
“Esqueçam os cães.” – gafanhotos estão sendo projetados, com eletrodos em suas antenas, para farejar bombas. Insetos ciborgues? Check.

Botecão do Planalto
A notícia.
Em frente ao palácio presidencial, Bolsonaro insulta jornalista mulher com insinuação sexual: “ela queria dar o furo.”
Moendo os grãos.
O presidente fez referência ao testemunho falso na CPI das Fake News, no qual o depoente Hans River do Nascimento, ex-funcionário de uma empresa de disparos em massa de mensagens no WhatsApp, difamou a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, ao dizer que ela “se insinuou sexualmente” em troca de uma reportagem. Hans não apresentou evidências; a Folha disponibilizou as conversas.
Velhos ataques, novos métodos.Em meio ao novo tipo de cruzada contra a credibilidade do jornalismo profissional e independente – usando calúnias contra a honra de repórteres mulheres –, jornalistas de veículos de norte a sul do país assinaram um manifesto de repúdio aos ataques contra Patrícia – o que é crime, como apontou Rodrigo Maia. Já Eduardo Bolsonaro foi o primeiro a tuitar os insultos mentirosos, na semana passada.
Chacota.
Patrícia, que é comentarista na Band, já passou por jornais como Estado de S. Paulo, foi enviada especial em Washington, cobriu guerras na Síria e Serra Leoa, epidemia de Ebola, e é ganhadora de prêmios como Troféu Mulher Imprensa (2016) e Prêmio Internacional de Jornalismo do Rei da Espanha (2018), virou o alvo do clã Bolsonaro nas eleições de 2018, quando assinou uma matéria sobre empresários partidários que financiavam – ilegalmente – envio de fake news no WhatsApp.
Ah, ela também é mãe.
Ontem partidos, senadores, e deputados condenaram o ataque misógino; a Associação Brasileira de Imprensa (ABL) chamou a declaração presidencial de “covarde” e disse que o presidente quebrou o decoro no exercício do cargo (motivo pra impeachment); a Folha soltou o editorial “Sob Ataque, aos 99 Anos”, no qual afirma que o alvo do presidente é o próprio ‘edifício constitucional’. De fato, imprensa livre é pilar da democracia. E dignidade humana, essencial.
What happens in Vegas…
Hoje tem debate dos democratas – o primeiro com Michael Bloomberg. No sábado, Nevada se torna o terceiro estado a fazer prévias pra escolher o candidato dos democratas, que têm razões de sobra para bater no bilionário ex-prefeito de NYC, que ainda nem está nas urnas – ele só entra na ‘Super Terça’, quando vários estados fazem primárias de uma só vez. O fato é que Bloomberg* subiu de 4%, em novembro, para 19% e agora está atrás apenas de Bernie Sanders. Para os rivais democratas, ele vem ‘comprando a presidência’.*Em um estratégia eleitoral sem precedentes, Bloomberg gasta US$ 14 milhões por dia de seu próprio bolso em um bombardeio de propagandas, mas ainda não começou comícios, caravanas ou campanha nas ruas.
O Estado sou eu.
Fortalecido pós-impeachment, o presidente dos EUA, após demitir funcionários do governo que depuseram no processo de impeachment, e pedir diminuição da pena sugerida por procuradores contra o amigo Roger Stone, agora concedeu ‘perdão presidencial’ a 11 ex-políticos condenados na Justiça. Ele ainda deixou claro que acredita ter o poder de interferir em casos criminais: “sou autoridade máxima no que diz respeito a Lei.” Isso não é verdade no presidencialismo. Mas pode se tornar.
Tá no ar.
“Uma das maiores atrocidades que já vi na TV”; “Quer dizer que descobriam hoje que o programa é absurdamente sensacionalista e de quinta categoria; demorou 25 anos,” foram algumas reações que o “Cidade Alerta”, da RecordTV, causou ao revelar ao vivo a uma mãe que a filha foi assassinada pelo namorado. O apresentador Luiz Bacci diz que não sabia.
No guarda-roupa do assédio.
Terminando… “shorts tipo Anitta” foi a justificativa de um motorista de aplicativo que assediou adolescente de 17 anos, mesmo após a mesma revelar a sua idade. A cantora rebateu: “nada justifica assédio. A forma de se vestir, sentar, falar, etc”.
No time to die.
Para terminar o novo tema de James Bond, cantado por Billie Eilish, no 40o Britt Awards.
