
“O foco é planejar a agricultura do futuro.” – doze garrafas de Bordeaux retornaram à Terra para serem degustadas, após um ano no espaço. Cheers.

Butanthank You
A notícia.
Um dia após decisão da Anvisa, Bolsonaro enfim falou: “a vacina é do Brasil”. Ainda assim, voltou a lançar desconfiança sobre a CoronaVac.
Moendo os grãos.
Para um presidente bastante ativo nas redes sociais, chamou a atenção o seu sumiço no domingo, dia em que foi dado o start na vacinação. Diferentemente de outros países que já aprovaram vacinas contra a covid, a primeira foto de um vacinado no Brasil não foi ao lado do líder da nação, mas ao lado de um governador estadual – no caso, João Doria de São Paulo.
Anvisa lá, Anvisa lá, ô, ô.
Notório instigador do movimento antivacina, Bolsonaro afirmou ontem que, “a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador.” Este mesmo Bolsonaro já colocou em xeque, diversas vezes, a vacina da Pfizer, assim como a do Butantan, a qual já chamou de “vacina chinesa do Doria”. De jacaré a piadinhas anti-China, veja 10 vezes em que Bolsonaro criticou vacinas.
Falastrão.
Mas não foi só de vacina que o presidente falou ontem. Em meio ao colapso em Manaus, ele resolveu ameaçar a democracia e disse que são as Forças Armadas quem “decidem se um povo vive sob ditadura”. Básico.
Enquanto isso.
O Ministério da Saúde – em meio à confusão – prepara a logística para a distribuição das vacinas. Ontem, apesar do atraso na entrega, cinco estados receberam as doses da CoronaVac. Goiás, Piauí, Santa Catarina e o Rio iniciaram a imunização. No Rio, as duas primeiras cariocas foram vacinadas sob os braços do Cristo. 11 estados adiaram o início para hoje.
Em tempo.
A falta de matéria-prima importada usada no imunizante já preocupa o Butantan e pode provocar revisão de datas da vacinação.
Desenhando.
Ontem o Supremo voltou a rebater Bolsonaro ao dizer que não proibiu o governo de atuar na pandemia. Bolsonaristas ressuscitaram o falso discurso, após a crise se intensificar em Manaus. O STF lembrou que apenas definiu a competência de prefeitos e governadores para também decretar quarentena ou algo do tipo, e cabe a todos: “União, estados e municípios realizar ações para reduzir impacto da covid.” Ok?
Time to Heal
A notícia.
O 45º presidente dará adeus em menos de 24 horas, mas o trumpismo se mantém forte e a pergunta continua: Trump voltará em 2024?
Moendo os grãos.
Uma cidade sitiada se prepara para a posse de um novo presidente. A capital americana está como nunca se viu. Em meio à checkpoints, milhares de tropas da Guarda Nacional, além de quilômetros de cercas e barricadas, tentam proteger a cerimônia que encerrará oficialmente a Era Trump. Os metrôs e diversas ruas já estão fechadas. Ontem rolou um ensaio.
This is America.
Após a tentativa de golpe do presidente – o primeiro da história dos EUA –, que culminou com o ataque mortal nunca visto antes ao Congresso, o FBI passou a avaliar cada um dos soldados enviados para a segurança da posse. A Polícia Federal teme ataque interno durante a posse. Lembrando que entre os detidos no ataque ao Capitólio estão militares da ativa e da reserva.
Fica a dica.
Há alguns dias, o Pentágono fez questão de relembrar às tropas americanas de que, a partir de amanhã, o seu novo comandante-chefe será Joe Biden e é preciso respeitar o resultado das urnas. Pretty please.
Ah!
Em seu último dia no poder, Trump concederá hoje 100 perdões presidenciais. Quem pode, pode.
Um é pouco, dois é bom.
Nos 230 anos desde que a Constituição foi promulgada, a Câmara aprovou apenas duas vezes a abertura de impeachment contra um presidente. Nos últimos 13 meses, no entanto, dobrou a margem ao impeachar Trump duas vezes. Um fato inédito. O segundo impeachment de Trump, por “incitar a insurreição” contra o governo, é ainda o mais bipartidário da história – contou com 10 votos do seu Partido Republicano.
Lembrando.
Caberá ao Senado, que julgará o impeachment de Trump com Biden já na liderança do país – outro fato inédito –, bater o martelo sobre, de fato, impedir Trump de tentar nova eleição no futuro.

Soy loko por ti, America.
Faltando poucas horas para deixar a Casa Branca, Trump resolveu suspender ontem restrições a viajantes do Brasil e de alguns outros país – as medidas contra o coronavírus que impediam voos saindo do Brasil estavam rolando desde maio de 2020 e as novas regras passariam a valer na próxima semana. No entanto, a assessoria de Biden já disse que derrubará a decisão do quase-ex-presidente. Sorry not sorry.
Water closet gate.
Barrados de usar qualquer um dos seis banheiros da mansão de Ivanka Trump e Jared Kushner em Washington, o Serviço Secreto tenta há meses buscar alternativas para as necessidades na hora do trabalho. A maneira encontrada para poder frequentar o banheiro durante o serviço de proteção à família do presidente tem custado US$ 3000 ao mês. Banheirinho caro.
iRobot.
Terminando…. robô foi capaz de demonstrar empatia por outro robô em novo estudo da Columbia University.
Ugly and I know it.
Para terminar, 2020 foi o melhor ano da história das Crocs. Because covid.
