ESPRESSOU-SE
“Respeito os animais.” – Henri Castelli postou uma foto e foi multado pelo Ibama por caçar um peixe em extinção. Ele diz que não foi ele. História de pescador?
ESPRESSO NACIONAL
Vermelho, Vermelhusco, Vermelhante, Vermelhão
A notícia.
Ficou ainda maior o tamanho do estrago nas contas do país.
Moendo os grãos.
Gastando mais do que se recebe, as contas não fecham. É o que acontece por aqui. Se em 2015, o buraco já chegava a R$ 111 bilhões, no governo Temer tinha gente, semana passada, pedindo por um rombo de R$ 170 bi nesse ano – e no próximo! Ontem, depois de uma looonga novela (e uma queda de braço com Temer), o ministro da economia, Henrique Meireles, mudou a tal meta fiscal. Péssimo sinal.
Meta fiscal?
O quanto será economizado para – pagar os juros e – não deixar a dívida aumentar. Mas a discussão já não é o quanto sobrará, mas quanto faltará. E ficou assim: o déficit de R$ 139 bilhões passou para 159 bilhões, o de 2018 aumentou em R$ 30 bi; e 2020, que já deveria ter o primeiro saldo positivo, ou seja, uma sobra (de 10 bi), agora passou para um rombo de 65 bi. Ui.
Pagando o pato.
Mesmo com as novas metas (e impostos), Meireles quer mais receita. E sobrou pros servidores: salários congelados até 2019 e vão pagar mais por previdência. Nesse enxuga, toda a carreira pública será reestruturada; salários iniciais diminuirão (19 bilhões devem ser economizado assim em 5 anos). Militares estão de fora desse esforcinho fiscal.
No meio disso tudo.
A ‘reforma política’ – que cria um fundo público bilionário – foi finalizada ontem na comissão e agora segue para ser votada por todos os deputados – em dois rounds. Este fundo, saca só, seria financiado com 0.5% da receita do país, ou seja, nosso dinheiro. Vai se tirar da onde isso?
Never forget.
Na reforma tem ainda a mudança na maneira como se escolhe deputados, o tal ‘distritão’ – nada popular entre cientistas políticos. Fica a dica.
ESPRESSO SHOTS
Everybody comes to Bollywood. Em meio a desfiles militares e fogos, a Índia comemorou ontem 70 anos de independência. Foi em 1947 que os britânicos terminaram seus 200 anos de colonização por lá e dividiram o imenso império indiano em dois países: a Índia, cheia de hindus, e – recortado lá em cima – o Paquistão, com os muçulmanos. Nossos destinos foram traçados na maternidade.
Angry white men. Trump acordou ontem com a pá virada e começou o ritual de tuitar loucamente; retuitou um cara conspiratório; um trem atropelando uma pessoa com a logo da CNN e até um tweet – sem querer parece – chamando ele de fascista. Ele ainda voltou a defender neonazistas de Charlottesville. Tenso. Enquanto isso, estátuas de líderes Confederados (os estados escravistas do Sul na Guerra Civil) vêm sendo derrubadas, já o memorial do Holocausto foi atacado.
Por favor, pare agora, senhor juiz, pare agora. O Supremo decidiu ontem que a delação da JBS não tem a ver com a Lava Jato e retirou de Moro as partes que citam Lula e Guido Mantega. Fachin, que cuida da Lava Jato no Supremo, mais uma vez foi voto vencido – ele também perdeu quando votou pra Dirceu continuar preso. E quem deve apodrecer na cadeia é Cunha, a sua delação – a mais temida de todas – foi negada ontem pelos procuradores.
1, 2, 3. Ontem, pela terceira vez, uma mulher acusou o diretor polonês Roman Polanski de estupro. Polanski é considerado fugitivo da justiça americana por causa daquela sua condenação, décadas atrás, no estupro de uma garota de 13 anos. Mas ano passado, o Supremo da Polônia negou sua extradição. Case closed.
Se Leonardo Dá Vinte, por que não posso dar dois? Para terminar, a namoradinha nova de Leo DiCaprio – que, por sinal, será Leo da Vinci no cinema.
Tenha uma quarta-feira plena. Até amanhã.