
“Se você não usa máscara, não tem o meu respeito.” – Tom Hanks. Fica a dica.

Karma is a Bitch
A notícia.
Bolsonaro é o 4o líder mundial com coronavírus.
Moendo os grãos.
Após quase cinco meses negando a seriedade do vírus, o presidente do Brasil disse ontem ter sido infectado, se tornando assim o mais novo mandatário alvo da nova doença – depois de Boris Johnson da Inglaterra, do presidente de Honduras, e do príncipe Albert de Mônaco. Diferentemente deles, no entanto, o presidente é também garoto-propaganda da hidroxocloroquina.
Maria cloroquina.
Antes mesmo do resultado de seu quarto exame, Bolsonaro disse que já tomava o medicamento que não possui comprovação científica. Ambos os ex-ministros da Saúde saíram do governo justamente por discordar do presidente. Nelson Teich chegou a visitar hospitais que conduzem as principais pesquisas sobre a substância, e ouviu de todos que a cloroquina é recomendável apenas em casos graves.
Quando a chuva passar.
Bolsonaro não é médico, mas decidiu fazer da cloroquina a grande solução da covid. Como estratégia política, transformou o debate técnico-científico em arma ideológica e o país vive desde então uma ‘guerra cultural’ entre ‘cloroquiners’ e ‘quarenteners’. Ontem ele soltou um vídeo dizendo: “eu confio na cloroquina e você?”, afirmou que já está “muito bem”, e voltou a minimizar pandemia.
Lembrando.
Desde a gestão do ex-ministro Mandetta, já há protocolo de uso da cloroquina em casos urgentes e contanto que o médico se responsabilize, já que há efeitos colaterais. Mas Bolsonaro sempre quis seu uso indiscriminado. Bom, após doar dois milhões de doses de cloroquina ao Brasil, os EUA proibiram o uso do medicamento. Já o Exército brasileiro tem estoque de cloroquina para 18 anos.
Bolsovírus.
O anúncio foi feito por Bolsonaro da mesma forma que ele vem tratando a pandemia – sem máscara, sem distanciamento social, contestando medidas de isolamento, e citando dados sem fonte. Apesar de ter 65 anos, ele voltou a dizer que apenas aqueles com mais de 65 anos deveriam ter feito quarentena – cosia que ele jamais fez. Já Brasília virou um festival de testes de coronavírus.
Enquanto isso.
Emissoras de TV afastaram equipes que se aproximaram de Bolsonaro nas últimas semanas.
Em tempo.
A Presidência não recomenda isolamento para funcionários que tiveram contato com casos positivos de Covid-19. O Brasil tem 66 mil mortes por coronavírus e quase 1,7 milhão de infectados.

Is this the real life?
Os EUA bateram a marca de 3 milhões de casos confirmados e enfrentam aumento de diagnósticos em 37 dos 50 estados. Enquanto isso, Trump enviou a carta de saída da OMS oficializando a saída dos EUA. Falando em Trump, no livro explosivo que sua sobrinha vai lançar – e que a Casa Branca tenta bloquear (assim como fez com o livro de John Bolton) –, Mary Trump afirma que o presidente pagou sua entrada na universidade e foi abusado emocionalmente pelo pai.
Um pouco de malandragem.
Após 18 meses desde a primeira convocação, Flávio Bolsonaro enfim prestou depoimento. Ele é investigado junto com o ex-funcionário Fabrício Queiroz no caso Coaf, em um esquema de ‘rachadinha’. O Ministério Público fala em organização criminosa no gabinete de Flávio desde 2007. Há ainda elos entre Queiroz e milícias na Zona Oeste do Rio. Flávio já tentou algumas vezes suspender as investigações.
Meu nome é Johnny.
Começou ontem o julgamento de Johnny Depp contra o tabloide The Sun, que o chamou de “agressor de esposa”. A ex-esposa Amber Heard também prestou depoimento. Já o hollywoodiano mostrou uma foto de um ‘grave ferimento’ causado por Heard e admitiu que deu maconha para a filha de 13 anos experimentar.
Gold digger.
Terminando… em meio ao pessimismo com a recuperação da econômica mundial, o ouro atingiu a maior cotação desde 2011.
HBO Max and chill.
Para terminar, o curta que ganhou o Oscar, “Hair Love”, vai virar série.