
“Claro que estou do lado de Chris Brown .” – Eminem apoiou a agressão do ex-namorado de Rihanna contra a cantora. Will the real Slim Shady please stand up?

Descobridor dos Sete Mares
A notícia.
O megaleilão de petróleo hoje no Brasil deve gerar a maior arrecadação de dinheiro da História do petróleo mundial.
Moendo os grãos.
Com a licitação de hoje, a mais esperada dos três leilões realizados nos últimos 30 dias, o país chegará ao patamar de quase 40 bilhões de dólares pagos por petroleiras para explorar o pré-sal brasileiro – petróleo que se encontra abaixo da camada de sal do oceano. Em outras palavras, 93% de tudo o que as petrolíferas mundiais gastaram nos últimos três anos. Sim, o mundo quer o Brasil.
You want a piece of me.
São dois leilões nessa semana, a 6a rodada do pré-sal, que oferecerá nove áreas para a exploração – a maioria na costa do Rio, o que deve ajudar a economia do estado. São 18 petroleiras, como Shell, Exxon e Petrobras participando. Os impactos ainda serão sentidos por muito tempo, já que até 2028, a exploração do pré-sal deve gerar ainda muitos outros bilhões. A exploração começa em 2021.
De Lula pra Bolsonaro.
Por ironia, a melhor notícia econômica nesse primeiro ano da presidência de Bolsonaro foi plantada no governo Lula. O dinheiro do leilão do pré-sal foi até agora a grande moeda de troca do governo Bolsonaro e veio justamente dessa complicada operação feita em 2010. No mês passado, o Senado aprovou a divisão desse dinheiro entre Petrobras, Tesouro, estados e municípios.
Ópaí, ó.
Longe da confusão do Oriente Médio, o petróleo brasileiro já representa mais de metade da produção nacional. Semana passada, em visita à Arábia Saudita, Bolsonaro disse que o país convidou o Brasil a entrar na Opep – organização dos principais produtores de petróleo.
Ainda sobre economia e energia.
Bolsonaro assinou ontem o projeto de lei para vender a Eletrobras, a maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica do país. A privatização acontece em 2020 e o governo espera conseguir R$ 16 bilhões.
Nocaute Ambiental
A notícia.
Mais de 11 mil cientistas de todo o mundo assinaram um megaestudo, no qual declaram “emergência climática”.
Moendo os grãos.
Um grupo global de milhares de renomados cientistas, das mais diferentes disciplinas, de 153 país declararam apoio ontem a um estudo que analisou dados dos últimos 40 anos e chegou à conclusão de que os governos não têm feito o suficiente para lutar contra a crise climática. Eles alertam para o “sofrimento não revelado e incalculável”. Essa semana, Trump saiu oficialmente do Acordo do Clima de Paris.
Por aqui, no Brasil.
Onde o presidente Bolsonaro ameaçou sair do Acordo de Paris – mais foi desmotivado por pressões da União Europeia em relação ao acordo comercial com o Mercosul –, ontem a Agência Nacional de Mineração disse que o desabamento da barragem em Brumadinho, que matou 250 pessoas, em janeiro, poderia ser evitado se a Vale não tivesse informado “omitido” às autoridades os sinais de perigo.
Não esqueça, Mariana.
Ontem essa outra tragédia também causada pela maior mineradora do mundo, a Vale, completou 4 anos. As vítimas até hoje não foram indenizadas.

Aperitivos.
Ontem foi dia de eleição nos EUA. Não a presidencial. Kentucky e Mississipi escolheram governadores; Virginia escolheu deputados. Enquanto isso, novidades quentes no impeachment: um aliado de Trump, o embaixador americano na União Europeia mudou seu depoimento ao Congresso e afirmou agora que houve ‘toma lá dá cá’ entre liberar dinheiro pra Ucrânia e o pedido de Trump para investigar o rival Joe Biden.
Dia D3.
Junto com seu ministro de Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro foi ao Senado pessoalmente entregar um pacote de medidas econômicas chamadas de ‘Plano Mais Brasil’, que mudará a forma como os recursos são divididos entre União, estados e municípios; criará facilidades para se mexer no Orçamento; e liberará R$ 400 bilhões aos estados em 15 anos. É o que Guedes chama desde o início do governo de ‘DDD’: desvincular, desindexicar e desobrigar. Municípios sem dinheiro para se manter seriam extintos. Entre as medidas, consideradas uma ‘revolução’, há três principais:
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Novo pacto federativo:
A ideia é mudar a relação entre governo federal, estados e municípios na hora de arrecadar e dividir o dinheiro.
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PEC emergencial:
A ideia é abrir espaço para investimento ao conter gastos que são obrigatórios, como Educação e Saúde. Hoje, só 4% do Orçamento pode ser mexido livremente.
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PEC dos fundos:
A ideia é liberar o dinheiro de cerca de 280 fundos, como o Fundo Penitenciário (Funpen), que atualmente não podem ser usados em outras diferentes áreas.
Lock her up.
A Polícia Federal pediu a prisão de Dilma, mas o Supremo negou. No entanto, foram autorizadas a intimação da ex-presidente, do ex-ministro Guido Mantega, e do ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira. A PF investiga supostos pagamentos na campanha presidencial de 2014 para consolidar o apoio de senadores do PMDB à reeleição de Dilma, que foi impeachada dois anos depois com ajuda do PMDB.
Pisco sour.
Mudança de planos: Em meio aos protestos no Chile, a final da Libertadores, o principal campeonato de futebol do contente sul-americano, que aconteceria dia 23 de novembro em Santiago foi transferida pra Lima, no Peru.
Então é Natal?
Para terminar, está oficialmente aberto o Natal extraoficial no Rio.
