
“Aliviado.” – padaria na Finlândia salvou os negócios graças aos bolos em forma de papel higiênico. O sabor de maracujá é sucesso. Eu vou comer seu bolo.

Tchau, Querido
A notícia.
Em plena pandemia, cai o popular Mandetta. Sob panelaços, Bolsonaro anuncia Nelson Teich como novo ministro da Saúde.
Moendo os grãos.
No momento mais perigoso da pandemia, com o número de mortes aumentando sem parar, o presidente demitiu o cara que estava na linha de frente do combate ao coronavírus no país. Desde que começou a crise da Covid-19, no Brasil e no mundo, Luiz Henrique Mandetta chefiava a pasta responsável por definir as diretrizes da “maior missão de nossa geração”.
What’s up, doc?
Mas nas palavras de Bolsonaro, Mandetta virou “estrela”. Incomodado com o protagonismo que o ministro da Saúde ganhou, e batendo cabeça com Mandetta em várias coisinhas – de isolamento social a cloroquina –, Bolsonaro pôs um ponto final ontem no que já vinha se desenhando há semanas. Após eterna fritura, Mandetta está finalmente fora.
Divórcio consensual. SQN.
O ortopedista de 55 anos, deputado do DEM, foi a favor do impeachment de Dilma, assim como Bolsonaro, mas há mais de um mês estava do lado oposto do chefe,que teimava em menosprezar a pandemia e negar a severidade da crise do coronavírus. Foram muitas as vezes em que Mandetta pediu à população que evitasse sair de casa e Bolsonaro deu o exemplo contrário, saindo às ruas e causando alvoroços.
Não deu outra.
No pronunciamento, Bolsonaro disse que as divergências com o ex-ministro “cada vez mais se tornavam realidade”. E deixou claro que Mandetta não ‘tratou o emprego’ da forma que ele achou que deveria. Disse ainda que os mais pobres não podem ficar em casa sem buscar emprego. E, mais uma vez, falou que é preciso sair de casa: “Eu sei que a vida não tem preço, mas a economia tem de retornar ao normal”.
Ao seu lado, o novo ministro.
Nelson Teich, oncologista que foi CEO de um grupo de clínicas privadas, disse ter “alinhamento completo”com o presidente, mas que não haverá ‘cavalo de pau’ em diretrizes definidas por Mandetta. Ou seja, por enquanto, nada muda. Teich falou que não se pode antagonizar saúde com emprego (exatamente o que faz Bolsonaro), disse que é preciso muita testagem, e afrouxar a quarentena gradativamente. Sim, Mandetta concordava. Mas a partir de quando? E tem teste?
Quem é Teich?
Formado em Medicina pela Uerj, ele é doutor em Ciências da Saúde e Economia pela Universidade de York, do Reino Unido, e sócio de uma consultoria de serviços médicos. Ligado ao bolsonarismo,Teich defendeu o isolamento social em artigos no último mês, mas chegou ao governo com apoio do secretário de Comunicação (Secom), Fabio Wajngarten, e em sua reunião com Bolsonaro sugeriu a divulgacão diária de curados para “acabar com pânico”.
O fato é.
Ao confrontar uma pandemia como essa, que assolou países desenvolvidos, não basta conhecimento da medicina, mas de como funciona a gigantesca máquina chamada Sistema Único de Saúde. Ainda não está clara a relação de Teich com o SUS.
Mais cafeína, por favor.
Bolsonaro avisou que indicará nomes para a equipe do novo ministro da Saúde. Fica a dica.
Enquanto isso.
O Brasil tem mais de 30.425 casos de Covid-19 e quase 2 mil mortos. Avante.

Oi, sumido.
Após 34 dias sem dar as caras, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, reapareceu ontem. O ditador é um dos únicos quatro líderes mundiais que continua a negar a seriedade da pandemia e a tratar a crise como “histeria”. Sem um plano para frear o contágio no país na América Central, Ortega bate na tecla da economia para evitar qualquer tipo de quarentena. Ao lado de Alexander Lukashenko, da Bielorrússia, do autocrata Gurbanguly, do Turcomenistão, e do presidente Bolsonaro, o nicaguarense integra o que o professor Oliver Stuenkel, da FGV, chama de ‘Aliança Avestruz’ – líderes que enterram a cabeça ao negar a ameaça da Covid-19.
Índio fazer barulho.
Nas últimas 48 horas, os casos de indígenas por coronavírus dispararam. Manaus lidera. Por lá, os registros dobraram em um dia. Há mortes confirmadas em três etnias. Enquanto isso, a Funai, órgão ligado ao Ministério da Justiça, de Sérgio Moto, recebeu R$ 11 milhões em recursos emergenciais, há duas semanas, para a proteção do índio contra o avanço da pandemia – mas nenhum centavo foi usado ainda.
Os mascarados.
A partir de hoje, o uso de máscara em NY é obrigatório. New Jersey e Maryland, onde fica o Distrito de Columbia, fizeram o mesmo. Falando em Jersey, 17 corpos foram encontrados empilhados em um asilo. Nos EUA, epicentro da Covid-19, os casos confirmados passam de 670 mil. Só Nova York tem o número de mortes equivalente a mais de três ‘11 de setembro’.
Zoom who?
Com ou sem pandemia, o iPhone 12 vem aí. Para quem não quer esperar, a Apple lançou iPhone novo. Já na App Store, Houseparty conseguiu 50 milhões de novos usuários no último mês. Em tempo, o Facebook agora vai alertar quem curtir posts fakes sobre coronavírus.
A peste.
Terminando… Banksy revelou o novo trabalho feito em quarentena: ratos surtando em seu banheiro. Mas a obra não deixou todo mundo feliz: “Minha esposa odeia quando trabalho de casa.” Faz parte.
Os animal, tem uns bicho interessante.
Para terminar, na costa da Austrália, acaba de ser descoberto o animal mais longo do mundo.