
“Mãos ao alto… quer se casar comigo?” – propostas ‘extremas’ de casamento são a nova moda entre os russos, que armam batidas policiais com um toque romântico ao final. Tough love.

No Escurinho do Cinema
A notícia.
Em meio à crise na Agência de Cinema, e após o cancelamento de “Marighella”, o Itamaraty censurou a exibição de filme sobre Chico Buarque no Uruguai.
Moendo os grãos.
O diretor de “Chico: Artista Brasileiro”, Miguel Faria Junior, recebeu a ligação da JBM Produciones informando-o que o filme havia sido retirado da mostra, em Montevidéu, a pedido da Embaixada brasileira, que é uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, que acontece em outubro. O ministro de Relações Exteriores comentou a restrição dizendo que “o interesse não estava nesse filme sobre Chico Buarque”.
Mari who?
Na semana passada, foi a vez dos produtores de “Marighella”, dirigido por Wagner Moura, e estrelado por Seu Jorge, anunciarem a suspensão do lançamento, em meio às dificuldades na Ancine. O filme que conta a história de um guerrilheiro comunista na ditadura militar não parece ter sofrido fortes “pressões políticas”, mas em meio às turbulências na Ancine, os trâmites administrativos têm sido ainda mais dificultados.
Luz, câmera, escuridão.
A censura à “Chico” e o cancelamento de “Marighella” acontecem em meio às tentações autoritárias de Bolsonaro de controlar o cinema nacional. Em julho, o presidente já havia dito que “se não puder ter filtro, extinguiremos a Ancine”. E disse ser hora de transferir a sede da agência: “Tô trazendo o pessoal do conforto do Leblon (Ancine fica no Rio) para Brasília”.
Cabou o milho, cabou a pipoca.
O controle do presidente sobre a cultura é cada vez mais concreto. Em julho, ele assinou a transferência do Conselho de Cinema, responsável pela política do audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Presidência. Mês passado, diversos editais na Ancine foram cancelados, incluindo um edital para financiamento de obras com temática LGBT. Há duas semanas, o presidente da Ancine foi demitido; já o orçamento para o próximo ano foi reduzido em 43%. O menor desde 2012.
Já que o Papo é Cinema…
Bacurau.
Os cinéfilos brasileiros só falam nisso: o novo filme de Kleber Mendonça (“Aquarius”), que venceu o prêmio do júri no Festival de Cannes, e já arrecadou R$ 2 milhões na semana de lançamento. No final de semana, o
conferiu o filme que se passa “daqui a alguns anos” no pequenino município fictício de Bacurau, no oeste de Pernambuco. Mas a cidadezinha no sertão nordestino parece ser representativa de algo bem maior: o Brasil, e o mundo, em 2019.
Se for, vá na paz.
Diferentemente dos filmes brasileiros que costumam lotar as salas de cinema – comédias escrachadas ou filmes de ação–, “Bacurau” é uma mistura de gêneros, uma espécie de western (um faroeste pernambucano) futurista com pitadas de ficção científica. Um filme poético, pesado, mas também tem humor. Uma tragicomédia que parece simbólica dos novos tempos.
Cinegenética: a caçada humana.
Quando começou a pré-produção em 2009, o Brasil era outro, lembra Mendonça, mas quando vieram as filmagens, no início de 2018, o filme adotou tons premonitórios. Para muitos, Bacurau representa uma distopia de ultradireita, em meio à crescente violência sádica e a suposta abertura das veias brasileiras aos interesses estrangeiros. O diretor não confirma. Mas tentar ser gente em Bacurau, e manter a cidade no mapa, parece ser a grande moral política da ‘fábula sertaneja’. Must-watch.
Sound The Alarm
A notícia.
O preço do barril de petróleo vai disparar hoje. Motivo: a produção da Arábia Saudita foi reduzida pela metadeapós ataques de drones.
Moendo os grãos.
O segundo país com as maiores reservas de petróleo do mundo (o primeiro é a Venezuela) sofreu ataques por drones em duas instalações da empresa estatal de petróleo, a gigante Saudi Aramco. Com as explosões em suas instalações energéticas, as maiores em mais de 10 anos, a Arábia Saudita, que produz 10 milhões de barris por dia, se vê obrigada a produzir 5 milhões de barris por dia.
Mil e uma guerras.
Os EUA foram rápidos em acusar o Irã, que ontem negou o ataque a Saudi Aramco e disse que os “EUA procuram desculpas para retaliações futuras”. Quem assumiu a autoria dos ataques foram os rebeldes Houthis, que travam uma guerra civil no Iêmen, um pequeno país na península arábica. Acontece que na guerra civil do Iêmen, Arábia Saudita/ EUA estão de um lado, e Houthis/ Irã do outro.
Calma, volta um pouco aí.
Tudo começou em 2014, quando os Houthis capturaram a capital do Iêmen e o presidente foi parar no vizinho, a Arábia Saudita. Desde então, o país está dividido entre as duas maiores potências da região, os iranianos, que apoiam os Houthis, e os sauditas, principal aliado dos EUA, que apoiam o presidente fugido do Iêmen. Lembrando que a relação entre EUA e Irã só vem piorando desde que Trump saiu do acordo nuclear assinado por Obama em 2015.

Tune in.
Os tunisianos foram às urnas ontem pela segunda vez na história da Tunísia. Foi neste pequeno país no Norte da África, onde começou a chamada Primavera Árabe (protestos gigantes que se espalharam pelo Oriente Médio), há 8 anos, quando o presidente foi derrubado. São 26 candidatos, incluindo duas mulheres, mas os tunisianos andam desiludidos com a eleição, e reclamam da corrupção e subida nos preços.
Tal pai, tal filho.
O provável herdeiro do grupo al-Qaeda, o filho de Osama, foi morto pelos EUA no “Afeganistão/ Paquistão”, disse o presidente Trump. As notícias sobre a morte de Hamza bin Laden, que tinha uns 30 anos, começaram a pipocar na imprensa ainda em julho, mas só agora foram confirmadas. Para muitos, sua influência sobre a al-Qaeda é relatada com exagero.
Esse cara sou eu.
A disputa interna dentro da Polícia Federal anda intensa e a indefinição sobre quem será o próximo chefe da PF vem causando temores de paralisia e fazendo com que policiais cobrem o ministro Sérgio Moro sobre uma posição. O cotado pra assumir a PF é próximo dos filhos de Bolsonaro. Já no Ministério Público, um procurador que defende limites à liberdade do professor, e diz que nazismo não é de extrema-direita, vai compor a equipe do novo procurador-geral.
Jogue como uma menina.
É o clube de futebol mais valioso do mundo, mas até hoje não tinha um time de mulheres. Tudo acaba de mudar agora que o Real Madrid anunciou o seu time de futebol feminino, o CD Tacon, comprado esse ano por US$ 550 mil. A partir da próxima temporada, em 2020, o Tacon já entra em campo com seu novo nome, Real Madrid Femenino.
Que isso, novinha.
Terminando… de acordo com novos estudos, a Terra é dois bilhões de ano mais nova do que o imaginado até agora.
Danza kuduro.
Para terminar, ‘Avenida Brasil’, a partir de outubro, de volta na sua tela.
