
“75 mil vacas.” – é como o Chad vai pagar sua dívida de US$ 100 milhões com a Angola. Moooood.

Baile de Máscaras
A notícia.
Apenas mercados e farmácias funcionam em São Paulo, onde já há quatro mortos por COVID-19. Em meio à crise, os panelaços voltaram.
Moendo os Grãos.
Não foi só em São Paulo, que gritos de “Fora Bolsonaro” ao som de panelas ecoaram ontem. No Rio, em Brasília, Santos, Salvador, Porto Alegre, e em Curitiba também foram ouvidos gritos de “ele não” e “miliciano”, tanto na periferia, quanto em bairros nobres. Desde a tarde, quando o presidente fez uma coletiva com outros ministros, todos de máscaras, os panelaços já começavam a se ensair. O que levou o presidente a convocar o seu próprio panelaço.
Com sua máscara.
Bolsonaro, que anteontem mesmo chamou a situação de “histeria” realizou enfim a primeira coletiva sobre o COVID-19 – a máscara deu problemas. Bom, ele começou dizendo que “num primeiro momento ninguém ficou preocupado com isso” e então passou a explicar o porquê de participar dos atos do dia 15 de março em frente ao palácio, quando já havia recebido orientação de médicos para permanecer isolado.
Mas o presidente faz o que bem quiser.
Além de afirmar que não convocou os protestos anti-Congresso do dia 15, ele voltou a defender a sua presença em aglomerações. Em meio à pandemia, o presidente disse que “mesmo sabendo dos riscos, nunca abandonará o povo” e afastou os relatos de que esteja desentendendo-se com o ministro da Saúde. Repetiu então algumas medidas já anunciadas na terça por Guedes e passou a bola para o ministro – sem máscara.
Bolsonaro’s coronashow.
Horas depois, já em um segundo pronunciamento, Bolsonaro apareceu ao lado do chefe do Judiciário, Dias Toffoli, que nesse momento foi o protagonista ao anunciar um comitê de Justiça para o coronavírus. O presidente do Supremo falou sobre a importâncias dos três Poderes agirem juntos em meio à crise.
Ao redor do presidente.
Já são dois ministros diagnosticados com coronavírus. Tanto o ministro de Minas e Energia, assim como o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança, de 72 anos, testaram positivo. Na comitiva presidencial que foi a Miami, são 18 casos confirmados. Ontem ainda foi confirmado o caso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), também com coronavírus.
No Brasil.
Os casos confirmados subiram pra 428 e o número de mortos começa a crescer. Serão criados vouchers de R$ 200 mensais para trabalhadores informais. A medida deve atingir 20 milhões de pessoas e custar R$ 15 bilhões. A ideia é proteger trabalhadores sem carteira. Ideias parecidas – como renda universal básica – são estudadas em outros países. Por aqui, Guedes anunciou ainda uma lei para cortar pela metade jornada e salários dos funcionários. O dólar passou de R$ 5,20.
Enquanto isso.
Eduardo Bolsonaro, o ex-futuro-embaixador, começou uma crise diplomática com a China. Ontem a Embaixada chinesa em Brasília disse que o filho do presidente pegou “vírus mental” em Miami.

Pandemia.
Pela primeira vez desde o início do surto de coronavírus, em janeiro, a China não registrou nenhum novo caso local. Todas os 34 diagnósticos foram de pessoas chegando de fora. A Itália teve o dia mais sombrio até agora: 474 mortos em único dia. A Alemanha falou que este é o sue maior desafio desde a 2a Guerra Mundial. Nos EUA, Trump lançou uma lei que ajudará a garantir testagem de graça para trabalhadores.
Ajudinha transatlântica.
Os testes para a vacina do coronavírus começaram nessa semana em diferentes países, mas Alemanha e Estados Unidos se envolveram diretamente em um disputa depois que Trump tentou comprar de um laboratório alemão a transferência do desenvolvimento da vacina exclusivamente para os EUA. O governo de Angela Merkel reagiu e falou em “apropriação”.
Buon giorno, quarentena.
Em meio ao stress da pandemia, italianos vêm comendo sem parar. Em pleno isolamento obrigatório, o tédio cresce e as vendas de junk food batem recorde.
Inhale, exhale.
Para terminar, três apps para meditar e relaxar em tempos caóticos como esses.