
“Os paralelos são evidentes.” – Lulu Santos acaba de relançar ‘A Cura’, composta na epidemia de Aids. Existirá, em todo porto tremulará a velha bandeira da vida.

Lanterna dos Afogados
A notícia.
Brasil fica em último lugar no ranking internacional de combate à pandemia.
Moendo os grãos.
Nenhum país do mundo foi tão mal no combate ao coronavírus quanto o Brasil, de acordo com estudo do Instituto Lowy, de Sydney, que comparou 98 países e levou em conta seis diferentes critérios como casos por milhão de habitantes, morte por milhão de habitantes, casos em proporção à testagem, e testes por cada mil habitantes. Durante toda a pandemia, o governo de ultradireita do Brasil minimizou os riscos da covid e ignorou medidas da OMS como distanciamento e uso de máscara.
Vou dar a volta no mundo.
Quem lidera o ranking é a Nova Zelândia, que em meio a lockdowns pontuais, fechamento das fronteiras e muita testagem, foi quem melhor lidou com a pandemia, de acordo com o Lowy Institute. O país é seguido por Vietnã, Taiwan e Tailândia. O melhor país europeu é a Letônia, em 9º lugar. Já a Alemanha, que controlou a primeira onda, mas viu as mortes dispararem no final do ano passado, aparece no meio do ranking, em 55º. O melhor país latino-americano é o Uruguai, em 12º.
Em tempo.
O ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, médico por formação e demitido ainda no início da pandemia, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ontem que a mutação achada em Manaus deve se espalhar pelo país e causar mega pandemia. Medo.
Enquanto isso.
Quase um ano após o início da pandemia, o presidente Bolsonaro voltou a criticar ontem medidas de isolamento social e afirmou: “o povo brasileiro é forte e não tem medo do perigo”.
Ah.
Ontem o país registrou a maior média de mortes diárias desde agosto; foram quase 1500 mortes em 24 horas.

Ay, caramba.
A União Europeia está lidando com escassez de vacinas e a Espanha se tornou nessa semana o primeiro país do bloco a suspender parcialmente a imunização da população por falta de doses. “Amanhã nossos refrigeradores já estarão vazios,” afirmou uma autoridade sanitária espanhola ontem. Em tempo, o primeiro-ministro de Israel – país do mundo que mais vacinou – disse em Davos que liga “cinco vezes por dia” para a Pfizer. Por aqui, Bolsonaro já disse que não cabe a ele ir atrás de vacinas, são os ‘laboratórios que tem de estar interessados’ em vender.
Sitting, waiting, wishing.
As Olimpíadas ainda vão rolar? Bom, parece que sim… por enquanto. O Comitê Olímpico Internacional se reuniu ontem e afirmou estar “comprometido com jogos seguros e de sucesso” em Tóquio no mês de julho. Ainda assim, algumas autoridades japoneses estão bem menos otimistas que o COI. Em tempo, Israel prevê vacinar todos os atletas ate maio; veja a posição de outros países.
I did nazi that coming.
Did jew? A justiça alemã condenou um neonazista à prisão perpetua por assassinar um político local, aliado de Angela Merkel, em 2019. De acordo com a procuradoria, é o primeiro assassinato político cometido pela extrema-direita desde o fim da 2a Guerra Mundial. Em tempo, nova série da HBO, “The plot against America”, mostra como o ódio contra judeus e a complacência com Hitler se espalharam pelos EUA do século 21.
Makeover, Mona.
Nada de turistas ou pau de selfie: o Louvre está fechado para reforma. Ainda assim, os corredores do museu mais visitado do mundo estão bombando; são centenas de restauradores por lá. Durante este tempo – o mais longo período de portas fechadas desde a 2ª Guerra Mundial –, vai rolar desde ‘coisinhas simples’ como a limpeza das mais de 4500 pinturas até uma super repaginada na ala das antiguidades egípcias.
Booty call.
Terminando… a China lançou testes anais de coronavírus – supostamente mais precisos que aqueles feitos pelo nariz.
She wolf.
Para terminar, a Lua do Lobo, a primeira superlua do ano.