
“Milhas canceladas.” – cia aérea russa castigou um passageiro que ‘contrabandeou’ Viktor, o seu gato gordo, na cabine, trocando-o por um gato mais magro na hora do check-in. Um plano quase infalível.

Vara Curta
A notícia.
Bolsonaro resolveu cutucar o vice-presidente, que tava quieto.
Moendo os grãos.
Assim como quem não quer nada, o presidente deixou claro estar arrependido de ter escolhido o general Hamilton Mourão como o seu colega de chapa. Reunido com apoiadores e deputados aliados, ele se dirigiu ao “príncipe” Orleans de Bragança, descendente da família real, e deputado aliado de Bolsonaro, e disse: “você deveria ter sido meu vice, não esse Mourão aí”.
Entre tapas e beijos.
Diferentemente dos primeiros meses de governo, quando o vice vivia nos jornais procurando protagonismo, Mourão anda super caladinho ultimamente. O que levou Bolsonaro a bater no seu próprio vice? Só ele sabe.

País das Embaixadinhas
A notícia.
A Embaixada da Venezuela foi invadida ontem em Brasília.
Moendo os grãos.
As embaixadas são tão antigas quanto a própria ideia de Estado e são consideradas parte do território do país ao qual representam. Logo, são invioláveis e soberanas. Mas em pleno encontro dos Brics, a embaixada venezuelana foi ocupada por apoiadores do autodeclarado presidente Guaidó. O presidente Bolsonaro, apesar de apoiar Guaidó, rapidamente condenou o que chamou de “invasão”.
Um é bom, dois é demais.
O Brasil é um dos 50 países que reconhecem Juan Guaidó, e não Nicolás Maduro, como o presidente oficial da Venezuela. No entanto, nenhum outro país dos Brics tem a mesma opinião. China, Índia, Rússia, e África do Sul, todos continuam apoiando a legitimidade de Maduro. Ou seja, constrangimento para o governo brasileiro, que é anfitrião dos Brics esse ano.
Diplomamata.
Detalhe: enquanto Bolsonaro pai repudiava a invasão, o seu próprio filho, o senador Eduardo Bolsonaro, ex-futuro embaixador nos EUA, parabenizava a invasão da embaixada. O Gabinete de Segurança fez questão de dizer que o Planalto não incentivou a ação. A história ainda é confusa. A “embaixadora” de Guaidó diz que os funcionários da embaixada abriram as portas, já o embaixador de Maduro diz que foi uma invasão para coincidir com o encontro dos Brics.
Enquanto isso.
O encontro dos Brics chega hoje ao segundo e último dia. Ontem o ministro Paulo Guedes disse que Brasil e China estudam uma área de livre comércio. Enquanto isso, a primeira-dama Michelle recebeu as primeiras-damas de China e África do Sul pra um chá no Palácio do Alvorada.

Too cool for school.
Já são cinco meses ininterruptos de protestos em Hong Kong e a coisa está cada dia pior. Pela primeira vez, desde o início das manifestações, em junho, escolas agora foram fechadas. A Universidade Chinesa de Hong Kong se tornou um dos principais campos de batalha com a polícia atirando balas de borracha e gás lacrimogêneo, enquanto manifestantes se mostravam irredutíveis. Não para não.
Mais que amigos, friends.
Após retirar tropas americanas do norte da Síria, abandonar os aliados curdos (inimigos da Turquia), e assim ajudar os turcos a ganharem força na região, ontem Trump se reuniu com o presidente turco Erdogan na Casa Branca. É o primeiro encontro desde que houve toda essa movimentação no xadrez do Oriente Médio. O Congresso americano tenta se afastar da política da Casa Branca em relação a Turquia.
ABC do sertão.
O ex-presidente Lula deve visitar hoje Salvador para participar de uma reunião da executiva do PT, que acontece na cidade. Já no final de semana, ele participará do festival musical “Lula Livre” em Recife. O evento já estava marcado antes mesmo de sua soltura. Mas agora ganhou novos ares. O Nordeste é a única região em que Haddad ganhou de Bolsonaro nas eleições de 2018.
Não deixe o samba morrer.
Terminando… na polêmica do Sambódromo entre o prefeito Crivella e o governador Witzel, quem tem razão?
Inteligência de mercado.
Para terminar, Taís Araújo é a primeira mulher negra a fazer propaganda pra marca de whisky no Brasil.
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Uma feriado relaxante.