase US$ 100 milhões para organizações que lutam por igualdade racial.
Make it a better place.
Em tentativa para promover a comunidade negra, Uber Eats não vai cobrar taxa de entrega de restaurantes cujo dono é negro.

Domingo ela vai.
Manifestantes voltaram às ruas em, pelo menos, 10 cidades no Brasil. Em Brasília, havia cartazes de “unidos pela democracia” e “fora, Bolsonaro”. No Rio, houve gritos contra ao governo, a PM e o racismo. Em SP, cravos foram entregues à polícia (em referência à Revolução dos Cravos contra os fascistas em Portugal); muitos policiais aceitaram, mas depois receberam ordens para devolver os cravos. Enquanto isso, o governo paulista tenta conter o avanço do bolsonarismo dentro das polícias.
Ring the alarm.
Em editorial, o Financial Times diz que Bolsonaro “acende medo” na democracia brasileira e o compara a Trump ao afirmar que os dois ultranacionalistas adoram “proferir o amor às armas e a Deus”, governam pelo Twitter, e alimentam as bases com retórica divisiva. Mas Brasil não é EUA. “Há preocupação com o fato de Bolsonaro estar tentando provocar crise entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário para justificar intervenção militar”, pondera o jornal britânico.
Feitiço do deletrius.
Em tempos de protestos contra racismo e discriminação, JK Rowling não escolheu o melhor momento para compartilhar tuítes considerados transfóbicos.
Black Lives Matter.
Terminando… a mais nova obra de Banksy foi criada em apoio aos protestos antirracistas.
I just called to say…
Para terminar, que tal um celular com discador analógico para evitar as distrações do smartphone?
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e gin de bolo de laranja com chocolate pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma segundinha produtiva. Até amanhã.
