
“Perda total.” – caminhão cheinho de papel higiênico bateu e pegou fogo. E assim se foi a commodity mais quente do momento.

Oopsie
A notícia.
O Ministério da Saúde descobriu que o novo coronavírus chegou ao Brasil ainda em janeiro.
Moendo os grãos.
Até então, acreditava-se que o primeiro caso de COVID-19 no país havia acontecido no final de fevereiro, logo após o Carnaval. De acordo com o secretário do ministério, investigações retroativas são comuns e o mesmo aconteceu na epidemia de Zika, em 2015/2016, quando foram descobertos casos mais antigos do que os registrados primeiramente.
O fato é.
A pandemia avança no Brasil, que registrou 54 mortes em menos de 24 horas, recorde diário até agora. O país já conta com 326 vítimas e mais de 8 mil casos confirmados. Em SP, a prefeitura estima que o sistema de saúde fique lotado em duas semanas.
Enquanto isso.
Bolsonaro ouviu de médicos em reunião no Palácio do Planalto que não é possível afrouxar a quarentena. O presidente é o único líder mundial que continua questionando a relevância das medidas de isolamento social para combater a COVID-19. Após o pronunciamento em que ele parecia ter abaixado o tom e pregado “união”, o presidente postou ontem nas redes um vídeo polêmico.
Que vídeo?
De uma mulher chorosa, em frente ao Palácio da Alvorada, cercada de fãs do presidente, dizendo que precisa trabalhar, que não quer receber dinheiro do governo, pois não é “vagabunda”, e pedindo ao presidente que coloque os “militares nas ruas”. Bolsonaro reponde que a mulher fala “por milhões de brasileiros”. Anteontem ele postou vídeo atacando governadores – mas horas depois apagou.
Sandálias da humildade.
Se não bastasse a guerra contra o “inimigo invisível”, há a guerra dentro do próprio governo. Bolsonaro disse ontem que “falta humildade” a Mandetta e que “nenhum ministro é indemissível”. Ele disse que “os dois vêm se bicando a algum tempo”, mas que não vai demitir o ministro da Saúde “no meio da guerra”. Tendi.
Sextou.
Compare o COVID-19 com outras epidemias.

Show do milhão.
O mundo bateu a marca simbólica de 1 milhão de infectados por COVID-19 e mais de 50 mil mortes. Só os EUA já têm mais de 234 mil casos e 5.500 mortes – mais que qualquer outro país. Enquanto isso, o desemprego atinge recordes por lá. Em apenas duas semanas, o coronavírus já quase igualou a carnificina que a Grande Recessão de 2008 causou no mercado de trabalho americano.
Abaixa que é tiro.
Nas Filipinas, o presidente disse que a polícia vai atirar pra matar quem desrespeitar a quarentena. Os 57 milhões de habitantes da principal ilha filipina, Luzon, estão sob quarentena total há duas semanas, mas moradores de uma favela em Manila saíram pra protestar contra a falta de suprimentos e comida. O presidente Rodrigo Duterte, um populista de direita, foi claro: ‘quem desrespeitar, vai levar bala’.
Make love, not war.
Em meio à pandemia, rolou afagos entre rivais políticos: João Doria e Lula. O governador de SP mencionou um post do petista no Twitter e disse que fez um gesto “consciente” para aplacar o ódio político e pregar solidariedade. No entanto, tucanos acham que Doria “errou feio” ao trazer o ex-presidente para o debate sobre COVID-19.
Wimbledon’t.
Terminando… pela primeira vez em tempos de paz, Wimbledon foi cancelado.
Oi, professor.
Para terminar, 4a temporada de ‘La Casa de Papel”.