
“Vai levar 100 anos até que me entendam.” – Bob Dylan, o maior músico de sua era, faz 80 anos hoje. Happy birthday, Bob.
No Me Quito Pá
A notícia.
Bolsonaro está em Quito onde acompanha hoje a posse do novo presidente do Equador.
Moendo os grãos.
Essa é uma das poucas viagens do presidente brasileiro para acompanhar a posse de um colega latino-americano. Em março do ano passado, ele até esteve no Uruguai para a posse de Luis Lacalle Pou que venceu após 15 anos de governo de esquerda. Mas Bolsonaro, que preza ideologia sobre pragmatismo, não compareceu às posses de Fernández na Argentina, em 2019, nem Luís Arce, na Bolívia.
Eterna dança da motinha.
O presidente equatoriano que toma posse hoje, Guillermo Lasso, é um ex-banqueiro de direita, que venceu no segundo turno o candidato de esquerda apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa. Antes de partir para o Equador, no entanto, Bolsonaro voltou a aglomerar. Dessa vez, no Rio, ele desfilou ao lado de motoqueiros e, sem máscara, criticou novamente o isolamento. São 450 mil mortos no Brasil.
Ah.
Quem participou do desfile de motos foi o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello – também sem máscara. Detalhe: como general da ativa, ele é proibido de se envolver em atos políticos. Tô nem aí.
Nada Bielo
A notícia.
O presidente da Bielorrússia sequestrou um avião.
Moendo os grãos.
Os países europeus estão em choque e pediram ontem explicações imediatas às autoridades bielorrussas depois que um avião da Ryanair que ia da Grécia para a Lituânia foi obrigado a pousar em Minsk, capital da Bielorrússia, quando sobrevoava o país. De acordo com a Bielorrússia, havia alerta de explosivos na aeronave, já a oposição acusa o presidente de usar tal pretexto para prender jornalista.
Não deu outra.
Após o pouso forçado, o avião foi inspecionado e Roman Protasevich, um jornalista que faz oposição ao governo bielorrusso, foi preso. O primeiro-ministro da Polônia afirmou que “sequestro de avião civil” é um “ato de terrorismo estatal jamais visto antes” e cobrou da Europa novas sanções contra o presidente Lukashenko, considerado o “último grande ditador europeu”.
Lembrando.
Há 26 anos no poder, Lukashenko é acusado de ameaçar rivais e fraudar as eleições do ano passado. Desde então, o país foi palco das maiores manifestações de sua história.

More than meets the eye.
O número de mortes por coronavírus ao redor do globo é, na verdade, duas ou até três vezes maior do que os registros oficiais, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Ou seja, cerca de 8 milhões de pessoas morreram de Covid-19 desde o início da pandemia, enquanto os dados compilados pelos países mostram 3,4 milhões de óbitos até agora. Enquanto isso, países ricos já vacinaram 30% dos cidadãos, já as nações em desenvolvimento não chegam a 10%.
Pop meets poltics.
O primeiro grande evento global cultural desde o início da pandemia, o Eurovision, cancelado no ano passado, retornou coroando a Itália como grande vencedor: “Zitti E Buoni” da banda Maneskin. A França ficou em segundo e a Suíça em terceiro. Ao longo de 60 anos, e mais de 1500 musicas, a competição da Eurovision, para além de diversão, é a própria história europeia escrita através da cultura pop.
Geometria do adeus.
Morreu o último gigante da arquitetura brasileira, o capixaba Paulo Mendes da Rocha. Mestre do concreto e dos espaços abertos, o mais renomado arquiteto brasileiro desde a morte de Oscar Niemeyer (1907-2012), ele tinha 92 anos e enfrentava um câncer de pulmão. RIP.
Enófilo ele.
Terminando… pedir a segunda garrafa de vinho mais barata do restaurante não é furada (como todos creem) e pode ser bom negócio, dizem pesquisadores.
The queen has spoken.
Para terminar, Simone Biles fez história mais uma vez.

