ESPRESSOU-SE
“Eu desconheço a existência de um testamento.” – afirma Tyka Nelson, a irmã de Prince, lenda pop que morreu na semana passada aos 57 anos, e, pelo visto, não deixou nenhum tipo de manifestação dividindo os seus 150 milhões de dólares. Nesta terça, a irmã do cantor deu entrada com documentos em uma corte para iniciar ‘a partilha’, que não será tão fácil. Os documentos listam ainda outras cinco pessoas interessadas: três meios-irmãos e duas meias-irmãs.
ESPRESSO NACIONAL
Desarmar ou Não Desarmar a Bomba
A notícia.
O Supremo decide hoje se fica do lado do governo federal ou se fica do lado dos governos estaduais
Moendo os grãos.
De um lado: a União (governo federal), do outro: os Estados brasileiros. A questão: como deve ser calculado a dívida que os governos estaduais possuem com o governo federal? Em meio à crise política e crise econômica, este capítulo à parte pode agravar ainda mais a recessão (se é que precisamos de novos ingredientes para isso). O fato é que o cálculo da dívida dos Estados com a União é feita hoje usando o método “juros compostos” (ou seja, juros em cima de juros); os Estados querem “juros simples” (juros somente sobre o valor inicial da dívida). Se o STF decidir mudar o cálculo da dívida, o governo acordará com um rombo de 300 bilhões de reais! Um buraco sem fim.
Todo mundo quebrado.
Para entender melhor, temos que voltar no tempo. Em 1997, a União deu descontos e assumiu algumas dívidas do Estados. Para tanto, foi preciso captar recursos lá fora pagando ‘juros compostos’; então não tem como mudar o cálculo agora, afirma o governo. Já os Estados dizem que assim não dá. O Rio Grande do Sul, por exemplo, afirma que na época renegociou R$ 9 bilhões, já pagou R$ 25 bilhões e ainda deve R$ 52 bilhões; é um espiral sem fim. Ontem, Temer (ele quem vai ter que assumir a bomba fiscal caso Dilma sofra impeachment) foi até o STF tentar convencer os ministros a não alterar o cálculo da dívida. Resumo da ópera: estão todos – União e Estados – no vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão.
ESPRESSO IMPORTADO
A Dois Passos do Paraíso
A notícia.
É, parece que é isso, Hillary Clinton e Donald Trump serão os candidatos de seus respectivos partidos nas eleições presidenciais de novembro.
Moendo os grãos.
As ‘pré-eleições’ americanas estão cada vez mais claras. Continuando o embalo que ganharam em Nova York na semana passada, Hillary venceu em 4 dos 5 estados ontem, já Trump venceu em todos os 5. São eles: Connecticut, Delaware, Maryland, Pennsylvania e Rhode Island. Em Rhode Island, Bernie Sanders ganhou. Bernie até queria chegar, até pelo menos, as primárias da Califórnia em junho, que lhe garantiriam – possivelmente – muitos delegados. Mas tudo indica que Hillary continuará ganhando. Já era. Hillary já é considerada a candidata dos democratas.
Dois contra um.
Do lado republicano, o caminho está um pouquinho mais complicado para Trump. Apesar de sua popularidade entre os eleitores republicanos, a cúpula do Partido não quer ele. Dias atrás, Ted Cruz e John Kasich fizeram uma ‘aliança anti-Trump’; vão ajudar um ao outro a ganhar certos estados na próxima semana e assim evitar que Trump atinja os 1237 delegados, tornando-se automaticamente o candidato do Partido Republicano. Caso ninguém atinja o número mágico, a nomeação seria feita em convenção do partido em junho. Ele afirma que isto não tem como acontecer. De fato, Trump pode estar a 2 estados de conseguir a nomeação. Quem diria.
Calculadora pra presidente.
Dos 1.237 delegados que os pré-candidatos republicanos precisam, veja quantos Trump, Cruz, e Kasich têm.
Dos 2.383 delegados que os pré-candidatos democratas precisam, veja quantos Hillary e Bernie possuem.
ESPRESSO SHOTS
A 1a vez a gente nunca esquece. Os 13 anos de crescimento trimestral contínuo da Apple acabaram ontem. A receita da gigante diminuiu 13% depois que as vendas do iPhone caíram. Com a notícia as ações despencaram mais de 5% em poucas horas.
Do leme ao pontal: SQN. O Ministério Público do Rio abriu inquérito ontem para investigar as circunstâncias nas quais foram feitas o contrato com a construtora Concremat e as condições técnicas do projeto da ciclovia Tim Maia. Em tempo, um relatório preparado pela Secretaria de Obras da prefeitura sobre os riscos da implantação da ciclovia não cita ondas fortes.
Sem Dilma, com Temer. Foi escolhido ontem o relator e o presidente da Comissão do Senado. Não tá fácil, o relator é tucano. O relatório será votado na Comissão no dia 6 de maio (passa, com certeza). Ele então será votado no plenário dia 11 de maio – e o futuro de Dilma selado. Em tempo, Renan, o presidente do Senado, se reuniu ontem com Lula e hoje se reúne com Temer.
Nem Dilma, nem Temer. Tem ganhado força a idéia de convocar novas eleições. Para tanto, seria preciso mexer na Constituição. Mas pessoas próximas a Dilma defendem, cada vez mais, a possibilidade. Temer, no entanto, disse ontem que seria um “golpe” antecipar as eleições.
Você fica. Dois executivos da Odebrecht, presos na Lava Jato, ganharam direito ontem à prisão domiciliar por ordem do STF. No entanto, o Supremo negou o mesmo para Marcelo Odebrecht, ex-presidente da maior empreteira da América Latina.
Game of Moro. Sergio Moro foi escolhido pela revista Time uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. Ele é o único brasileiro a fazer parte da lista neste ano. Perguntado por um repórter ontem na solenidade se ‘deu um pausa’ na Lava Jato, ele afirmou que a operação “não é seriado de TV. As instituições estão trabalhando.”
Quem disse isso? Perto de Jair Bolsonaro, Eric Cartman, personagem de South Park, parece cada vez mais um cara equilibrado, gente fina e nem um pouco preconceituoso. Tente acertar nessa quiz quem disse o quê, Bolsonaro ou Cartman!!
Usados pra turismo. Milhares de pessoas vem assinando uma petição para acabar com os passeios de elefante no Camboja depois que um dos animais morreu ontem de exaustão logo após levar turistas ao famoso complexo do Templo Angkor Wat.