
“Retribuir à mãe Terra.” – Gisele plantará 40 mil árvores na Amazônia para celebrar os seus 40 anos hoje. Olha que coisa mais linda.

Tá de Caô
A notícia.
De surpresa, o Rio fechou os hospitais provisórios para o tratamento de pacientes com Covid-19.
Moendo os grãos.
Perguntado sobre o fim dos hospitais de campanha, o governador Witzel respondeu: “pergunte ao secretário de Saúde”. No início da pandemia, o governo estadual chegou a prometer sete novos hospitais, apenas dois foram inaugurados – São Gonçalo e Maracanã – e agora ambos estão sendo desataviados. Hoje profissionais de saúde do Hospital do Maracanã planejam uma manifestação.
Cariocas não gostam de hospital fechado.
Em meio a pagamentos atrasados, médicos ainda reclamam da transferência desajeitada dos pacientes. Já a Secretaria de Saúde diz que os hospitais têm sido fechados às pressas, pois o contrato com a empresa que faz a gestão se encerrou no sábado. A empresa diz que não foi notificada. Os contratos são justamente alvos de investigação do MP.
Enquanto isso.
A Justiça ordenou que o governo não transfira os pacientes e mantenha aberto o hospital. No final de semana, o Rio não divulgou dados de coronavírus. Dos quase 80 mil mortos no país, o Rio concentra 12 mil.
O Brasil que deu certo.
Já Bolsonaro agora toma outro remédio sem comprovação científica: vermífugo. E um juiz em SP humilhou um guarda que o multou por não usar máscara. Cidadão não, desembargador.
Make America White Again
A notícia.
Trump igualou racistas a antirracistas. Não é a primeira vez que ele faz isso.
Moendo os grãos.
Em entrevista à Fox nesse domingo, o presidente americano voltou a dar corda a supremacistas brancos ao dizer que apoia o uso da bandeira dos confederados: “Também não estou ofendido pelo Black Lives Matter, é liberdade de expressão. Tudo isso sobre a ‘cultura do cancelamento’ – não podemos cancelar a nossa história. Não podemos esquecer que o Norte e o Sul lutaram.”
De fato, não podemos esquecer.
Os Estados Confederados da América foi como se autodominou o Sul dos EUA na Guerra Civil, quando passou a lutar contra a Casa Branca. Na tentativa de manter viva a escravidão, os estados do Sul se rebelaram contra o presidente Abraham Lincoln e declararam independência. Os confederados terminaram derrotados e os EUA não foram divididos entre Sul (com escravidão) e Norte (sem escravidão).
Privilégio branco.
O Sul deixou claro que a luta era em nome da “supremacia branca” e o vice-presidente dos Estados Confederados fez um famoso discurso no qual afirmou que “o negro não é igual ao branco; a escravidão, a subordinação à raça superior, é sua condição normal e natural”. Logo, a bandeira dos Confederados é um tabu na história dos EUA, já que representa os próprios ideais racistas que levaram à guerra.
Freedom.
Em meio aos protestos antirracistas que se desencadearam com a morte de George Floyd, estátuas de confederados têm sido derrubadas, já o estado do Mississipi retirou da bandeira o símbolo confederado, e a NASCAR aboliu pilotos de a usarem na corrida – Trump criticou a NASCAR. Outra conversa que veio à tona foi renomear bases e navios que têm nomes de generais confederados.
Angry white boy.
O movimento para rebatizá-los ganhou força, mas Trump disse ontem que ele é quem manda: “Eu não ligo para o que os militares dizem. Você gosta da ideia de renomear Fort Bragg e, então, como vamos chamá-lo? Vamos renomeá-lo Reverendo Al Sharpton*?”
*Sharpton é um importante ativista pelos direitos civis dos negros nos EUA.

Because of you.
Na posse de Obama, John Lewis pediu um autógrafo ao primeiro presidente negro da história: “Por causa de você, John. Barack Obama”. Símbolo dos direitos civis nos EUA, e deputado por décadas – era chamado pelos colegas de “a consciência do Congresso” –, John Lewis marchou ao lado de Martin Luther King e esteve na linha de frente da luta pelo fim da segregação racial que imperou depois da Guerra Civil. Nos anos 60, foi preso mais de 40 vezes por protestar. Ele morreu na sexta, aos 80 anos, de câncer. RIP.
Marcha soldado.
A presença militar no governo Bolsonaro vem crescendo e a militarização dos espaços civis dentro do Estado brasileiro disparou. Em um ano e meio de governo, o número de militares em cargos civis mais que dobrou. Em 2018, eram 2.765 militares (da reserva ou ativa) em cargos civis, agora já são 6.157. Só no INSS, são quase 2 mil militares. Até 2020, nunca houve militares trabalhando no INSS.
Alô, alô, marciano.
Aqui quem fala é do mundo árabe. Dubai lança hoje um foguete rumo à Marte. Se tudo der certo, Os Emirados Árabes Unidos se tornarão o primeiro país árabe da história a lançar uma missão ao planeta vermelho. Este será ainda o primeiro lançamento espacial de um país de maioria muçulmana.
Assim como quem não quer nada.
Terminando… o maior meteoro já encontrado na Alemanha estava há décadas em um jardim.
Ei fashionista.
Para terminar, roupas anti-corona. Tá na moda.
