ESPRESSOU-SE
“Mais duas pernas.” – depois dos protestos dos moradores de Maine, o futuro emoji de lagosta será redesenhando para incluir dez e não oito patas. Vivendo e aprendendo.
ESPRESSO NACIONAL
Desculpe o Auê
A notícia.
Os vizinhos São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais se preparam em tempos de intervenção militar no Rio.
Moendo os grãos.
Hoje os secretários de segurança dos três estados vão se reunir com o ministro da Justiça para traçar algumas ideias de colaboração para evitar a “dispersão” de bandidos; além de planos conjuntos de inteligência. Enquanto isso, o Exército já bloqueia todas as rodovias de acesso ao Rio; a Marinha fiscaliza a Baía de Guanabara e a Aeronáutica assume o aeroporto do Galeão. Climão.
Surpresa!
Depois do marqueteiro de Temer dizer ontem que ‘claro que o presidente é candidato à reeleição’, um porta-voz veio a público explicar que não há intenções eleitorais por trás da intervenção federal. Intriga da oposição. Então tá. Mas que saiu Previdência dos holofotes e entrou todo um novo papo…
Intervenção pra quem?
A Anistia Internacional disse ontem que a intervenção militar é uma medida“extrema, imprecisa e põe vidas em risco”. Segue o baile.

ESPRESSO IMPORTADO
Bang Bang
A notícia.
A ideia de Trump para pôr fim aos tiroteios em escolas: armar professores. Duh!
Moendo os grãos.
Sobreviventes do massacre na escola da Flórida que deixou 17 mortos na semana passada e pais de alunos mortos se encontraram ontem com o presidente na Casa Branca. Eles pediram ações mais duras, mudanças de verdade, para controlar uma epidemia tipicamente americana. Em nenhum outro país desenvolvido há tantos tiroteios.
American horror story.
Num país onde a gun culture impera e o poderoso lobby das armas manda e desmanda, Trump – que ao assumir deixou mais fácil comprar arma – sugeriu armar os professores. Full circle.
Enquanto isso.
Em Tallahassee, capital da Flórida, alunos da escola atacada foram até a Assembleia Legislativa, também, pedir por reformas e mudanças nas leis. Milhares de alunos de outras escolas se juntaram. Nunca antes. São reuniões na Casa Branca, manifestações no legislativo estadual, eles escrevem nas redes, falam às câmeras e publicam artigos em jornais. #NeverAgain
É o movimento que surge.
A geração pós-Columbine – tiroteio de 1999 que marcou uma nova era – está prestes a atingir a idade adulta. Se os sobreviventes do massacre da escolinha Sandy Hook, em 2012, eram crianças, já os de Virginia Tech, em 2007, ainda amadureciam numa época pré-Columbine. Este é o primeiro tiroteio na escola no qual os sobreviventes tem idade para lutar por mudanças.
ESPRESSO SHOTS
Amigo é coisa pra se guardar.
O cerco não para de se fechar para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Semana passada, ele foi indiciado pela polícia israelense por corrupção e agora um de seus mais antigos amigos está pronto para incriminá-lo. Essa delaçãozinha é o último twist num mega escândalo que só cresce. A polícia também investiga se Netanyahu concedeu favores para que a maior estação de TV do país falasse sempre bem dele.
Vamos fugir.
O Brasil despencou 17 posições no índice da Transparência Internacional, que mede a percepção de corrupção. Dos 180 países, aparecemos em na 96a posição, antes estávamos na 79a. Os mais íntegros, lógico, são Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia. Ao nosso lado, tem de Zâmbia ao Peru. Lembrando que o índice não mede a corrupção, mas a percepção que se tem dela nos países.
Pyeongchang: Aleluia.
Pela primeira vez, estamos numa final de patinação artística. Quem levou o Brasil à inédita final na Olimpíada de Inverno, que acontece hoje, foi a atleta brasileira Isadora Williams, de 22 anos, ao som de “Hallelujah”. Ela, que é filha de uma brasileira e um americano, é a primeira sul-americana a conseguir o feito. Representa.
How do I look?
Para terminar, Jennifer Lawrence e essa sua foto vem causando barulho na rede. De que lado está o sexismo?
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários e patins de gelo para espresso@espressonoticia.com.
Até amanhã!